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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Comerciais de Natal



Faltam poucos dias para começarem a veicular os tão famosos comerciais de Natal. Geralmente, eles nos transportam para um lugar melhor, onde todos são felizes e têm um Feliz Natal. As crianças são bem vestidas, belas; a árvore da sala é enorme, cheia de presentes; a família é grande e unida, não existe aquela tia falsa, a cunhada invejosa nem o tio miserável; não existe aquele irmão mais rico que sempre quer exibir o carro novo para o resto da família nem o adolescente de 17 que passou em medicina e ganhou um Honda Civic sem sequer ter tirado carta. O peru é suculento, a mesa é repleta de todas as guloseimas da Sadia, da Nestlé, da Lacta e Coca-Cola, parece que no Natal ninguém gosta de Pepsi.
As mulheres reúnem-se para cozinhar, e, cara: elas são lindas! São magras, todas com menos de 30 anos e felizes no casamento; os homens – jovens, bem-sucedidos e bem-humorados – se organizam para fazer o churras e tomar cerveja. Todo mundo ganha o que pediu ao Papai Noel, todo mundo viaja para onde deseja, todo mundo é feliz, ninguém briga porque tem que lavar a louça. São comerciais que reforçam uma imagem esterotipada inexistente, lembrando a cada iludido mortal que o assiste como ele é infeliz.
Não que no Natal não exista mais união, confraternização, em verdade, é sim, uma data que tem seu espírito focado na família, na esperança e na celebração. Mas, sempre tem uma série de contratempos, isso é fato: nada é perfeito. Você vai descer a serra para o litoral e o pneu vai furar; vai chegar à hora da ceia e alguém esqueceu de descongelar o peru; haviam planejado viajar cedo, mas o vôo atrasou. Tudo isso é natural. E talvez, seja um pouco do que dê a verdadeira luz do Natal, além das luzinhas pisca-pisca.  

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