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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amor & Paixão


Já amou? Já se apaixonou?

Quantas vezes escreveu o nome dele na última folha do caderno? E, ao ouvir aquela música lembra imediatamente dela? Passa os dias a fantasiar vocês dois juntos, na praia, na natureza, fazendo coisas legais, sendo felizes para sempre? Se feriu, sofreu, chorou, o esqueceu, prometeu que nunca mais aconteceria e jamais pisariam de novo no seu coração? E, tempos depois, um olhar, uma taquicardia... O telefone toca... Outra vez...

Há diferença de comportamentos da paixão para o amor. Na paixão, o entusiasmo e a euforia reinam. Nesse estado, geralmente perdemos contato com nossa essência e tudo quanto se refere à pessoa amada de modo negativo, costumamos ignorar.
As paixões avassaladoras são como chuvas de verão, que destroem casas, arrancam árvores, derrubam cercas. Mas, assim que passam, tudo volta a ser como antes, apenas com uma diferença: assim como as tempestades de verão, deixam marcas que muitas vezes nem o tempo consegue apagar. Paixão nada mais é que ilusão e toda ilusão é transitória. O amor, quando verdadeiro, é duradouro.
Paixão não é amor. O amor é mais tranqüilo, seguro e confiante. O amor eleva, agiganta, purifica a alma. Quem realmente ama se sacrifica pelo ser amado. Um sentimento verdadeiro é puro mesmo quando o manifestamos de maneira precária, por não sabermos ainda fazer melhor. As pessoas sentem nossa sinceridade, respeitam, correspondem.
As pessoas sentem algo que até parece amor, mas não é. Todos confundem muito as coisas, tudo o que aperta o coração é amor. Mas depois que o aperto passa é que o sentimento fica. E, na maioria das vezes, é paixão, apego, posse ou orgulho. Não é amor.
Talvez a melhor frase para definir essa incerteza/certeza que toma o coração da gente seja uma citada no livro perfeito de Kahlil Gibran, O profeta:

“Pois assim tem sido sempre com o amor. Ele só conhece a sua profundidade na hora da separação.”

Será, acaso, o dia da separação o dia do encontro?

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