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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Apenas uma carta


Querido Filipi

Há dois anos deste dia nos reencontramos e há mais de dois séculos estamos distantes. Você partiu de mim, de nós e gostaria de tê-lo visto uma última vez, de poder olhar nos seus olhos e lhe dizer coisas que não sei contar numa carta. Nada saiu como havíamos planejado. Eu o conheço bem demais e sei que você nem sequer me fará perceber que leu isso. Sei que já me odiou por não ter cumprido certas promessas, que pensa que lhe falhei, que menti.
Que saudade de você... Que saudade do que a gente era... do que a gente foi. E sinto, ainda é, sem saber...
Tantas vezes imaginei você sozinho naquele quarto, convencido de que eu o havia traído. Muitas vezes tentei encontrá-lo através de conhecidos seus, mas nenhum deles conhecia o verdadeiro Filipi, aquele menino que tive a honra e o prazer de deixar entrar na minha vida em 29 de novembro de 2008. Temo que ele não exista mais.
Que mentiras lhe contaram, Filipi? O que disseram sobre mim? Por que você acreditou neles?
Agora sei que o perdi, que perdi tudo. E ainda assim não posso deixar você partir para sempre e me esquecer sem que saiba que não lhe guardo rancor, que eu sabia desde o começo, sabia que ia perdê-lo e que você jamais veria em mim o que eu vi em você. Quero que você saiba, embora possa incomodá-lo saber, que amei você desde o primeiro dia, e que continuo amando, agora mais do que nunca. Que a maior dor na minha vida é conviver com esse erro que não tem volta; com essa culpa que não cala e essa saudade que o chama... Que antes de lhe amar como a um homem, lhe amei como um menino, como uma criança que precisa da mãe e, acima de tudo, como uma pessoa, o ser humano maravilhoso que você é...
Não sei se minhas palavras chegarão a você. Há tantas coisas que não posso lhe contar. Coisas que nunca soubemos e que é melhor que você não saiba nunca.
Peço desculpas por todos os momentos que decepcionei você, por cada momento que deixei de dar a compreensão que você merecia. Peço desculpas por todos os momentos que fui egoísta e incapaz de ver suas necessidades. Sempre amei você, Filipi, mas, muitas vezes, eu o decepcionei. Peço desculpas por todos esses momentos e agradeço a você por me fazer sentir mais forte do que eu era, mais sábia do que eu era, mais capaz do que eu era. Obrigada, Lipi, por agraciar minha vida com sua adorável presença, por acrescentar a doce medida de sua alma à minha existência.
Não desejo outra coisa neste mundo senão a sua felicidade. Que tudo que você desejar se torne realidade e que, mesmo que com o tempo você me esqueça, possa algum dia compreender o quanto o amei.
Para sempre,
Phoenix.

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