About my Blog

Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


Eu tenho mil amigos

Mas você foi meu melhor namorado.

domingo, 16 de outubro de 2011

Ter sucesso e ter dinheiro


Há pessoas tão pobres que só têm dinheiro.
Augusto Cury

Ter ou ser...? Eis a questão.
Tempos modernos e as aparências comandam o espetáculo. Aplausos só para quem tem dinheiro, tem boas roupas, tem boas coisas ou parece ter. Se está pagando o carro em 48 vezes e em casa anda passando até fome, não quer dizer, os outros estão olhando e os palhaços não são destaque. Essência, conteúdo, personalidade nada valem nesse circo. O que importa é o que se pode ver, afinal a sensibilidade de Saint Exupéry não é para qualquer um (“O essencial é invisível aos olhos...”).
E nesse mundo caótico onde só o que é palpável é real, muitos acabam confundindo ter sucesso com ter dinheiro. Logo, o mais importante não é ser realizado, é parecer que é.
Odeia a medicina, mas dá status, então se tornou médico.
Sempre detestou inglês, mas convenceu o pai a lhe enviar pra Inglaterra, assim pode mostrar às amigas quem é a melhor.
Ganha muito bem, obrigado, mas vende até a alma e todo dia quando acorda tem a sensação de querer afundar sob o chão decorflex do seu quarto feito sob medida.
Ama a menina pobre, mas prefere exibir um troféu da alta sociedade ao seu lado, com vestidos de estilista e que o trai na cara dura.
Troca de carro como troca de cueca porque os parentes já conhecem a fama de que o Zé Ruela compra um novo automóvel todo fim de ano.
Meu Deus, o ser humano devia esquecer tantas ilusões e apegos para ser feliz de verdade! Afinal, ter sucesso não tem nada a ver com ter dinheiro. Pelo menos pra mim. Pra você tem?
Ter sucesso no amor não é estar com o cara mais lindo da festa. É ser a única no coração dele e ter só ele no seu.
Ter sucesso não é exibir o melhor e o mais caro veículo, mas fazer de cada conquista, seja um carro ou a simples carteira de habilitação, uma luta que valeu a pena.
Ter sucesso não é ter uma casa, é ter um lar; não é ter uma família bonita, é ter uma família unida; não é ter os filhos mais bem vestidos, mas aqueles com os melhores valores.
Ter sucesso não é ter uma profissão que dê status, dinheiro e que alegra os seus pais; é levantar todo dia agradecendo o trabalho que tem porque é exatamente onde queria estar e você ama e se sente feliz pela tarefa que realiza.
Ter sucesso não é ser jovem ou poder bancar a plástica anti-rugas, é estar satisfeito com a idade que tem e tudo que viveu até ali.
Ter sucesso não é ser magra, diva e vestir as melhores roupas. Quem tem o coração puro e a alma leve é bonito naturalmente.
E, finalmente, ter sucesso nem sempre é ser um autor de best-sellers cujos livros viraram filmes ou ícones. Em tempos que o dinheiro é o que conta, os clássicos estão enterrados e há uma verdadeira prostituição literária, sendo por vezes mais realizado o autor de uma simples crônica, com liberdade de escrever o que pensa e não o que lhe pagam pra dizer.
Concluindo, valores invertidos, miopia, ilusões, consequentemente desilusões, dor e sofrimento. E você, tem sucesso além de dinheiro?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Como há dez anos



Hoje fiz uma descoberta interessante: eu mudei. Parece óbvio, mas acho que descobri também que certas pessoas não mudam. Apareceu de supetão em minha casa uma amiga dos tempos de escola e a recebi agradavelmente surpresa, até passarmos dos cumprimentos. Achei que minha vida estava muito monótona e sem grandes saltos, até constatar que ela me tratava exatamente nos mesmos termos que usávamos em época de escola. Que haveria uma grande emoção se eu fosse dormir em sua casa. Que meus trabalhos acadêmicos poderiam ser relegados a segundo plano. Que seu amor inesquecível ainda era aquele menino que fazia aniversário junto comigo. Que se eu estivesse de regime, poderia tomar com ela aquele iogurte que gostava. Exatamente como há dez anos atrás. Anos deliciosos em que eu saía do colégio e ia fincada pra casa dela. Dias que passávamos escrevendo bilhetes na última folha do caderno; uma preocupada em emagrecer, a outra em engordar; dias que os meninos de 12,13 anos tinham tanta importância pra nós...  Dias que fizeram parte de mim, mas hoje poucos resquícios há que os prove em minha vida. Posso lembrar de toda experiência com carinho e nostalgia, mas jamais desejaria voltar atrás, pois perderia o que eu tenho hoje. E o que eu tenho hoje vale muito.
Amizades em minha vida, em sua maioria, sempre foram cíclicas; e às vezes, preferiria assim para as que não foram, pois a realidade vem e parece estragar o que um dia foi bonito. Ninguém pode voltar do passado e recuperar 10 anos em dois ou três dias! Isso não existe. Especialmente, quando não foi você quem tomou a decisão de se afastar, mas a outra pessoa. Ela sabia o que estava fazendo e deveria entender – ou aprenderá de alguma forma – que tratar a outra pessoa como tratava no tempo do ocorrido não vai dar certo. Se você era manipulável, pode não ser mais. Se era ingênuo, o mundo há de ter endurecido. Refletia em tudo isso enquanto a via gesticular iludida de que poderíamos ser as mesmas que já não somos há tanto tempo. Ou, ao menos, eu.
- Ouça, não somos mais adolescentes. Há muita coisa, sabe... acontecendo. Tenho uma campanha publicitária para organizar pra segunda; preciso cuidar da arte das camisetas de outro negócio que estou organizando; tenho de concluir meus relatórios de estágio e escrever 15 folhas de monografia para terça-feira. Sabe quantos amigos meus conseguem ter minha companhia por algumas horas? A não ser nas viagens que realizamos juntos, isso é muito raro mesmo! – contudo, nada que eu dizia era capaz de aplacar sua vontade de que eu fosse dormir em sua casa assim, depois de 10 anos, como se não tivesse se passado nenhum dia e, pior que isso, como se meus problemas e filosofias existenciais permanecessem inalterados, com a candura e o agridoce dos meus incompletos 14 anos. O ainda pior de tudo acho que não foi nem toda essa autodescoberta, pois tendemos a não ver como as coisas mudam o tempo todo e essa mudança gradual quase passa batida; acho que foi ela falar de Taylor Lautner, ou de Crepúsculo ou de “você pode ir com qualquer roupa, ninguém vai ficar olhando”, como se permanecessem aqueles velhos valores infantis na minha cabeça hoje muito mais avançada. Foi aí que caiu a ficha que eu mudei e – poderia arriscar – mudei muito mesmo, para melhor!
Eu descobri que eu mudei; mas precisei levar um chacoalhão para perceber isso. E o mais interessante é averiguar que algumas pessoas nunca mudam.
Parabéns pra mim, então! =D  
   

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Admirável mundo velho


A complexidade crescente da vida moderna e o ritmo alucinante do século XXI encurralam o homem em gigantescas instituições que o ameaçam por todas as formas, política, científica e economicamente. Começamos a sofrer como que um condicionamento da alma, submetidos a sanções e permissões.
Essa matriz a que temos de nos amoldar deve-se à carência de uma concepção cultural. Entramos às cegas numa existência feia e congestionada. Perdemos a noção do belo. O sentido do nosso viver está sendo embotado pela preocupação do lucro, pelo poder e pelo monopólio. E temos consentido que tais forças nos envolvam, sem nos dar conta das suas conseqüências nefastas.
Sem filosofia orientadora e sem o senso de responsabilidade, a ciência entregou a políticos e militares armas tão destruidoras que eles têm nas mãos o destino de todos os viventes sobre a terra.
Essa pletora de poder entregue a homens cuja responsabilidade moral e competência intelectual estão longe de ser infalíveis, e em muitos casos parecem mesmo contestáveis, seria capaz de ter como desfecho uma guerra exterminadora de toda a existência no planeta. Entretanto, continuamos a seguir cegamente nesse rumo.
“O homem é impelido pelo anseio de conhecimento” disse J. Robert Oppenheimer certa feita. Está certo, mas em muitos casos não se cogita das conseqüências. O sábio concordou com essa observação; alguns cientistas parecem-se com os fanáticos em assunto de religião. Tocam para diante, certos de que tudo quanto descubram é sempre para o bem e que o seu credo tem sentido moral.
O homem é um animal com instintos elementares de sobrevivência. Por conseguinte, desenvolveu primeiramente a sua engenhosidade e só depois a sua alma. Assim, o progresso da ciência tem sido muito mais rápido do que o da conduta moral do homem.
O altruísmo caminha devagar na trilha do progresso humano. Segue atrás da ciência num passo preguiçoso, aos tropeços. E só ajudado pelo influxo das circunstâncias é que chega a atuar. A pobreza não foi reduzida por altruísmo ou filantropia dos governos e sim pelas forças do materialismo dialético.
Disse Thomas Carlyle que a salvação do mundo será obtida quando o povo der para pensar. Mas, a fim de que tal aconteça é preciso que o povo se veja diante de grave conjuntura. Nas circunstâncias atuais, com manipulações e influências de todos os meios e ainda teses de controle global pelo grupo Bilderberg, o mínimo que se presencia são as armas silenciosas em guerras tranqüilas.
Ora, dividindo o átomo, o homem ficou encurralado e na obrigação de pensar. Tem de escolher entre a própria destruição ou uma conduta ajuizada. O avanço da ciência força-o a fazer a opção. Quero crer que o altruísmo acabará por vencer e há de imperar o amor pela humanidade. Um dia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Afinal, afetos não se perdem...


Acontece muito isso, talvez tenha a ver com ciclos se renovando. Pessoas entram em nossa vida e se tornam tão importantes; outras, que pareciam fundamentais acabam desaparecendo... Lembro de uma fala que constei no último livro através da boca de um personagem:

- Pessoas são como peças em um jogo. Na hora certa, elas sempre voltam.

E acho que é assim mesmo. Ninguém se vai para sempre, ninguém chega para ficar... É aquela velhíssima tecla que tanto bato:
Quem ama, liberta.
Quem diz amar e não liberta, aprisiona a si mesmo. Na vida, a todo momento, uns se vão e outros chegam e nossos corações estão sempre repletos de afetos. Afinal, afetos não se perdem. É uma daquelas coisas que quanto mais damos amor, mais temos e atraímos para junto de si... A vida é mais bela e infinita do que supomos. Deus, que nos uniu nas estradas do mundo, não poderá separar-nos para sempre... 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não espero que...


Não espero que em um mundo caótico como o nosso, muitas pessoas entendam o que é um sentimento verdadeiro. Há uma cultura secular sobre como homens e mulheres devem se portar socialmente (ser, comportar, pensar, sentir) e as relações afetivas atualmente, de afetivas têm muito pouco, concentrando-se na satisfação de prazeres momentâneos, superficiais e biológicos.
Não espero que muitas pessoas entendam que se pode amar de verdade alguém que nunca tocou.
Não espero que muitas pessoas entendam que é perfeitamente possível se colocar no lugar de outra pessoa ou dar a vida por ela ou preservar-se de coisas mundanas ou amar verdadeiramente... Nem sempre podemos ter nossos afetos reunidos, mas isso não os rouba de nós. Certamente há um motivo.
Não espero que muitas pessoas acreditem em um sentimento real. É difícil acreditar naquilo que nunca viveu. Conheço pessoas que não acreditam em dom, em almas gêmeas, em espíritos e até em Deus. Respeito todas elas, pois entendo a dificuldade partindo do pressuposto de que a maioria precisa “ver para crer” e cada um tem um tempo diferente...
Não espero que em um mundo de lúcidos, minha loucura seja compreendida...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De fãs e apreciadores


Todos nós temos gostos e acrescentamos mais elementos a eles, inconscientemente, todos os dias. Algumas pessoas baseiam-se na crítica, outras, na popularidade; outras, mesmo, não têm nenhum critério, abraçando tudo que vem pela frente sem nenhuma base, causa ou falta de, apenas passando a contemplar um trabalho ou seu autor por afinidades pessoais e motivos que a própria razão desconhece.
Particularmente, não me considero “fã” de nada. Fã sugere – ou pelo menos é a maneira como se difundiu a palavra – aquelas pessoas desequilibradas, neuróticas, se descabelando para chegar perto de um artista (segundo a construção banal do termo) e não me permitiria tal histeria perante ninguém – é indignidade, imaturidade emocional, quase falta de amor próprio. Agora, admiro muito o trabalho de centenas, gosto, aprecio, critico... E, acho que isso é bem diferente de ser fã. Para gostar de um quadro, eu não preciso saber avaliar a técnica nem saber tocar um instrumento para apreciá-lo na canção. É como a arte nos faz sentir; como a letra da música cala nos seus valores, no que você pensa. Questões políticas e econômicas jamais deveriam se interpor no gosto que se tem pela arte; não é preciso nenhum abalo sísmico nesses pólos para se produzirem artistas todos os dias. Não devemos construir nossos gostos por manipulação de qualquer espécie. É preciso, no mínimo, avaliar o trabalho separadamente das bases em que se ergueu. Peço desculpas se não aprecio tanto a história, mas a história mente. O que nós temos é o conjunto dos fatos, o todo, e sob uma ótica parcial. Não creio que isso diga muita coisa.
De fato, a interpretação ou o que venham a entender a partir da obra e invenções não se tem como interferir, não há um controle do criador. Para tudo, há o gênio do bem e do mal e para a mesma criação que nos faz estar em outro continente em poucas horas, foi dada a destinação do bombardeio aéreo. Santos Dumont queria isso? Como escritora, tenho certeza que todas as minhas palavras podem ser distorcidas e usadas contra a minha pessoa em cada livro, em cada texto meu. Não tenho controle sobre isso justamente porque as pessoas recebem como elas são, e não como o artista é. Várias interpretações para o mesmo produto. Já parou pra pensar de quantos cantores você gosta apenas de uma música? De quantos filmes guardou a interpretação apenas de um ator?
Em conclusão, eu não acredito no “amor” dos fãs. Tão logo surge uma nova tendência, aquela fica esquecida e é chutada para escanteio. Tão logo o ídolo embagulhe, é substituído por outro mais jovem, mais bonito, mais “talentoso”. Sem contar que boa parte do que chamam arte hoje em dia consiste em vender ilusões. E para isso, infelizmente, há cada vez menos consumidores conscientes.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mais sobre almas gêmeas


... gostaria que me explicasse melhor essa coisa de “almas gêmeas” que você coloca. Se está se referindo a indivíduos que têm muitas afinidades, concordo. Se fala de almas que foram feitas uma para a outra, não creio que isto exista. Seria como dizer que todo indivíduo não é inteiro. Acho que todos somos almas inteiras. Fomos feitos para um dia amar a todos, e não amar um só.

O conceito vulgar que se atribuiu ao termo “almas gêmeas” atua como o gêmeo no sentido biológico – a bipartição. No sentido que lhe é próprio, seria de uma “destinação”, embora não seja bem isso, visto que nosso objetivo é amar a humanidade inteira. Percebo que o próprio espiritismo não defende a ideia de almas irmãs, mas também porque a humanidade não está preparada para entender esse conceito. Gosto muito do Emmanuel e ele sempre defendeu as almas gêmeas, porém com reservas, pelo fato mesmo do espiritismo renegá-lo. Como esperar que pessoas que não compreendem as leis simples de ação e reação compreendam o entrelaçamento amoroso divino?
Algumas leituras que podem esclarecer: Renúncia, Há 2000 anos, 50 anos depois, O consolador. Todos do Emmanuel. Nestes livros, o autor espiritual menciona o assunto de maneira aberta e rica.

Eu creio no amor eterno, mas o problema é que uma paixão avassaladora que é interrompida antes de arrefecer acaba virando “amor romântico eterno” na nossa cabeça. A lembrança-sensação da paixão é o que se fixa ali, sem sofrer o teste do tempo. E com o tempo toda paixão (quando satisfeita) arrefece. O que fica é o amor (o carinho, o respeito, o afeto, a história), quando e se já existia.

Concordo em partes com tal afirmação, uma vez que a confusão mais prosaica é de paixão e amor. Apenas sentimos; é nossa razão que procura separar o joio do trigo e cada aventura amorosa no começo é sempre especial e imperecível. Sinto que nos apaixonamos muitas vezes na vida; amamos muitas pessoas de vários jeitos (embora essa classificação nos pertença, uma vez que o amor é um só) e nosso objetivo final é amar a todos. Porém, há apenas um amor verdadeiro, apenas um (a) eleito (a), que não o foi imposto e que vai se depurando ao longo de muitas vidas, até tornar-se puro – ou idealizado. Pitágoras também defendia a teoria das almas gêmeas, mas não como destinação obrigatória, nem como bipartição da alma, enlace único e absoluto ou que precisamos da outra alma para a nossa ser completa. Trata-se “apenas” de matrimônio espiritual.
Muitos defendem que as ligações de alma se dão por afinidade unicamente e que nada além disso precisa ser acrescentado. Sendo assim, que dizer daqueles amigos que amamos do fundo de nossa alma mas que nenhum sentimento ou impulso romântico aconchega nem na menor das hipóteses o coração? Se almas gêmeas se bastassem por afinidade, então não sentiríamos a mais plena satisfação em tomar por amores afetos que simpatizamos de data, uma vez que o amor é um só? E se a desculpa fosse a ausência de paixão, não é esta mormente inferior ao amor? E, ainda, como se explica tal agitação sentimental onde, mesmo o mais cético busca, debalde, a companhia que lhe alegrará a perene ventura dos dias, em um amor afável e risonho que no íntimo do ser, compartilham todas as criaturas?
Se sábios afirmaram tal coisa, por que não as investigar mais, antes de tirar conclusões do opróbrio das próprias experiências tão parciais, revestidas do caráter estreito e fugaz que preside das relações do mundo?
Nada nessa vida é por acaso e não será casual toda a sorte de termos difundidos e alegados ao longo dos tempos. Em algum nível, todas as coisas se ligam e é a nossa imperfeição que nos impede de sabê-las, e não a imperfeição das coisas. Aceitemos nossa limitação por agora, jamais deixando de explorá-la. Para as almas vulgares, a existência pode representar um conjunto de possibilidades, de levianas experiências, mas quem já recebeu algum conhecimento das coisas divinas não pode interpretar a passagem pela Terra senão como santa oportunidade de trabalho e purificação. Consideras, então, o amor como coisa tão frágil que se despedace num momento apenas porque não nos foi dada a satisfação passageira de um capricho sentimental? Nossa concepção deve ir muito além da alucinada impressão dos sentidos. Há um casamento de almas que nada poderá destruir. O mundo nos separa, mas o Altíssimo nos reservará a aliança eterna do céu. Pois, almas que se adoram movimentam-se nos caminhos resplandecentes de luz...