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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Admirável mundo velho


A complexidade crescente da vida moderna e o ritmo alucinante do século XXI encurralam o homem em gigantescas instituições que o ameaçam por todas as formas, política, científica e economicamente. Começamos a sofrer como que um condicionamento da alma, submetidos a sanções e permissões.
Essa matriz a que temos de nos amoldar deve-se à carência de uma concepção cultural. Entramos às cegas numa existência feia e congestionada. Perdemos a noção do belo. O sentido do nosso viver está sendo embotado pela preocupação do lucro, pelo poder e pelo monopólio. E temos consentido que tais forças nos envolvam, sem nos dar conta das suas conseqüências nefastas.
Sem filosofia orientadora e sem o senso de responsabilidade, a ciência entregou a políticos e militares armas tão destruidoras que eles têm nas mãos o destino de todos os viventes sobre a terra.
Essa pletora de poder entregue a homens cuja responsabilidade moral e competência intelectual estão longe de ser infalíveis, e em muitos casos parecem mesmo contestáveis, seria capaz de ter como desfecho uma guerra exterminadora de toda a existência no planeta. Entretanto, continuamos a seguir cegamente nesse rumo.
“O homem é impelido pelo anseio de conhecimento” disse J. Robert Oppenheimer certa feita. Está certo, mas em muitos casos não se cogita das conseqüências. O sábio concordou com essa observação; alguns cientistas parecem-se com os fanáticos em assunto de religião. Tocam para diante, certos de que tudo quanto descubram é sempre para o bem e que o seu credo tem sentido moral.
O homem é um animal com instintos elementares de sobrevivência. Por conseguinte, desenvolveu primeiramente a sua engenhosidade e só depois a sua alma. Assim, o progresso da ciência tem sido muito mais rápido do que o da conduta moral do homem.
O altruísmo caminha devagar na trilha do progresso humano. Segue atrás da ciência num passo preguiçoso, aos tropeços. E só ajudado pelo influxo das circunstâncias é que chega a atuar. A pobreza não foi reduzida por altruísmo ou filantropia dos governos e sim pelas forças do materialismo dialético.
Disse Thomas Carlyle que a salvação do mundo será obtida quando o povo der para pensar. Mas, a fim de que tal aconteça é preciso que o povo se veja diante de grave conjuntura. Nas circunstâncias atuais, com manipulações e influências de todos os meios e ainda teses de controle global pelo grupo Bilderberg, o mínimo que se presencia são as armas silenciosas em guerras tranqüilas.
Ora, dividindo o átomo, o homem ficou encurralado e na obrigação de pensar. Tem de escolher entre a própria destruição ou uma conduta ajuizada. O avanço da ciência força-o a fazer a opção. Quero crer que o altruísmo acabará por vencer e há de imperar o amor pela humanidade. Um dia.

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