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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Que diabos é o amor?


       Acredito que o amor É  a mais bela das dádivas, mas que por inexperiência (espiritual) é confundido com os mais vis sentimentos, tais como posse, ciúmes, egoísmo, paixão - pois mesmo a ferocidade de uma paixão não condiz com a beatitude do amor. Também não sei se concordo que uma paixão pode virar amor ou que ela é o primeiro passo para este; faz parte, sim, mas ao mesmo tempo, o denigre, o rebaixa, o humilha. E amor é o que está em falta em nosso planeta; as pessoas que dizem amar, não estão com nada, quem ama realmente, o faz em silêncio. Para que o artifício das palavras, quando nada poderá ser dito? Sim, pois nossa inteligência constrói 1001 conceitos; quantas vezes ficamos arrasados após ler alguma coisa sobre o amor e constatar tristemente: "Não era amor..." Ora, mas quem vai poder afirmar isso? Mesmo nosso coração é suscetível de enganos. Que cientista pretensioso de araque vai poder dizer que por causa da endorfina em seu cérebro, você ficou caído de amores ou que a evolução da espécie manda que as donzelas de rosto infantil e os machos de estrutura superior sejam os queridinhos do sexo oposto? Gosto de neurociências, metafísica, física quântica e biologia, mas, para mim, quando a ciência entra a falar de coisas que não sabe, tudo baseado em um trabalho cerebral, entra no que eles dizem que a psicologia e o "sobrenatural" fazem: um punhado de hipóteses que não podem ser provadas. E eu não posso aceitar isso, você pode? 
E não, o amor não exigirá sacrifícios, pois o verdadeiro amor não cobra nada em troca, então o sacrifício é mais um conceito que criamos. Não sofremos por amar; sofremos pelo nosso egoísmo em querer a pessoa para nós; sofremos por nossa pretensão em achar que ela não estará bem senão sob nossos cuidados; sofremos porque somos orgulhosos demais para perder. Quando amamos uma pessoa e a sabemos nos braços de outrem, nos roemos por dentro POR NÓS MESMOS, e não por ela. Porque se pensássemos nela, por mais errada que sua escolha possa ser ou nos parecer, nos alegraríamos pela sua felicidade, mas não fazemos isso.  

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Coisas grandiosas na vida - Sobre amigos


Todos gostamos de pensar como fazemos coisas grandiosas na vida. E o que é uma coisa grandiosa na vida? Ah, é ser absoluto em algum assunto, uma carreira bem sucedida, um casamento de sonhos, uma família estruturada. Uma coisa grandiosa é ter o carro do ano, gozar uma boa posição social, ter prestígio e status, plantar uma árvore, escrever um livro.
Bem, na verdade, a meu ver, uma coisa grandiosa é muito maior que o tempo, muito maior que dinheiro, muito maior que tudo que o nada possa carregar. Uma coisa grandiosa é um final de semana com amigos, em um lugar perfeito, com boa comida, boa música e boa companhia; com pureza e alegria nos corações. Com lama, fla-flu humano (com uma quase virada espetacular ou a derrota mais linda que já tive!!), com banho de piscina e de açude, jacaré inflável, cobra na mão (não malicie!), trilha de aventura e vôos de balanço. Luau à beira da piscina, Geremias e suas geremetes e passeio de cavalo.
Daqui 10 anos, provavelmente muitos de nós não nos falaremos mais (ou bem antes disso). Estaremos mais velhos, alguns, casados; quem sabe, alguém já não esteja mais aqui. Pode ser que passemos uns pelos outros na rua e não nos cumprimentemos; pode ser que um dia nos cruzemos em um corredor de supermercado, com algum esforço nos reconheçamos e tenhamos uma conversa banal: “Olá”, “Quanto tempo?” “O que tem feito?” e após alguns minutos de formalidades nos afastaremos, como se nunca tivéssemos vivido tudo que vivemos juntos. Seremos apenas mais uma pessoa no álbum de fotografias... Mas, eu penso que, tudo o que temos, é sempre o momento, e momentos são eternos. O tempo passa, mas não passa com ele o sentimento do que tivemos. Tudo o que o tempo faz é tirar as coisas do foco, mas não as tira de nossos corações. E, num belo domingo cinza, abriremos as caixinhas de nossas recordações e lá estarão eles... aqueles dias... Os nossos dias... Dias incompráveis, imperfectíveis, ideais e inesquecíveis... Com toda sua distância e toda sua nostalgia. Uma distância equívoca, afinal, porque, com um sorriso bobo na cara, vamos trazer à tona à memória traiçoeira cada segundo e constataremos que dentro da gente, os nossos dias nunca passaram. E o coração vai doer e a chuva talvez inunde nossos olhos, janelas de nossas almas. E um rádio ali pertinho estará tocando um flash back: “Dias que não deixaremos para trás... Oh oh oh
Os amigos são as coisas mais grandiosas que temos na vida. Os amigos e os momentos. Pode não ser um amigo de segredos, pode não ser um amigo tão sensível a ponto de ler a sua alma, mas todo amigo é especial. Pode ser um amigo muito diferente de você; pode ser que vocês tenham algumas rusgas de vez em quando porque ambos são cabeçudos, mas se não consegue sentir raiva dele, é que o sentimento fala mais alto. Já perdi alguns amores na vida, mas esses são feitos para não durar, por isso, o que dói de verdade, é quando perdemos os amigos. E pode não ser uma perda literal; perdas podem ser afastamentos, fim de ciclos, mudanças, recomeços. Mas, desde que não perdamos o afeto mútuo que nutrimos, nada nessa vida se perde realmente.   
Uma singela lembrança de um dos melhores finais de semana da minha vida. Povo do COMUNICAFARMS: sou privilegiada por ter amigos loucos, excêntricos, retardados, descolados que nem vocês! E, claro, isso seria pouco provável se eu também não fosse louca, excêntrica, retardada e descolada, mas se há 3 palavrinhas para a nossa aventura, elas são: sujos, cansados e FELIZES! (Ou simpáticos, bonitos e amados?? Hahaha). Pensar que pessoinhas que um ano atrás eu não conhecia iam se tornar tão essenciais...
O som de nossas risadas ecoará para sempre.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ouça!

    
      Tem coisa mais desagradável que tentar manifestar-se em meio a uma baderna infernal? Brado de vozerios, gente levantando a voz para encobrir a sua... Não, não tem. É uma situação horrível. Chata, deseducada, desagradável. E sim, mesmo sem perceber, a maioria integra esse coro. Todos querem ser ouvidos. Quando todos têm opinião sobre um assunto e ameaçam falar ao mesmo tempo, raros são os que se prontificam: fale primeiro, por favor. Ora, falar antes ou depois em nada vai alterar o rumo do discurso, se o que tiver a expor realmente for de valia. Agora, o problema é esse. Muita merda é dita também.
Ouvir: verbo pouco conjugado. Aliás, quem sabe diferenciar de escutar? Também não adianta fazer com que reine o silêncio e não prestar atenção, deixar as palavras apenas passarem por você. Mas, ouvir tem uma gama imensa de significados e você tem que começar treinando consigo mesmo. Ouvindo o seu interior, dando voz a seus anseios, ressoando as palavras de sua consciência. E é muito, muito difícil apenas ouvir. Ouvir sem emitir julgamentos, sem pensar enquanto ouve, sem ficar organizando a resposta, apenas ouvir.  E eu vou citar apenas 3 argumentos de porque ouvir vai te fazer mais sábio:
- A pessoa poderá estar discorrendo sobre algo que ela saiba mais que você, e você pode aprender com isso.
- A pessoa poderá discorrer sobre algo que ela acha que sabe, e vai passar por ridícula por você (Esse também é um imperativo para quem gosta de contar vantagem sem conhecimento verdadeiro).
- Às vezes, ela só precisa desabafar. Não quer nem precisa ouvir nada, só precisa ser ouvida.
E é muito bom guardar um pouco do que tem, sabe? Não é todo mundo que precisa saber o que você pensa disso ou daquilo. As pessoas nem imaginam que você pode ser expert em um assunto ou um gênio, naturalmente. Ninguém sabe tudo de você, e muita coisa não tem que ser sabida mesmo. Também tem gente que pensa diferente de você, e ouvir, apenas, vai te poupar de um conflito desnecessário. Ouvindo um problema de outra pessoa, vai refletir sobre suas próprias limitações e, por vezes, encontrar soluções pra ela que também se aplicam a você. Ouvir um idoso, com suas histórias, vai fazê-lo sentir-se respeitado, digno, pois que as pessoas pouco se lixam para as coisas incríveis que eles têm a contar. Ouvir uma criança é como voltar a um reino mágico e sentar um pouquinho mais perto de Deus. Ouvir o silêncio, que sempre é resposta, pois muito poucos têm a sapiência de perceber a paz nos mares mais revoltos. Ouvir os pássaros, ouvir a chuva, ouvir o próprio coração e ouvir quem diz amar. Ouvir. Verbo transitivo direto. Ouça. Como as letras das canções que você gosta, todos têm sempre muito a dizer. Vai depender do seu filtro, aprender alguma coisa com eles. Mas, não vai saber se não puder ouvir. Ouça.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Liberdade e Libertação

   Após um comentário no blog, pus-me a filosofar, afinal, qual a diferença entre liberdade e libertação. E há uma série de fatores envolvidos, pensei, que podem caracterizar em aspectos uma e outra, mas o que as diferencia de verdade?
Bem, eu acho que liberdade é mais externa, e libertação, vem de dentro. A liberdade, muitas vezes, é aquilo que você quer provar que tem, ou parecer que tem, mas utiliza-se de maneiras inconvenientes ou destrutivas, porque não é uma coisa real. É colocar o carro a 249 km/h; sair e voltar à hora que bem quer; saltar de pára-quedas e tudo isso que provoca uma sensação muito grande de estar livre, mas momentaneamente. É uma sensação que precisa de um fator externo para acontecer, não acontece do nada, não se realiza sozinha. Já a libertação é uma causa interna. Sim, uma causa, não um efeito como a liberdade. A libertação é desapaixonar-se, desapegar-se, independer-se. A libertação é ter certeza, deixar pra lá, perdoar, esquecer. A libertação é real porque ela acontece dentro. Então, você já não sente aquela necessidade de provar a ninguém o que é ou deixa de ser, de que é livre, que corre com o carro, que voa, que isso, que aquilo, porque você sabe. E isso basta. É uma coisa sua, não diz respeito a ninguém, não vai mudar nada se eles pensarem que sim ou que não. E liberdade e libertação poderiam ser sinônimas se nós nos déssemos um pouquinho mais de atenção. Se fugíssemos das classificações, dos rótulos, se importasse mais o interior, a essência. Porque, de verdade mesmo, ninguém é livre. Você pode não estar na cadeia, gozar seus direitos como um cidadão de bem; pode ser livre pra escolher o que quer da sua vida, o que vai fazer dela, com quem vai se relacionar (até certo ponto), mas nada disso tem a ver com a liberdade. Agora, você pode ser preso a uma pancada de medos; você pode se apaixonar por alguém que não corresponda; você pode não ter peito para encarar desafios e aí, fi, por mais livre que você seja ou pense ser, é que entra a tal da libertação pra te salvar. E não é a libertação de Jesus, tão pregada nos altares! É a libertação de você mesmo. A libertação do que te faz mal, libertar-se dos fantasmas do passado, os traumas, as dores emocionais, os amores mal-resolvidos, tudo que te aprisiona. Libertar-se por dentro, dos seus receios, e há de convir comigo que, para isso, não vai ter bung jump que resolva. Ah, seria muito bom fazer algo que propicie sensação de liberdade e libertar-se de verdade. Correr de cavalo e esquecer do príncipe que virou sapo. Achar que é piloto de fórmula um e no caminho deixar as mágoas e tristezas para sempre. Perder o medo de altura e, junto com ele, as inseguranças do presente e do futuro. Mas, não é assim que funciona. Liberdade e libertação nós temos que provocar. E não causa efeito nos outros. O que te faz livre pode aprisionar eles. Veja o tal do amor, por exemplo. Amar de verdade é a plena confiança, a liberdade total do ser amado e a sua. Mas, quem, no alto de sua paixão e posse (confundidas com amor) vai libertar o ser amado? Ah, cala boca, garota, você que não sabe o que é amar! Tenho ciúme porque gosto dele. Prendo porque é meu. (Falando sério, tem pretensão maior que essa?). E o pior, minha filha, é que se libertar desses sentimentos também não é nenhum passeio pelo parque. É reeducação, autoconhecimento, confiança, certeza, fé. Um monte de coisas. Se tiver disciplina, leva uma vida inteira. Se não tiver, Deus sabe quantas levará.
Agora, oscilar entre liberdade e libertação não dá. A liberdade não é condenável, ou melhor, provocar a sensação de liberdade em si é justificável e até necessário, às vezes, o que não dá é para ficar eternamente carente de libertação. Colocar seu valor, sua dependência nos outros; achar que precisa de alguém para ser feliz; obcecar-se com idéias fixas; não caminhar, parar no tempo, ficar esperando um salvador. Eu acredito piamente que não é nessa vida que vamos nos libertar totalmente, aliás, devemos nos considerar regozijados nos libertando de umas poucas coisas, um vício, um defeito, um medo. Afinal, estamos aqui para fins de evolução, dignos de aperfeiçoamento que somos. O negócio é tentar. Em primeiro lugar, reconhecer que não é livre integralmente, mas que possui a liberdade essencial, que é a de amar, de sorrir, de viver, de mudar as coisas! De acreditar em si próprio. Porque a libertação acontece assim mesmo, com esse minúsculo e importantíssimo passo: acreditar.

Relicário


É uma jóia que tenho
Para simbolizar a jóia mais preciosa que jamais tive: você
E a carrego no pescoço
Como o carrego na alma.
E ela sai de mim quando estou com raiva,
Assim como prende-se em meu corpo quando há amor.
E a abro quando tenho saudade,
Mesmo não te reconhecendo mais naquele velho retrato.
É uma lembrança de algo que num singelo momento
Se cristalizou em meu ser
Uma jóia que tenho para te levar sempre comigo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A utopia democrática


Somos livres? Eis uma questão que não quer calar. Em um país onde a igualdade é pregada, mas não assistida, há de se questionar o papel de cada um nessa tal liberdade.
E o que é ser livre? É poder sair às ruas com espontaneidade e independência, sem medo de expor a bandeira que for? Mas, não podemos... Não podemos sair sem ter medo de um assalto, de uma violência, de mãos dadas com a insegurança... Não podemos dar mais que meios sorrisos timoratos perante tantas denúncias de corrupção, e estampar na face suada o labor de quem paga os pecados além dos impostos...
Não podemos sonhar com o brilho dos anseios dos corações juvenis, pois muitos desses anseios caem por terra diariamente, frente à impunidade, a marginalidade e a drogadição.
Tudo o que podemos é alimentar a utopia democrática. E sonhar... Porque os sonhos ninguém pode tirar da gente.

O trabalho


Quem leu em outras postagens, passagens do que eu penso sobre o trabalho, pode pensar que não sou muito afeita a ele. Não se trata de uma verdade absoluta.
Realmente, não gosto da forma tradicional e inquestionada como o trabalho nos é apresentado. A sociedade nos faz crer que tem de ser assim: chefes e empregados, quem manda e quem obedece, os que têm poder e os que não tem. Pensar não é valorizado nesse país. Pensar pra quê? Você nasceu para o labor diário, para as agruras da terra! Simplesmente, não concebo as coisas dessa forma. Toda aquela formalidade, a impessoalidade dos ambientes profissionais; os aparatos de etiqueta, que não passam de falsidades construídas e solidificadas, nada disso me seduz e não compreendo como as pessoas aceitam esse circo! Para mim, seu verdadeiro trabalho é aquilo que você gosta de fazer. Os demais serviços podem ser considerados como degraus pra se chegar até lá. É burrice passar a vida toda servindo, contente com sua porção de sal no final do mês. Não significa que não se tenha de aplicar excelência às tarefas em curso, porém competência em nada tem a ver com puxa-saquismo, adulação, anulação. Entregar o poder aos outros é começar a perder-se de si mesmo. Perder-se dos seus sonhos, perder-se na mesquinharia, nas insensatezes sem sentido, e quando isso acontece, já se está começando a morrer. E todos os homens morrem. Mas, muito poucos chegam a viver.
Sim, o trabalho, aliás, aliado ao conhecimento, é a grande mola propulsora da humanidade. Alavanca o progresso, impulsiona a economia e propicia conforto. Entretanto, estar preso a um sistema sem liberdade de pensar e agir não é a melhor concepção de nobreza da atribuição que me apetece. Pela manhã, quando vejo aquelas almas madrugadoras aguardando o ônibus da empresa, cabeças baixas, ruminando a própria sorte, me é impossível não associá-los com o gado que vai para o abate resignado, sabendo bem o destino que lhe aguarda. E o pior: nossa educação é baseada nessa pirâmide, onde o assalariado, mão de obra bruta ou pouco pensante, está na base e os poderosos estão no topo. E a corrida pelo ouro está viva! Todos querem participar, todos precisam TER, TER, TER... Onde a democracia? Onde a demagogia? Ensinam as crianças a aceitar as coisas como estão, temos uma cultura de padrões.  As ensinam a receber respostas prontas sem interrogar, sem ter prazer pela busca, pela exploração. As ensinam a carregar bandeira, a ser coxo na vida. Não lhes é demonstrado o quão poderosos nós somos. E esse poder nada tem a ver com TER, TER, TER... As pessoas não vêem que o poder é elas! Que os altos impostos que pagam por saúde, educação e segurança não deveriam ser pagos quando o plano de saúde, a escola e universidade particulares têm de ser pagos novamente. Que nós deveríamos reivindicar isso! Ninguém dava nada pelo Egito, enquanto colocavam o Brasil como um legítimo exponencial de crescimento. Mas, e aí? Quem parou de ouvir as tolices que dizem na televisão – uma mídia manipuladora – e foi para as ruas? Quem preferiu arriscar seu punhado de sal mensal e por uma vez na vida tirar os trajes de palhaço? Somos um povo de nariz clown, com rostos tão vermelhos quanto ele. Vermelhos de vergonha! Vergonha de pertencer a essa realidade massacrante, de não fazer nossas vozes se ouvirem, de ler esse texto, concordar e não fazer nada! Orgulho de ser gaúcha, vergonha de ser brasileira, essa sou eu. E sei que não sou a única. Seria tão bom se todos se dessem conta do seu valor, trabalhassem naquilo que amam, batalhassem por seus direitos, se todos soubessem, ao menos, que podem... Mas, ninguém sabe nem o que quer. Basta submeter-se à vontade alheia. E é isso que eles querem. É isso que eles precisam. Para mudar, vão-se outros 500.

Você deixa de ser você mesmo

Você deixa de ser você mesmo
Quando se permite fazer o que os outros acham certo
Quando sua opinião não passa de um detalhe
E quando se coloca em posição de inferioridade.

 Você deixa de ser você mesmo
Quando enterra seus sonhos
Se manda flores
E permite que a podridão da sociedade contagie o seu coração.

 Você deixa de ser você mesmo
Quando não resta nenhuma esperança
Se entrega ao desânimo e aos desejos dos outros
Desiste de você
Se compara e sempre perde
Porque perdeu a sua fé.

 Você deixa de ser você mesmo
Quando entrega seu coração
Para aquilo em que não acredita
Quando permite que te ditem as regras
De um jogo que é só seu.

Esse jogo é a vida
E você não vai poder jogar duas vezes.
Portanto, faça suas regras
Quebre as dos outros
Não deixe de ser você mesmo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Jovens Idosos


Já se sentiu como se seu tempo não fosse este aqui?
Não ouvem mais boas músicas, você pensa, e não existe mais originalidade. Tudo é modinha, tudo é tendência. Num dia se ama, no outro, se vai embora. Num minuto se quer, no outro, perde o sentido.

Já sentiu como se não existisse mais som?
O que há de bom ficou no passado, graças a Deus que há o youtube para resgatá-los... Qualquer batucada é música, você conclui, qualquer guitarrista é roqueiro. Aquilo que chamam de música hoje em dia não agrada; é preciso ouvir cantores e bandas que nem existem mais ou são clássicos, para se sentir um pouco mais consolado. Credo! Qualquer boiola com carinha de boneca sai gravando, produzido como um produto para meninas sem cérebro.

Já parou pra pensar que ninguém mais fala sério?
Todo mundo da sua idade só quer festas, relacionamentos superficiais e você não entende como eles têm a falta de senso de chamar a isso de... aproveitar...
- E aí, cara, ficou no zero?
- Não saí para ficar com ninguém.
- Você vai ficar encalhado, heeem! Meu, aproveita! Só uns pegas, não dá nada. Aquela ali tá te dando mole, até que é gatinha. Gruda, se der bobeira, come. Não dá nada!
“Como ainda ando junto com esse cara?!”

Quem sabe você também já percebeu que é o único adulto da casa. Que a sociedade está perdida; que a juventude não pode mais salvar o mundo, porque resta pouco dela, de verdade, e está sendo desperdiçada com crianças coloridas e sem personalidade. Que para os governos, está cada vez mais fácil controlar o povo, afinal, ninguém quer nada com instrução e preferem ficar no Orkut que ler um livro. Quem faz faculdade, você lembra, é porque o pai paga ou porque acha que vai arrumar um empreguinho melhor. Se não tem nenhum talento, vai pra administração, mas tem de fazer faculdade, só para ter o diploma! É – você afirma – uma vez, era mais difícil estudar, mas também era mais seleto.

Quem sabe, você assista a filmes antigos, porque os atuais são umas porcarias publicitárias cheias de efeitos especiais que desconfia que até os atores sejam criados no computador. E quando vê o vídeo do Freddie Mercury no Rock in Rio de 85, não se perdoa por não estar nascido e crescido naquela época! E, ao pensar nas porcarias de hoje e encontrar uma careta jocosa na cara dos da sua faixa etária ao falar de Legião Urbana, RPM, Cazuza, Barão Vermelho, Queen, Nirvana e tantos outros, você fica se perguntando o que eles têm na cabeça pra preferir NxZero, Luan Santana e Justin Bieber. Isso sem falar na sua irmã mais nova, que escuta Restart e fica uma fera quando você a lembra a merda que eles são.

Escuta, e você reconhece que os bailes de antigamente eram muito melhores? Não só quanto ao DJ, mas em todo seu encanto. Sim, você diz, meus olhos brilham quando penso como deve ter sido legal viver no tempo da Beatlemania. Ou aqueles bailes dos anos 70, em que os garotos tinham de convidar as meninas. Não vejo a menor graça em sair trocando baba por aí. E medita em como a beleza física foi pouco a pouco sendo substituída por o que uma vez era talento, na televisão e na música.

Ah! E você teve infância, você me diz... Corria, brincava, inventava histórias com seus amigos! Hoje, as crianças só tem contatos, você pensa.

Às vezes, te dá uma tristeza tão grande que não sabe se ainda gostaria de viver? Porque parece que o mundo está certo... Você que tá no lugar errado...

O que uma garota quer?

Não me vejo como as outras moças. Não sou como elas.
O que uma garota quer?
Bem, a maioria quer um namorado. Eu busco um amor.
Utópica? Sim, oh, muito! Mas, quem disse que acredito na existência dele?
A maioria quer uma boa colocação profissional. Um trabalho fácil, de preferência, um tanto divertido, uma grana legal e fins de semana livres.
Eu? Já dispensei empregos incríveis! Já bati cartão em grandes empresas, o sonho de muita gente. Nunca consegui me conformar com regras impostas, uniformes, hierarquias, falsidades e delongas. Eu tinha de ser eu mesma. Sem falar de banalidades, sem ser quem não sou, com sorrisos verdadeiros, com ‘bom dia’s’ sinceros. Falava na cara, esquecida que havia um chefe, por vezes; notava que era muito mais criativa e faria bem melhor que quem estava no poder. E quem liga pra isso? Espontaneidade, sinceridade e generosidade não abundam nas empresas. São ambientes sérios demais, sisudos demais, com baldes de baba-ovos contentes em pagar a viagem à Disney para a filha dos donos. São pessoas responsáveis demais, profissionais demais, que não conseguem rir alto nem se permitem falar o que pensam. Mascaram o que sentem e aceitam tudo, fingindo pra si mesmos que é em prol de seus objetivos. E eu não me vejo assim. É simplesmente repugnante! Preciso ter liberdade para pensar, para me vestir, para dizer o que penso e não ser julgada por isso. Preciso levantar da minha mesa, de vez em quando, porque sou hiperativa e minha cabeça ferve. Preciso, por outras vezes, de silêncios estendidos, porque sou semi-autista e gosto de viajar bastante. Deveras, não me podem faltar estímulos, porque sou índigo artista e a arte é o que eu respiro. Não posso ter alguém à minha frente que, por um diploma nem sempre batalhado, venha se achar pra cima de mim e insinuar que é melhor que eu. Também não sou melhor que ninguém. Já sofri tanto de depressão e baixa-estima.

Mas, quando olho no espelho eu vejo uma garota bem maior que um metro e sessenta; eu vejo uma menina fantástica, brilhante, e quando não a vejo, lembro que já vi... É só o que eu quero ser. Não me importam mais as impressões dos outros. Pessoas entram e saem de nossas vidas todos os dias, mas quem vai ficar, no final das contas, é só a pessoa do espelho. Também não se trata de insubordinação, porque não acredito em subordinação. É que não vejo pessoas como cargos e sim, apenas como gente, que chora, ri, sua, sofre, sonha, caga, mija, tudo como eu e você. Sim, você riu, achou o texto menos poético, mas nem por isso, menos realista, certo? Não me vejo metida em um uniforme, conformada com a vida corporativa, regozijada pelo aumento de cem reais, sonhando com minha aposentadoria! Não me vejo tirando férias quando outros acharem isso conveniente (e, certamente para eles, não para mim) e sendo mais uma daquelas pessoas que comemora ao chegar a sexta e lamenta quando chega a segunda. Quero ser feliz! Na vida, no trabalho e em tudo, como qualquer pessoa. Eu apenas não vejo fórmulas prontas pra isso. Não vejo felicidade na rotina e, embora ame a arte de todo meu ser, não poderia me aprisionar em uma peça de teatro sendo fantoche das circunstâncias, das imposições da vida! Preciso ser escritora da minha própria história!

A irreverência e a aparente rebeldia, a meu ver, são uma marca daqueles que não se enquadram dentro dos limites estreitos traçados pelo comportamento humano. Na verdade eu substituiria a palavra “rebeldia” por “falta de conformismo”. Não sou uma pessoa conformada com padrões preestabelecidos e nem me enquadro em moldes forjados pela sociedade. A felicidade é o que importa em qualquer tempo, em qualquer situação em que se vive. Felicidade é a capacidade que eu tenho de fazer arte e poesia, música e vida até da própria dor, encontrando uma forma de gritar ao mundo, aos homens, aos meninos e meninas que todos somos deuses, somos incríveis e somos perfectíveis.
E o que mais uma garota quer?
A maioria pretende se casar, ter filhos. Se um dia eu estiver em um altar, levante a mão quando o padre perguntar se alguém é contra e me estenda esse texto! Eu me darei conta de como estarei patética [sic].  Ora bolas, casamento é ilusão! Metem-lhe em uma gaiola de ouro e você ainda entra acenando, sorrindo. Não se trata de uma prisão verdadeira, mas a maneira como as pessoas concebem o casamento, sim. Ainda acredito no amor, por incrível que pareça (é, eu sei que no primeiro parágrafo eu disse que não acreditava, mas eu vou explicar). O que acontece é que, ou eu estou muito equivocada, ou amor não é nada disso que pregam por aí. Nem sexo, nem promiscuidade, nem paixão, nem ciúme. Não venham com esse papo pra cima de mim, please.
E filhos...? Hoje em dia, as crianças falam ou gritam quando querem, dizem palavrões na frente dos pais, querem isto e mais aquilo, não têm o menor respeito pelos adultos e trazem sempre os olhos ligeiramente estonteados e febris de viciados que passam o tempo todo na frente da televisão, do computador ou de ambos. São como bolas de fliperama – ora lentas, em seguida chocando-se com força em tudo o que estiver por perto, fazendo soar as sinetas e pulando de um lado para outro. Se pedem alguma coisa, quase sempre ganham. Se não, pedem mais alto. Se a resposta ainda for um não hesitante, eles gritam. E seus pais – todos uns frouxos - em geral cedem, temendo que o pobrezinho vá lá e se suicide ou encha a cara de drogas. Afora o fato de ter atendimento preferencial nas filas, não vejo muita vantagem em ser mãe. Crianças só servem para aborrecer os pais. Elas enchem sua vida de terror e de cansaço, e as pessoas agem como se ter um filho fosse uma bênção, e falam de crianças como se se tratasse de deuses. Mas quando a gente vai ver de perto, a coisa é bem diferente. Basta lembrar todos aqueles filhos-da-puta que cortam você no trânsito, enchem as ruas, gritam nos bares, ouvem música a todo volume, assaltam, sequestram e lhe vendem carros imprestáveis - todos esses calhordas nada mais são que crianças que cresceram. Não há milagre nenhum. Nada de sagrado nisso.
Mesmo assim, confesso que já desejei uns cagõezinhos no meu colo e toda a parte bonita da coisa. Mas, sinceramente, hoje em dia dá medo botar filho no mundo. Porque, né... Imaginá-lo aos 13 anos ouvindo tendências e usando calças verde limão e se achando o máximo por isso (pasmem!).
Hum... Que mais uma garota quer?
Não sei, mas eu não sou essa garota! Eu sou tudo isso que eu falei e muito mais, que é impossível se descrever. Todas são especiais, mesmo com suas uniformidades. E, seguramente eu vou mentir se disser que nunca fui uma delas. Se disser que nunca me preocupei com a minha balança, que nunca me imaginei de noiva, que nunca achei que tinha encontrado o cara perfeito e que ia viver feliz pra sempre ao lado dele. Mesmo as meninas que tem tudo gostam de pagar de gata borralheira, que dirá eu, acostumada a virar abóbora à meia-noite. Mas, o que me preocupa mesmo, é o que será de mim. Porque eu simplesmente não me enquadro no sistema. O padrão não me agrada e não pretendo me adequar a ele. Então, o que vai ser de mim? Essa é uma pergunta que só o tempo vai me responder.

Filha da noite

A madrugada me fascina pelo seu silêncio. Gostaria de morar em um lugar bem alto, de onde pudesse observar a cidade dormir. A vida pára, à noite. As ruas, tão vivas e agitadas, de repente, perdem o sentido. E basta olhar para o céu para conversar com as estrelas, que também já perceberam como o dia é sem graça. O dia pertence ao senso comum. Sou filha da noite.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ser amor e ser amigo


Sempre que termina um relacionamento de raízes amorosas, fica um vazio entre as duas partes, há um vácuo que separa as mãos de se segurarem, mesmo que nas condições de amigos. Ainda que a paixão tenha tido início com uma amizade, a distância que a acomete quando tudo acaba é quase intransponível; de repente, aquele (a) que embalou tantas noites de sonho passa a ser evitado(a); à vista dele (a), qualquer folheto é jogado ao rosto à guisa de leitura; toda e qualquer ação ridícula justifica o ato de não concretizar um simples gesto de cumprimento. Ainda assim, em segredo, as redes sociais dele (a) serão vasculhadas; o coração vai apertar se acaso lá estiver escrito “namorando” ou qualquer outra evidência de que o que vocês tiveram realmente está enterrado e que não há nenhuma possibilidade de volta ou de espontânea... amizade.
Não negue. A maior parte dos relacionamentos termina assim mesmo, com uma vaga esperança de retorno, com uma impressão de que foi só mais uma briga. Às vezes, ambas as partes ficam mal resolvidas, ora uma só. Entretanto, o que machuca mais que a percepção de ter sido “substituído” rápido demais, é a amizade que morreu ali, sem chances de sobrevivência. Aquela cumplicidade de ligar para ele às três da manhã e saber que ficaria tudo bem. Aquela certeza de que o abraço dela, não importa se o mundo acabasse, te faria sentir acolhido de novo aos olhos de si mesmo. Os segredos trocados ao pé de jacarandá, sua cabeça no colo do outro, apenas olhando o céu, tecendo planos em silêncio para um dia que jamais chegaria.

É muito difícil um amor se transformar em amizade. Fica uma mágoa de não-sei-quê, uma dor incurada, uma sensação de que nunca mais poderá olhar nos olhos do outro. É quase uma quebra de contrato, uma traição: a confiança, tão frágil, esfacela-se pelo piso em sua composição diáfana de fino cristal e, por mais que a cole, nunca mais será a mesma.
Ocorre, porém, por vezes, de uma amizade virar amor. Mas, quando acabar – e, vamos ser realistas, quase sempre acaba – a amizade não será mais aquela. É como se algo houvesse conspurcado, é quase como cometer um crime. Houve uma conivência, uma tal divisão de momentos que não cabe mais em uma amizade, mas, se não pode tampouco ser amor, fica simplesmente flutuando, sem nunca chegar ao céu ou ao chão.
É muito, muito difícil uma relação de amor terminar em amizade e muitos dizem que quando isso acontece é porque ainda há alguma coisa de parte a parte, pronta para renascer quando menos se esperar. Pode ser. Mas, pode não ser também. Amizade é a ambição do amor, pois está condenada de bom grado a perdoar, a doar, a ajudar sempre, a julgar quase nada, a amar acima de tudo. A amizade nasce antes da gente, é sintonia; quando verdadeira ultrapassa todas as barreiras e é o sentimento mais fraterno/materno/paterno, o mais nobre que nos envolve. A amizade é o amor elevado. Enquanto a paixão é mesquinha.
A paixão é possessiva, insegura, egoísta, pretensiosa. Sim, a paixão tem a pretensão de ser chamada de amor. Muito poucos já amaram sobre a face da Terra. O amor, antes de tudo, é para ser aprendido com amigos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Continue acreditando


Quando olho em seus olhos tristes
Tão castanhos e sinceros
Eu posso mergulhar em você
E não sinto mais a sua luz
Aquela que esteve sempre brilhando, fênix.
Alguém quebrou o seu coração
E agora é fácil desistir
Mas, ouça quando eu lhe digo
Que esse não é o fim
Não é o fim do amor.
Mantenha a sua fé
Você sabe que nada acontece sem uma razão
E apesar das lágrimas que essa noite toldam seus olhos
Não pare de sonhar, ave de fogo
Porque você renasce
E as lágrimas da fênix curam.
Eu quero ver você
Acreditando.
 
Pássaro dourado, ave fabulosa
Alguém já lhe disse
Como você é realmente linda?
Como apenas um sorriso seu
Pode abrir qualquer coração?
Você merece isso também
Alguém que vai te levantar
E fazer você sorrir.
Você tem que saber, menina fênix
Que em algum lugar lá fora
Você vai encontrar o amor, sim.
Continue acreditando, garota
Pois tudo acontece por uma razão
E apesar da dor em seus olhos castanhos
Jamais pare de sonhar.
Prometo a você, as nuvens se quebrarão
E muito em breve você verá o sol.

Eu quero ver você acreditando...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como é bom esquecer
Não pensar

Não lembrar
Não doer.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ódio

Quando há amor, um coração é flechado. Quando há ódio, é porque a flecha tem veneno.
O ódio é a ferida envenenada.
Amor magoado, machucado. Amor humilhado, amor ultrajado, subestimado, maculado. O ódio é o amor que adoeceu; o amor que não vingou; que não perdoou; a paixão imatura, o sentimento pisoteado. Não há ódio se não houve amor. O ódio é o amor massacrado, espicaçado. O ódio é o amor que não chegou-se a sublimar porque algo o manchou. O ódio é o amor do mal.

Tudo permanece para ser feito


Não se faz nada. Tudo no mundo permanece para ser feito ou refeito.
Lincoln Steffens, 1931.
O maior quadro não foi pintado ainda, o maior best seller não foi escrito, o maior poema não foi cantado. Não existe, no mundo inteiro, um prédio perfeito, nem um bom governo, nem uma lei absoluta. A física, a matemática e, especialmente, as ciências mais avançadas e exatas estão sendo revistas fundamentalmente. A química está começando a se tornar uma ciência; a psicologia, a economia e a sociologia estão aguardando um Darwin, cujo trabalho, por sua vez, está aguardando um Einstein. Se os garotos ingênuos e entusiastas das nossas faculdades soubessem disto, talvez não fossem todos especialistas em futebol, festas e diplomas imerecidos. Não lhes dizem isso, no entanto; dizem-lhes para aprender o que é conhecido. Algo que não sei-quem não-sei-quando disse que era o melhor. Nomes que a história ou a ciência construiu, e que ninguém nunca foi atrás de pesquisar a veracidade dos fatos. Aprender o que é conhecido. (tsc) Isso é nada.