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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Raiva


Quem disse que é errado sentir raiva? Quem disse que temos que condená-la, escondê-la e reprimi-la?
Para que nos expressemos, não é necessário agredir ninguém. Basta que sejamos sinceros com aquele que nos ofendeu, devolvendo o ato em forma de esclarecimento para que nosso irmão tenha a oportunidade de revê-lo. Se você me ofende e eu sinto raiva, não devo me calar, pois que, calando, transfiro para o meu corpo o que poderia ser devolvido ao universo em forma de expressão.
Não devemos guardar a raiva. Devemos sempre expressá-la de uma forma saudável, de preferência falando, colocando-nos diante de nosso ofensor e expondo a ele a nossa insatisfação. E isso, aliás, deve ser feito com qualquer sentimento, não apenas com a raiva. Se resolvemos as mágoas, as tristezas, os medos; se assumimos o que sentimos, em vez de tentarmos nos enganar, mentindo para nós mesmos que não nos deixamos dominar por nenhum sentimento que costumamos denominar de ruim ou feio; se compreendemos porque sentimos, então estaremos prontos para nos modificar para melhor. Só assim poderemos manter nosso organismo em perfeito equilíbrio.
Não se domina um sentimento fingindo que ele não existe. Quem assim age apenas mascara o sentimento, mas ele permanece ali, escondido, latente, sendo reprimido, quando deveria ser compreendido e externado. E todo mundo já sentiu raiva e outros sentimentos considerados menos dignos. Porém, recalcá-los não é a maneira mais sábia de lidar com eles. Aprender a se expressar sem ferir ninguém é um desafio constante, que devemos exercitar a fim de aprender a fazê-lo.

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