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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

De mágoas passadas

Mágoas? Involuntárias.
Mágoa de você ter dito o que me disse a outras/os. Ignorando meu afeto, desprezando suas promessas.
Mágoa de você ter confiado coisas tão importantes a outrens, pouco ligando ao que eu sentia/ sinto.
Mágoa de você não ter perdoado, não ter tentado voltar, nunca ter me procurado.
Se sinto orgulho, não sei, mas algo em mim foi destruído. Talvez, meu amor próprio. Eu me humilhei tantas vezes. Corri atrás de você, acessei seus amigos, fiz homenagens.
Mas, sinto vergonha. Vergonha de tantas lutas em vão, de tantos sonhos tolos, da fé na lúdica imaginação.
Vergonha de ter por prioridade quem sequer me tinha por opção.
Vergonha de aceitar minha humilhação, passando por cima de meus valores, da minha auto-estima, do meu VALOR. Por você, ignorei minhas virtudes e só vi meu desvalor. Ignorei o meu bem e ressaltei o meu mal. Mergulhei fundo em mim e descobri meu melhor lado: o amor sublime, o bem querer, o afeto, o carinho... amparado pelo pior: o ciúme, a raiva, o ódio, a posse, o medo...
Mágoa de você não olhar pra mim. Não pensar em mim. Desprezar tudo o que eu fiz e faço por você.
Mágoa por não ter lutado por nós. Não ter acreditado em nós. Não ter nos dado mais uma chance.
Mágoa porque a sua mágoa é tão lancinante quanto a minha. Mas, você conseguiu superá-la/ enterrá-la/ suplantá-la/ vencê-la... E tornar essa dor num nada que nunca mais tornou a minha presença à sua memória... E quanto a mim, ainda sigo “te amando”, pensando em você, orando, perdoando, querendo saber... Tentando não valorizar as desfeitas que faz com meu coração...
Queria muito olhar nos seus olhos pra descobrir o que sentiria.

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