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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mais sobre almas gêmeas


... gostaria que me explicasse melhor essa coisa de “almas gêmeas” que você coloca. Se está se referindo a indivíduos que têm muitas afinidades, concordo. Se fala de almas que foram feitas uma para a outra, não creio que isto exista. Seria como dizer que todo indivíduo não é inteiro. Acho que todos somos almas inteiras. Fomos feitos para um dia amar a todos, e não amar um só.

O conceito vulgar que se atribuiu ao termo “almas gêmeas” atua como o gêmeo no sentido biológico – a bipartição. No sentido que lhe é próprio, seria de uma “destinação”, embora não seja bem isso, visto que nosso objetivo é amar a humanidade inteira. Percebo que o próprio espiritismo não defende a ideia de almas irmãs, mas também porque a humanidade não está preparada para entender esse conceito. Gosto muito do Emmanuel e ele sempre defendeu as almas gêmeas, porém com reservas, pelo fato mesmo do espiritismo renegá-lo. Como esperar que pessoas que não compreendem as leis simples de ação e reação compreendam o entrelaçamento amoroso divino?
Algumas leituras que podem esclarecer: Renúncia, Há 2000 anos, 50 anos depois, O consolador. Todos do Emmanuel. Nestes livros, o autor espiritual menciona o assunto de maneira aberta e rica.

Eu creio no amor eterno, mas o problema é que uma paixão avassaladora que é interrompida antes de arrefecer acaba virando “amor romântico eterno” na nossa cabeça. A lembrança-sensação da paixão é o que se fixa ali, sem sofrer o teste do tempo. E com o tempo toda paixão (quando satisfeita) arrefece. O que fica é o amor (o carinho, o respeito, o afeto, a história), quando e se já existia.

Concordo em partes com tal afirmação, uma vez que a confusão mais prosaica é de paixão e amor. Apenas sentimos; é nossa razão que procura separar o joio do trigo e cada aventura amorosa no começo é sempre especial e imperecível. Sinto que nos apaixonamos muitas vezes na vida; amamos muitas pessoas de vários jeitos (embora essa classificação nos pertença, uma vez que o amor é um só) e nosso objetivo final é amar a todos. Porém, há apenas um amor verdadeiro, apenas um (a) eleito (a), que não o foi imposto e que vai se depurando ao longo de muitas vidas, até tornar-se puro – ou idealizado. Pitágoras também defendia a teoria das almas gêmeas, mas não como destinação obrigatória, nem como bipartição da alma, enlace único e absoluto ou que precisamos da outra alma para a nossa ser completa. Trata-se “apenas” de matrimônio espiritual.
Muitos defendem que as ligações de alma se dão por afinidade unicamente e que nada além disso precisa ser acrescentado. Sendo assim, que dizer daqueles amigos que amamos do fundo de nossa alma mas que nenhum sentimento ou impulso romântico aconchega nem na menor das hipóteses o coração? Se almas gêmeas se bastassem por afinidade, então não sentiríamos a mais plena satisfação em tomar por amores afetos que simpatizamos de data, uma vez que o amor é um só? E se a desculpa fosse a ausência de paixão, não é esta mormente inferior ao amor? E, ainda, como se explica tal agitação sentimental onde, mesmo o mais cético busca, debalde, a companhia que lhe alegrará a perene ventura dos dias, em um amor afável e risonho que no íntimo do ser, compartilham todas as criaturas?
Se sábios afirmaram tal coisa, por que não as investigar mais, antes de tirar conclusões do opróbrio das próprias experiências tão parciais, revestidas do caráter estreito e fugaz que preside das relações do mundo?
Nada nessa vida é por acaso e não será casual toda a sorte de termos difundidos e alegados ao longo dos tempos. Em algum nível, todas as coisas se ligam e é a nossa imperfeição que nos impede de sabê-las, e não a imperfeição das coisas. Aceitemos nossa limitação por agora, jamais deixando de explorá-la. Para as almas vulgares, a existência pode representar um conjunto de possibilidades, de levianas experiências, mas quem já recebeu algum conhecimento das coisas divinas não pode interpretar a passagem pela Terra senão como santa oportunidade de trabalho e purificação. Consideras, então, o amor como coisa tão frágil que se despedace num momento apenas porque não nos foi dada a satisfação passageira de um capricho sentimental? Nossa concepção deve ir muito além da alucinada impressão dos sentidos. Há um casamento de almas que nada poderá destruir. O mundo nos separa, mas o Altíssimo nos reservará a aliança eterna do céu. Pois, almas que se adoram movimentam-se nos caminhos resplandecentes de luz...

3 comentários :

Anônimo disse...

DESDE MINHA INFÂNCIA ME ACORDEI COM A PRESENÇA DE UMA FIGURA MASCULINA, QUE CRESCIA AO MEU LADO A MEDIDA QUE O TEMPO ASSAVA, POR ISSO AOS 14 ANOS ENTREI EM CRISE EXISTENCIAL AO PONTO DE PERCORRER TODAS AS RELIGIÕES A PROCURA DE UMA RESPOSTA PARA MINHAS VISÕES, INCLUSIVE DE VIDAS PASSADAS, MAS SOMENTE 25 ANOS DEPOIS, DESCOBRI QUE TINHA UMA ALMA GEMÊA, MAS QUE INFELIZMENTE N PODERIA CONSUMAR ESSE AMOR NESSA VIDA,TENTO SER FELIZ COM A VIDA QUE TENHO MAS O GRANDE VAZIO QUE ME ACOMPANHA N ME DEIXA, ATÉ PQ HÁ 3 ANOS ENCONTREI ESSA PESSOA E AS DIVERSIDADES DA VIDA QUE NOS SEPARA SOMENTE AUMENTOU A MINHA DOR!!

Anônimo disse...

O FATO DE ENCONTRAR MINHA ALMA GÊMEA CASADA E DISTANTE DE MIM 8000 KM, ME FEZ DESACREDITAR QUE POSSO SER FELIZ NESSA VIDA, PQ ESSE GRANDE VAZIO SEMPRE ME ACOMPANHARÁ!!

Kelly Phoenix disse...

O vazio dessa pessoa especial em seu ser acompanhará, mas se não pode estar junto de sua alma gêmea, certamente a vida tem motivos para isso. Faça o melhor que puder sempre e não desista da felicidade por não poder estar por agora com aquele (a) que é seu amor de almas. A vida nunca erra e se não podem estar juntos é que a hora não é agora. Também não estou com a minha, mas já percebi que isso é o melhor para nós dois. Confie, nada é por acaso. Sendo boa aluna, a vida será boa professora ;D Abraço

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