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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 14 de maio de 2011

Aos amigos que nunca tive


E o que é o afeto? E o que é uma amizade?
De amigos esperamos sinceridade, verdade, lealdade, honestidade. Então por que, tantas vezes damos nossos melhores, os mais profundos e os mais intensos sentimentos a pessoas que não os merecem? Percebo que quem mais fala em amizade verdadeira e quem mais fala que não gosta de falsidade, ironicamente, estas são as pessoas que são mais mascaradas e mais falsas com os outros. A decisão de não pisar nos sentimentos alheios nem passar por cima da felicidade de ninguém parece ser um preço muito alto a se pagar, para receber em troca apenas o veneno daninho de algumas pessoas que um dia chamei de amigas, por quem tinha estima, respeito, admiração e a pior de todas: expectativas. Saber de algumas palavras ditas de mim pelas costas – palavras ferinas, maldosas que em nunca serviriam de defesa própria, apenas de acusação do outro – é tão dolorido quanto uma traição. Aliás, é uma traição. Encaro como uma traição porque um dia acreditei em sentimentos. Mas, descobri da pior forma que existia outra palavrinha: interesse. E o mais mesquinho e comezinho que alguém pode ter. Há atitudes que considero abomináveis, mas algumas pessoas não pensaram duas vezes antes de agir mal comigo. Em nenhum momento se preocuparam em como eu iria me sentir – aliás, acho que pensaram que eu nem tinha sentimentos – eu, que faço deles a seta que guia a minha vida e acabo sempre me ferrando por conta disso, em um mundo egoísta e insensato onde só o de cada um importa. Pessoas que arriscaram tudo por momentos e sei lá... Só consigo ver maldade; não posso ver as paranóias que eles diziam existir, não posso ver racionalidade... Mesmo no meu erro mais atroz, errei achando estar a acertar, errei com o coração sangrando... Fiquei de boba... Na inocência... Na pureza de um sentimento de carinho que eu achava que era recíproco, mas nunca foi... Em que momento tudo caiu por terra? Quando deixou de ser especial, se é que um dia o foi...? Não sei... Mas, há um sentimento terrível, de mágoa, de desconsideração; de achar que você é idiota ou falso, quando é tudo ao contrário... Como na música do Diego González: Sinto que alguma vez menti... mas que quem se enganava era eu... 
E eu era a única... A única que se importava, tinha paciência; ouvia, chorava, fazia tanta prece... Acreditava, segredava, ouvia segredos, martirizava-me junto, despedaçava-me a alma, desmargaritava o coração... E o que eu exigia em troca? Nada. Nem um rosto, nem um nome, nem um toque, nada... Só a correspondência de um carinho que, não sabia, alimentava sozinha, doando-me inteira, quebrando-me ao meio ao peso de cada inverdade dorida... E, sim, eu dei-lhes verdade... Dei a minha verdade, dei a minha essência, todo o meu ser, que é muito mais que qualquer coisa... E, sim, meus sentimentos risíveis... Risível o amor que lhes tinha; risível a preocupação por uma suposta doença que eu nunca soube se existiu mesmo; risível a ideia pueril de ter um fruto de um amor que eu julgava existir... Risíveis minhas lágrimas; risível o único amigo que esteve comigo sempre e que é muito melhor que vocês... Risível meu coração, minha alma, meus pedaços, meus cacos, minhas pegadas, meu sal, minha dor... Risível até minha literatura, que jamais foi inspirada em qualquer de vocês, em qualquer “laboratório de sentimentos”, somente na riqueza dos meus, que nunca soube mentir nem omitir nem respeitar...
E mesmo sabendo que nesse mundo ninguém nunca vai se importar em como me sinto... mesmo tendo essa noção não vou mudar minha postura, não vou mudar de opinião... Não piso nos sentimentos de ninguém pra ser feliz... Não acho que colherei bons frutos sendo mais uma dessas pessoas nas quais o amor pelo próximo se esfriou ou nunca existiu. Apenas amo. Amo... E sou amada em troca. Sim, amada pelo que sou, pelo meu jeito, sem nenhum artífice ou personagem... E acreditarem ou não nisso não é mais problema meu; não posso controlar o que pensam ou sentem a meu respeito. Tenho amigos de verdade, não somente através de um computador. Faço amigos pela vida, só não posso oferecer minha amizade a quem não quer ser meu amigo; a quem não significo nada... E as pessoas que estou excluindo para sempre da minha vida foram quem escolheram assim, pois me excluíram muito antes e sem me dar nenhuma chance de defesa... Porque mentiram... porque fingiram... E eu menti. Eu nunca neguei que menti. E eu errei. Nunca neguei que errei. Mas, eu nunca fingi! E porque debochou... E porque omitiu... coisas que infelizmente me deixaram tão exposta... E porque fez comigo, no meu coração a maior de todas as mágoas do mundo... E por maldade... Maldade e loucura disfarçadas de medo... Que nomes as pessoas dão aos sentimentos, para à noite poderem colocar a cabeça no travesseiro e não permitir que a consciência possa cobrá-las... E assim foi. Assim... acabou. End.
Amizade é um amor que nunca morre. Mas, pode suicidar-se... Afinal, existe livre-arbítrio. (Elianicler)

2 comentários :

Não troque a Realidade por pura ilusão! disse...

lindo texto!

cleiajucemar@gmail.com disse...

Eu me sinto assim. Não tenho a migo de verdade verdadeira amizade mesmo

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