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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sinto inveja? Tristeza?


A pedidos...
Com efeito, por que nos comparamos? Por que, mesmo sabendo que não deveríamos; mesmo nossa vida estando 70%, conseguimos focar apenas nos 30 que faltam...?
Quantas vezes, você sonhou com alguma coisa e ficou muito, mas muito chateado mesmo porque seu vizinho apareceu com seu sonho realizado primeiro? Sim, isso existe! Mas, será que você lutou, de fato, para conquistar o que tanto almejou?
Sempre defendo que ninguém é melhor que ninguém, o que existe são condições ou a falta delas no momento presente. Por exemplo, você quer muito uma viagem para o Egito, mas não tem grana para realizar. Sua prima tem grana e não viaja para o Egito. Ou pior: viaja! E esse nunca foi o sonho dela. Agora, parece injusto, não é? Entretanto, faça uma reflexão: acreditando ou não em destino, momento certo, essas coisas, você há de convir que, no mínimo, tudo tem que concorrer para o sucesso do seu empreendimento. Quantas vezes desejamos ardentemente por algo que só nos cai em mãos cinco anos depois e... levamos mais cinco para entender o por quê...?
Não é justo se comparar com quem ganha tudo se você trabalha por si mesmo, por exemplo. Sem contar que, não há sensação melhor na vida que a da conquista: o valor que você vai dar quando estiver em Nova Iorque ou dentro do seu carro novo é bem maior do que o inexistente atribuído pelos bundinhas que ganham tudo de mão beijada e não sabem nem o que é sonhar. 
(Calma, palavras, não se empurrem, meninas, uma por vez!)
É normal nos frustrarmos quando as metas parecem se repetir ano após ano, enquanto há pessoas que simplesmente decidem as coisas e podem acorrê-las – seja por ter paitrocínio, seja porque são menos moles que nós, enfim. O que não podemos é nos deixar abater; sentir inveja, achar que só a vida dos outros acontece e só a nossa está estagnada... O fato é que, quando estamos estruturados internamente, coisas externas não causam tanto efeito assim. Procure enxergar o que está faltando "dentro de você" e não "fora" (coisas materiais). Temos que ter discernimento de que essa vida é passageira e tudo que adquirirmos aqui, aqui vai ficar! Existem valores maiores para conquistarmos, como conhecimento, desprendimento, humildade. Bens materiais servem apenas para mostrar aos outros o físico, mas o emocional, o que se chama a verdadeira felicidade, não está em carros, viagens ou grana; está dentro do nosso coração, com bondade e prazer de fazer pelo outro o que gostaríamos que nos fizessem, sem cobrar recompensa por isso. Se você não está feliz aqui, não vai estar mais feliz em Londres, embora as pessoas teimem em se iludir nisso.
É, e é difícil mesmo lidar com essas questões mas, o fato de você enxergar que se sente mal, às vezes, com as aquisições alheias; ter consciência desse sentimento e assumir sua invejinha ou tristeza (que é muito louvável) já é um passo importante na busca da solução. Agora, trabalhe essa insatisfação dentro de você, valorizando mais o que tem do que o que não tem. Algumas pessoas têm coisas materiais "antes" da gente, outras "depois". Você terá seu carro, seu intercâmbio, seu salário astronômico e outras coisas que quiser com o tempo, não exatamente no tempo que você quer nem no tempo da outra pessoa.
E pense, essas pessoas que aparentemente têm “tudo”, com certeza devem sentir frustração em outros aspectos (sejam emocionais, intelectuais, problemas familiares... enfim). Todos nós estamos lutando internamente com alguma questão. Olhe para as suas, com franqueza e determinação de ir mudando aos poucos a importância que você dá a isso. Se não fazê-lo agora, um dia, quando tiver o carro, o intercâmbio e o salário astronômico, vai sentir inveja de outra pessoa por ela ter "um carro melhor", "fazer mais viagens", ter um corpo sarado, uma jóia que você viu na vitrine e não pôde comprar... E o ciclo nunca terminará.
E não se esqueça de uma coisa: você também tem muitas coisas que os outros não têm e desejam, mesmo que não consiga enxergar isso tão claramente. Tire o vergueiro da frente do olho, arregace as mangas e lute pelos seus sonhos. Só compete a você fazê-lo e vai valer a pena, falou?!

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