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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Falsa caridade

Não estenda tua mão uma esmola ao mendigo se fores tu
ora mais pedinte que ele.
Quando dais sem amor, então nada, de fato, dais. Quando se desfaz de bens que um dia já te foram caros e hoje nada te significam, então nada mais faz que despojar-se de objetos que não mais te servem e não constitui aí nenhuma caridade, senão tua obrigação. Quando passas adiante aquilo que apenas afeiçoam as traças aos teus armários, disso institui-se inevitabilidade que hora ou outra terá de fazê-la. A verdadeira caridade exige teu coração. Não estenda tua mão uma esmola ao mendigo se fores tu ora mais pedinte que ele. Tomas todas as tuas coisas como empréstimos divinos. Nada verdadeiramente é teu e se Deus te confiou algo, crê que disso tem um objetivo maior e que prestará contas por cada cêntimo que desperdiças e porventura fizer infeliz teu irmão. Não és responsável pela desgraça alheia, mas se pode estender teu braço e se nega a fazê-lo em momento oportuno, por isso responderás. Não o faça, porém, se teu coração não te acompanhares. Pode ser que não seja através da função de dar que tenhais de aprender a lição da caridade, e sim, através da de receber. Para isso, Deus te dará outra oportunidade, pois é Pai Perfeito e te ama sem condição. Mas, se puder, não deixes que passe esta. Ninguém está onde está por acaso.

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