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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 30 de outubro de 2010

Breves linhas sobre religião



Flash: garotinhos, bombas amarradas aos corpos, explodindo a si mesmos e outros em nome de uma eternidade prometida no paraíso.
Flash: pregadores, vestidos em ternos de mil dólares, ditando o certo e o errado para crentes gritando “Aleluia”. Ninguém na multidão liga ou se incomoda em perguntar por que aquele homem ou mulher pode lhe dizer o que fazer.
Flash: líderes religiosos com túnicas e turbantes incitam seus seguidores ajoelhados a novas guerras santas a serem lutadas com ódio, revolta e desespero.
Flash: políticos bem vestidos e carismáticos, valorizando o orgulho nacionalista, dizem a seus compatriotas que a guerra e o sacrifício em nome da honra são justificáveis.
Flash: pastores discutem qual Jesus é melhor, qual Deus é mais forte, qual salvação é a certa e quem sabe interpretar a bíblia.
Flash, flash, flash... Incontáveis fotos pipocam pela consciência, cada uma com um retrato do preconceito, mostrando homens alimentando os medos de outros homens.
A religião saiu do controle. Cristãos fundamentalistas torcem e distorcem a bíblia. Algumas seitas judias usam suas escrituras para justificar a agressão contra seus vizinhos. Budistas lutam contra hindus e hindus contra muçulmanos, por templos sagrados. Alguns muçulmanos são ordenados a matarem a si mesmos e outros “por Deus”.
O mundo está recebendo uma mensagem: vocês foram longe demais. Dinheiro, posição social, poder e riqueza não significam nada se você esqueceu quem é.
Um cristão precisa saber que o Cristo mensageiro disse para amar ao próximo como a si mesmo. O resto é irrelevante.
A única coisa que um judeu precisa saber é que Moisés ensinou que havia só um Deus para todas as pessoas. O resto é irrelevante.
Os budistas precisam saber que Buda ensinou que devemos nos desprender de nosso orgulho, ego, cobiça e ambição material. O resto é irrelevante.
A única coisa que um muçulmano precisa saber é que a guerra santa que o profeta ensinou não é uma batalha com as outras crenças. É a conquista de nosso próprio mal, tentações e orgulho. O resto é irrelevante.
E a única coisa que um ateu precisa entender é que nós, não um deus distante, somos os responsáveis por nossas atitudes. O resto é irrelevante.
Não existe uma única verdade. Talvez o que exista, é uma verdade que convenha para a pessoa em determinado momento de sua vida. Quanto mais vamos avançando nos caminhos, percebendo que não é um homem de terno ou batina que vai nos dizer o que fazer; que não podemos comprar terrenos no céu nem ser absolvidos de nossos "pecados" senão pela própria consciência; mais perto da liberdade verdadeira estaremos. E, à medida que vão amadurecendo (espiritualmente), as pessoas param de acatar o que uma instituição está falando para pensar por si próprias, questionando, afinal, as próprias verdades. Isso, nenhum culto ensina, pois cada um terá sua própria maneira de descobrir (-se). Livre arbítrio e destino coexistem.
Espiritualidade não é religião e religião não é desculpa para matar e destruir.


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