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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobriedade


Assim, somos ensinados
Devemos ter instantes de felicidade
Para muitos momentos de dor.
Entretanto, e se
Contrariasse eu todas as regras do mundo
O que haveria de suceder?
E que me dizem as regras do mundo?
Ensinam-me rigidez, quando busco ser flexível
Exemplificam-me egoísmo, quando tento pensar em meus irmãos
Demonstram-me desafeto, quando preciso de carinho
Reportam-me desamparo, quando minhalma anseia por segurança
Vejo crianças perdidas
Vejo animais feridos
Vejo as pessoas desprezarem sua arte em detrimento de seu dinheiro
Vejo a roda da fortuna capitalista girando
Sempre na mesma direção
E vejo-me em meio a esse turbilhão
Mais uma das crianças perdidas em um deserto deflagrado
Não há paz, não há voz, não há oásis
Há guerras, mortes e destruição.
E as vozes que poderiam ser ouvidas se calam.
E os ouvidos que deveriam se atentar fazem-se moucos.
E há milhares fazendo o que não gostam.
E há milhares que gostam e não fazem.
E centenas de caminhos hão, mas poucos olhos que os vêem.
E dezenas de destinos se fazem, mas poucos que se realizam.
E cada dia precioso encerra-se em sua mediocridade
Ao mesmo tempo que, novos dias são sonhados, melhores e mais imperturbáveis.
O que está vindo está indo embora e o que foi embora sequer teve pressentida a presença.
E muitos falam de oportunidades, mas, por vezes, são os mesmos que se despedem de seus dias sem brilho
E outros dão brilho a seus dias e fazem de cada minuto uma busca que cessa.
E cessa porque se completa, e se se completa, é que nada lhe falta.
E se nada lhe falta, não é que não tenha dores, mas que soube admoestá-las ao seu discernimento.
E se assim o fez, rompeu o padrão que lhe foi ensinado, para viver um tanto mais sóbrio.

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