About my Blog

Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sabia tudo aos 16

Aos 16 anos eu era a pessoa mais sábia do mundo. Do meu mundo.
Sabia, por exemplo, que sofreria o resto dos meus dias pelo meu grande amor. Ele era o homem da minha vida, oh! Eu o amava. (Hoje, sequer sei o que é o amor!).
Eu sabia que seria eternamente jovem, bonita e auto-confiante. Que teria meus pais para sempre (aliás, para sempre e nunca eram sentenças proféticas para tudo); que a minha melhor amiga era simplesmente a minha melhor amiga (eterna), e que não ter uma roupa nova pra festa podia ser um grande problema.
Eu sabia que seria a garota mais feliz do mundo se ele olhasse pra mim; que a semana ia ser o máximo porque ia passar Stand by me na Sessão da Tarde e sabia que minha avó era imortal. Em qualquer momento da minha vida eu poderia chegar à sua casinha de madeira e pedir que me fizesse os bolinhos fritos saborosos, que ela me estaria à disposição.
Aos 16, eu sabia que o tempo passava muito devagar. E, às vezes, eu torcia para que passasse mais depressa, porque eu sabia que aos 18 eu poderia dirigir e morar sozinha. Mas, tinha dias que eu não queria crescer...
Tinha dias que eu sabia que algo em mim estava se perdendo, que estava escoando por entre meus dedos, mas eu não podia saber o que era... Às vezes, eu sabia que embora quisesse ser igual, eu não era, e que me assemelhava mais a uma jovem de 84 anos que a uma idosa de 16.
Hoje eu sei que nada sabia; que escrevo esse texto pensando muito mais nos meus colegas aos 16 do que em mim mesma nessa mesma época.
Eu só sei que aos 16 eu era a pessoa mais sábia do mundo, só isso... Pena que eu perdi essa proeza...

0 comentários :

Postar um comentário