About my Blog

Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

domingo, 24 de outubro de 2010

Solilóquio


São nestes dias cinzas
Onde sinto que só tenho mesmo um bom livro, caneta e papel por companhia
Que tento mergulhar dentro de mim.
Solidão veraz,
A mão me estendida simplesmente sumiu e meus olhos, cegos pelo sol inexistente, recusaram-se a enxergar.
Na proximidade da conclusão de mais uma primavera,
Qual esta acreditava ter amigos conquistado
Sou surpreendida tal ingenuidade
Qual! Amigos? Donde estão?
Oh, Ela! Sim, ela me ama! Embora, com todas minhas armas estúpidas, resista em aceitar ou crer esse Amor.
Oh, perdão...
Tantas palavras ferinas como flechas, lançadas por má atiradora e que foram cravar-se em seu peito já cansado...
Qual! Amigos... Não os tenho. Ou, tenho poucos, raros. Estes, que sopraram velas comigo...
E, na cabeça, um número em forma de gente, como a me despertar!
Revivo todo o passado, o bichinho amado e amigo, sim, este sim, amigo! Os momentos, os verões, invernos, tudo nessa primavera!
Lágrimas afloram-me à face para orvalhar a dor de ter roubados alguns presentes.
O Presente.
Tempo, senhor das dores, cicatriza-me a alma. O hoje é só o primeiro dia do resto da minha vida... Te amo.

Poesia escrita no meu aniversário em 2008.

0 comentários :

Postar um comentário