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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nós vemos como nós somos

Quando você viu alguém e não foi de cara julgando, nem que fosse por coisas óbvias: é gordo, é loira, é homem, é rica? Chame do que quiser, mas isso também é julgamento, classificação. A primeira vez que se vê alguém, aquela pessoa é uma folha em branco na sua frente, por isso a mente consciente se apressa em tirar conclusões pois ela precisa do que é conhecido e uma folha em branco é desafio demais para ela. Nós olhamos para tudo como nós somos. Por trás de nossos rótulos, conceitos e classificações estão nossos valores, crenças e tudo que experimentamos até ali. Por isso, por mais que alguém lhe diga que é ou deixa de ser algo, quem vai dar a martelada final é o seu passado, seu nível de compreensão do outro, o seu julgamento. E tão verdadeiro quanto isso é dizer: “Eu sou o que você pensa que eu sou”. Não há o que contestar. Por mais que se prove, mostre, fale, realize, as pessoas nos vêem com os olhos delas, não com os nossos; verão com a verdade delas e não há nada que se possa fazer a esse respeito. Estamos a todo momento sendo julgados e estamos a todo momento também julgando. Não importa o quanto você tenha mudado, eles te verão como eles são. E seria demais pedir a eles que vissem o seu lado, porque você também não vê o lado deles. Você vê os outros como você é. De acordo com o que acredita ou com o que experenciou.
Será que um dia vai ser possível olhar para o mundo sem nossas usadas viseiras?

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