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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O fim é a solidão


Quantas pessoas você conhece que, por imposição da vida ou do destino, estão sós? Melhor, vamos refletir mais profundamente sobre isso: quantas pessoas idosas você conhece que se sentem plenas, felizes e realizadas?
Esse texto teve início com a seguinte reflexão: o fim é a solidão. Por mais cercados de ambientes vivos e pessoas, fatalmente chegará o dia em que nos cobraremos um pouco o “estar sozinho”.
E, o que é a solidão, afinal?
Solidão, quando bem aproveitada, é a melhor forma de autoconhecimento. Solidão é o espírito da gente pedindo para olharmos pra si. E o fim é a solidão para todos. Fim, em termos de finalidade, não de final.
Pais cuidam seus filhos, na esperança que estes lhe abonem a velhice malfadada, mas eles se casam a seu turno e saem de casa, para perpetuar um ciclo que sempre se repete.
Após 50 anos de casamento, os velhinhos só têm um ao outro. Não existe um abandono real, mas tampouco uma assistência contínua. Dia mais, dia menos, um dos dois é chamado ao plano maior, deixando o outro à própria custa, por mais companhia que tenha. Pois solidão não é apenas estar sozinho. Pode-se haver solidão de idéias, de prosas, de afinidade, acompanhado. Há solidão nos metrôs, nas escolas, igrejas, hospitais, lugares por natureza, sempre lotados.
A solidão tem um recado: está na hora de ficar com você. De conhecer-se e de aprender a cuidar de si. É por isso que ela aparece.
A solidão é o fim. Não tente fugir dela. Pode ser também um começo.

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