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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vamo' pra balada?


Quando alguém me diz que chegou em casa pela madruga, que a festa tava ótima, que “eu perdi”, “só o ouro”, que sábado à noite pede balada e bebida, eu estaco em um instante. Para esse tipo de evento, já nasci velha, não adianta. E olha que até me esforcei, principalmente na minha adolescência e anos imediatamente subsequentes. Mas, tenho certeza, era sempre a chata da noite. No máximo à uma e meia estava enroscada pelas cadeiras, observando a fumaceira, o ambiente desagradável, pessoas sem um pingo de amor próprio e desejando amalucadamente a minha cama... Only... Muitas vezes, era obrigada a amargar mais algumas horas até o caroneiro ter disposição (a contragosto) para me salvar e quando chegava em casa, em fazer o asseio, me perguntava intimamente porque havia cedido uma vez mais àquelas tentativas traumatizantes de ser “normal”. Acho que, muitas vezes, fui motivo de desgosto, quando estes amigos ainda tinham pique para amanhecer na festa, ou de piadas, mas certamente de incompreensão, afinal uma pessoa que não procura se divertir não pode ser sã.
Tenho vários amigos baladeiros de plantão, alguns já passados dos 30 anos, que contam-me com entusiasmo de seus feitos e se divertem muito a varar a noite dançando e ouvindo música (música?) em alto e bom som. E eu os compreendo, embora não possa me enquadrar nesse estilo de vida, optando mil vezes por virar a noite assistindo a um bom filme ou lendo um livro ou mesmo não fazendo nada; ou quem sabe em uma reunião formidável com amigos, junto a risadas, brincadeiras e boa conversa, mas etílicos são dispensáveis a qualquer modalidade de diversão para a minha pessoa. Lembro-me que desde a primeira vez que experimentei cerveja, achei o gosto tão sem graça, quer dizer, não é uma bebida gostosa, né?; tentei curaçau, cuba, martini, sei lá quantas mil misturas com sprite e com Pepsi, mas além do bombom no curaçau de chocolate, nada me instigava muito a continuar bebendo (mas, eu continuava, porque todos bebiam e ser a exceção na adolescência é horrível, os colegas não têm dó de aperrear!). Hoje em dia as únicas destiladas que eu tolero são Ice, champanhe e vinho e, ainda assim, em doses medicinais.
O mais extravagante de tudo é que as festas, hoje em dia, constituem até em know-how, geralmente classificadas por grupos ou tribos – o pessoal do rock, os metaleiros ou o público GLS ou swing natural (essa acabei de ouvir através de um colega de estágio que comentou em risinhos com outra garota!). E DJ mudou o nome para curador, tudo para garantir que será uma digníssima obra de arte esta festa!!
Certamente que a diversão ou a ilusão que temos do que signifique é algo muito subjetivo. Cada um a coloca ou descobre onde quer ou onde é levado a descobri-la. Muitos são os que por pressão posicionam-se baladeiros, sem acreditar de verdade nisso. Eu, particularmente, nunca consegui ver espírito em beber, fumar, promiscuir-se e ficar dançando feito uma pomba-gira mal podendo ouvir qualquer som digno, sem falar do ambiente que geralmente é pesado e grosseiro. Eu. Embora pareça crítico, é apenas uma opinião e respeito tanto quem frequenta esses lugares que jamais a expresso em presença deles. Mas, não me importaria se me dissessem que sou uma quadrada careta que não aprecia festas. Dessa forma, não aprecio mesmo. Proclamo o meu direito de fazer parte da turma dos que não se aliam a esse tipo de diversão, aliás, tenho dificuldade em admitir essa palavra em um contexto como o descrito acima. Oh, infeliz de mim... Seguirei sem pertencer às maravilhas que escondem essas multidões sorridentes, felizes, com vidas de comercial de pasta de dente...

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