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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Não és o meu Romeu


Tenho essa mania metódica de “conceituar” sentimentos, mas na verdade é uma tentativa desesperada de entender a força e intensidade deles por certas pessoas; de tentar compreender porque nos é negado esse poder de escolher quem devemos ou não amar... Poder que não é decidido pelos laços de sangue, nem pela distância nem por nada nesse mundo; poder que não se dobra a obstáculos nem se curva a todas as vicissitudes, o incrível poder do amor...
De todo modo, eu acho o magnetismo de gostar de alguém tão bonito... De pensar em alguém ao dormir e ao acordar, as borboletas no estômago, sabe, todas essas coisas... Mas é muito mais bonito quando não se vive sozinho... Ninguém pode ser feliz só na idealização... E eu também oro por você, aprendi a gostar de ti, a te aceitar sem condição e és mesmo um dos meus amigos mais leais em muitos aspectos. Aprendi a aceitar teus defeitos, a te ajudar a sorrir quando querias chorar, te ensinei a fazer poesia e aprendi contigo a desfazer estereótipos; a ver qualidades nas pessoas diferentes de mim, a ter outro prisma pra tanta coisa... Mas, não aprendi a te amar mais do que a um irmão, um bom amigo; não aprendi a sonhar contigo nas minhas noites mais tempestuosas nem nas de festa... E se te digo todas essas coisas que te parecerão por agora tristes, é justamente para não acender em ti uma chama que não tenho a intenção de acalentar... E enquanto as palavras correm céleres pelo teclado penso em infortúnios se as deleto ou se aperto na tecla “send”; se te deixo claro tudo isso ou apenas as mantenho como uma certeza firme em meu coração, acenando para ti com canções falsas de esperança...

Sei que não me pedes nada em troca... Acredito, porque é o que me dizes... Mas, será que quando tu veres o brilho do amor em meus olhos incendiar por outra pessoa, vais entender de alma leve? Será que ao me ver beijar aquele que é minha vida, vai compreendê-lo e também amá-lo? E ao ver meu ventre inchado esperando o fruto desse amor, não sentirás raiva dele e desejarás seu inferno...? E terás prontamente estas respostas enquanto te formulo tais questões por agora? Em sua hipótese?

Confessas-me que me vê qual tua namorada em deleites de amor, mas é outro que vejo como meu namorado, ainda que ora esse espaço esteja vazio e eu não pense em ninguém; é a forma desse outro que eu vejo comigo... E ainda que estejamos ambos perdidos e iludidos em nossos vislumbres, no hoje é apenas isso que temos... Nenhuma promessa...

À minha maneira, escrevi a ti feito Julieta, mesmo sabendo que não és o meu Romeu...

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