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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quase


Alguém já escreveu sobre isso, não lembro bem quem foi, mas é inegável a minha vontade de discorrer sobre o assunto: o “quase”.
Advérbio de cinco letrinhas, mas imenso em significado e que, no fundo, seria desnecessário. Quase não existe.
Você não quase ganhou. Você perdeu.
Você quase não caiu? Você caiu.
Quase não achou a amiga em casa? Achou.
Quase não passa de ano? Bem, passou.
Quase beijou ele? Não beijou.
Sorry.
O quase é muito mais um anestésico pessoal, um paliativo. Para não assumir uma derrota completa, por mais perto que tenha chegado do objetivo, a gente usa o quase para se sabotar. Para fingir que podia ser diferente.
- Ah, se não tivessem me roubado a bola... Quase fiz o gol!
Fez nada, se fosse bom mesmo, não tinha deixado te roubarem a bola! Vamos parar de nos proteger no quase! As coisas são ou não são, é ou não é, ponto final. É ou não é?

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