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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tudo do mais barato


Tem pessoas que seguem uma ‘filosofia’, no mínimo, curiosa: para elas, serve levar tudo do mais barato.
Se vão ao supermercado, ignoram o sabor de sorvete que preferem ou o perfume que gostam em suas roupas, porque o amaciante é um real mais caro e o sorvete está incomprável. Quando saem para comer fora, lêem o cardápio pela tabela de preços e pedem o que for menos doloso ao bolso. Se apaixonam por uma bolsa de duzentos, mas levam uma de trinta; paqueram uma semana a blusa branca na vitrine, mas carregam uma amarela, porque lhe lucra em cinco reais. E assim, de mais barato em mais barato, seguem vivendo uma vida pirata, sufocando satisfações pessoais e sepultando o que poderiam ser pequenos momentos de felicidade.
O que acontece nas lojas e supermercados, também é vivenciado por algumas pessoas na vida sentimental. Como assim?, você pergunta. Calma aí, vou explicar.
Assim como existem pessoas que não são verdadeiras consigo na hora de consumir, na ilusão de economizar uns poucos trocados, também há as que ‘pegam tudo’ do mais barato na sua intimidade e para o seu coração. Crendo se proteger ou estar a ‘curtir a vida’, nas desfaçatezes dos sonhos românticos, vão pegando tudo o que encontram pelas prateleiras da vida, se contentando com o “mais barato”, trocando de amores em uma rapidez descartável, não elegendo o que seria nobre e caro ao coração.
Um exemplo típico dos dias atuais, são os adolescentes. A garotada vai às festas e, tal qual experimentam vários sabores de iogurte num guichê promocional, provam vários paladares sem se apegar a nenhum e sequer pedir o nome da marca. E, mesmo adultos, reservam-se a tal miséria sentimental, preferindo a venalidade, o momento, à construção de algo real e forte. A superficialidade das crenças faz com que muitos se condenem a não acreditar no amor e se entreguem à pobreza de relacionamentos que carecem de âmago.
Se amor existe? Se é real?
Cada um tem a resposta. Mas, certamente, não será de paixão em paixão, naufragando em um oceano de emoções baratas, que se encontrarão as suas mais profundas verdades.

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