About my Blog

Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Se um dia tiver um filho...


E eu fico pensando, se um dia tiver um filho, de tudo que eu gostaria que fosse a nossa relação. Eu queria sair para comer sozinha com ele, mesmo que tenha outros filhos. Acho importante a individualidade. E eu quero que ele me tenha como referência e venha perguntar as coisas antes a mim, do que aos amiguinhos na rua. Eu gostaria de ensiná-lo a ser amigo dos livros, a conversar sempre que quiser, a não ter vergonha de chorar. Eu velaria suas noites de sono fazendo com que se sentisse verdadeiramente amado, e eu não precisaria dizer isso a ele. Mas, eu diria. E se nós tivéssemos muito dinheiro, eu o ensinaria a saber o valor das coisas, e não o seu preço. E para que ele sempre fosse honesto com seus sentimentos, acima de tudo. Eu diria ao meu filho que ele não precisava namorar todas as meninas para impressionar a ninguém, mas que antes ele elegesse apenas uma, e a surpreendesse todos os dias. Diria a minha filha que o fato de ela ser diferente não era motivo de vergonha - que isso era um conceito dos outros e o que eles pensam ou deixam de pensar, é problema deles. Eu diria:
- Filha, você tem que se importar de verdade é com o que os outros sentem. E se estiver ao seu alcance, fazê-los sentir-se melhor, sempre.
E ensinaria a eles que as melhores coisas não são as que pertencem às melhores marcas ou lojas, mas as que lutamos para conquistar. E, se um dia eu e seu pai não déssemos mais certo, eu jamais falaria mal dele aos meus filhos. Eu diria que papai fez tudo que pôde e que sempre somos o melhor que podemos. Eu viajaria pelo menos uma vez só com ele, e incentivaria o pai a fazer o mesmo. Eu contaria histórias da minha vida e o que aprendi com elas, e não glórias de um passado que não volta. Eu lhe mostraria como todos somos belos, independente do rosto e corpo que temos. E, caso meu filho ou filha fosse um destes modelos com rosto de anjo, eu lhe ensinaria que o mais importante é o seu coração de anjo. Eu tentaria lutar com as más inclinações natas dele. Eu lhe ensinaria a beleza que há em ouvir um idoso e em observar uma borboleta. Eu não ligaria se ele fosse gay. Eu lhe diria:
- Meu anjo, tudo o que importa é como você ama, e não quem. O amor é capaz de passar por cima de tudo isso.
Se eu tivesse um filho, eu lhe diria para sempre dividir o lanche na escola e ajudar quem tem ou sabe menos. Eu diria à minha filha para jamais se sentir triste ou inferior diante da coleguinha que vai para a aula como uma boneca, pois aquilo que se vê é apenas o que ela pode mostrar. Talvez por dentro, minha filha, ela seja tão oca quanto a boneca.
Eu diria a meus filhos que, infelizmente, não podem confiar em todo mundo, mas que deveriam acreditar nas pessoas. E que nem sempre o que uma pessoa parece ser é o que ela é de verdade.
Eu gostaria de ter experiências com eles, como cozinhar juntos, fazer guerra de almofadas e assistir um filme antigo (do meu tempo, né, heeheh). E ele não teria vergonha de mim; seus amigos iriam dormir na minha casa e iam lhe dizer:
- Tua coroa é manera!!
(Eu ri...)
E ele ia concordar:
- Minha velha é o máximo!
Se eu tivesse um filho ou filha, eu queria ver os olhos dele brilhar junto com a chama da vela no dia do seu aniversário. Ia lhe mostrar que é possível conhecer o mundo sem sair de casa, mas que preferia que saísse. E que quando estivesse no topo da montanha mais alta, não se sentisse o homem mais superior. Se sentisse aquele que está mais pertinho de Deus...

2 comentários :

Rafael Biagioni disse...

Kelly,
Belo texto. Todas as mães deveriam ser como você pretende ser. As crianças teriam uma infância mais feliz.
Saudades!
Rafael

Phoenix disse...

Apareça mais vezes! Saudades também *.*

Postar um comentário