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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No nosso tempo, tudo era mais legal...


Amigos, brincadeiras ao ar livre e muita lama. Era assim que até meados dos anos 90, as crianças passavam suas tardes e, quase sempre, parte da noite.
Na última década, com o aumento crescente da tecnologia e as mudanças radicais em âmbito social, a infância foi relegada a um período pseudo-adulto, com crianças cada vez mais atarefadas, comprometidas e com responsabilidades de gente grande. Hoje, elas administram seu próprio dinheiro, escolhem suas roupas e ingressam no mundo adolescente cada vez mais cedo. Meninas de 11 anos, que outrora brincavam de boneca, competem em festas quem pega mais meninos, que por sua vez, não conheceram os carrinhos de rolimã, pique-pega, esconde-esconde ou mesmo os livros de aventura que encantavam sua geração antecessora.
O problema desse salto não reside na falta das brincadeiras e situações que caracterizavam a verdadeira infância, mas sim na precocidade da introdução infantil em um mundo que ainda não têm preparo para suportar. Assim como as crianças, os jovens atualmente são muito mais pressionados e forçados a assumir responsabilidades que até pouco mais de dez anos atrás, não tinham. A vida sexual, a inclusão no mercado de trabalho e a escolha por uma profissão substituem o tempo que antes era ocupado pelo prazer do lúdico e onde a imaginação imperava. Apesar de todas as facilidades e benefícios da vida moderna, a tecnologia trouxe com ela o demérito de não incentivar o raciocínio, a descoberta, a curiosidade. A exploração é virtual, a sagacidade não é instigada. Amizades são construídas através da tela de computador e relacionamentos frívolos e superficiais são incentivados.
No que concerne à idade infantil, os tempos modernos ficam devendo muito em termos de ludicidade, falta de compromisso e ao verdadeiro sentido da palavra “brincar”.

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