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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Livre-arbítrio


Quem já não foi acordado bem cedo, ou desviado de seus afazeres ao domingo de manhã por um grupo de homens e mulheres carregando grande quantidade de panfletos em uma pasta embaixo do braço, e na mão a Bíblia Sagrada para nos trazer a palavra do Senhor?
Será que algum desses grupos sabe o que é livre-arbítrio?
Não!... Com certeza o pastor não lhes ensina isso, até porque não é essa a sua intenção.
Chegam à sua porta muito educados, mas, pouco esclarecidos, com trechos já decorados da Bíblia, principalmente os que mais interessam à filosofia gananciosa do seu pastor, e mais parecem pessoas a quem fizeram uma lavagem cerebral porque repetem sempre as mesmas coisas. E quando fazemos menção de nos retirarmos, ficam-nos olhando como se fôssemos os maiores pecadores do mundo.
Um dia, já cansada de ouvir baboseiras, tive a infeliz idéia de lhes dizer que não precisava de outra religião, pois tinha a minha que preenchia todas as necessidades religiosas, além das filosóficas e científicas. Alguém quis saber qual era e eu respondi que era espírita e estudiosa espiritualista.
Nem imaginam como foi difícil dali para a frente o nosso diálogo. Primeiro pularam para trás, como se estivessem na frente do próprio Lúcifer, em seguida, fizeram o sinal-da-cruz para se imunizarem de qualquer ataque ou artimanha do demo, depois todos juntos esgotaram o repertório de orações e trechos bíblicos para me exorcizarem.
Tudo isso me deixou muito irritada; fiz uma voz cavernosa imitando o diabo e disse para uma das senhoras presentes que se não saísse logo dali levá-la-ia comigo para o inferno, porque trair o marido com o próprio pastor era um pecado que dava direito a sentar-se ao lado esquerdo de Lúcifer.
As últimas palavras pronunciei-as para mim mesma, já que todos debandaram às pressas carregando as suas pesadas e mal usadas Bíblias.
Por que será que não me deixam usar o livre-arbítrio para ser o que quiser? Querem fazer de mim uma chata igual a eles, andar de porta em porta para convencer as pessoas a pagar o dízimo e engrossar a conta bancária de um pastor espertalhão, além de repetir coisas sobre as quais nunca me questionei.
Antes de abraçar certas coisas, as pessoas deveriam usar de senso crítico e analisar todas as implicações. Pertencer a este ou àquele grupo deve ser uma escolha, não uma indução. Se os outros não respeitam seu livre-arbítrio, comece você respeitando-o.

2 comentários :

Chico2010 disse...

Kelly, fiquei imaginando a cena, muito semelhante a que aconteceu por aqui também, e que afastou os testemunhos de Jeová para sempre daqui de casa. Minha vó fez esse desserviço, pois possui sua fé particular e não gosta desse tipo de lavagem cerebral. Por ser Vacariana, fez algo muito parecido, e acredite - ela pegou as muletas dela e ia bater neles....kkkk

Nada a acescentar...pra variar, pensamos identicamente nesse sentido. No âmbito religioso, eu convivo em meio a uma família evangélica, mas por opção não sigo nenhuma religião. Nos respeitamos bem dentro de casa, mas o problema vem de fora. Até quando as pessoas vão acreditar que você precisa ficar preso a uma doutrina religiosa, sem nada refletir, sem pensar se realmente aquilo que está fazendo é bom ou se apenas estão sugando nossos recursos...Sou adepto da liberdade...Infelizmente a religião cumpre ainda um papel de dominação da sociedade, especialmente as neopentecostais. E quem critica é visto com olhos tortos. Há um tempão eu estava MUITO revoltado com isso e postei em PENSADORES AMADORES...quando puder dá uma olhadinha lá, o título pe "criticar uma religião: até que ponto é errado?"

bjão Kelly!!

Kelly Phoenix disse...

É isso aí, liberdade de escolha é tudo. Pena que poucos têm consciência disso.

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