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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

domingo, 11 de março de 2012

Se dê ao respeito


Qualquer observador mais experiente vai concordar comigo em um fato que, talvez não seja novo, mas parece mais evidente: quando o terreno é da conquista, poucas pessoas – especialmente mulheres – se dão ao respeito. Quebram tabus, valores, bom senso, acreditando estar a aproveitar a vida, a se igualar aos homens, rebaixando a si mesmas e tirando disso um mínimo de autoconhecimento e respeito por si e pelo outro.
As roupas são cada vez mais curtas e decotadas. Os beijos são cada vez mais rápidos e gratuitos – afinal, há outro gatinho ali do lado que não se pode perder! As transas são casuais e frequentes e o corpo, um objeto de desejo e contemplação. A vulgaridade faz com que sejam descartáveis as virtudes, a inteligência, o poder de conquista. Um par de seios empinadinhos em um vestidinho de chita amarelo fala muito mais que um olhar à meia luz. (E eu nem vou dizer o que ele fala, hem!)
Mas, mencionando tudo isso, o que é o tal do respeito próprio mesmo? Obviamente, estou torcendo para que alguns não venham a descobrir somente lendo esse texto! Respeito próprio é confiar em si, na sua capacidade e não na “sensualidade” apenas, na hora da sedução. É respeitar o próprio corpo, não agindo como um sabonete de banheiro público, aonde qualquer um chega, põe a mão, pega, entrega pro outro, pega outra vez... Acha exagero? Há pessoas que, ao refletir com quantos estiveram na última semana, não estarão bem certas das contas! E há aqueles (a) que não sabem sequer o nome do último (a) com quem estiveram (Han? Ela tem nome? õ.O) e também entram na classificação.
Outra coisa que sempre tive para mim, com a vã esperança de que quando fosse comigo, outras garotas também tivessem para elas, é o fato de NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA dar bola, esperança ou cobiçar o namorado alheio. O cara tá com outra? Não interessa se ela é mais um desses casos perdidos que não se respeita. É justamente o fato de se respeitar que vai fazer com que você sequer cogite a possibilidade de olhar para o lado deles! Não importa, aliás, se é ficante, namorado, marido, corno... Será que é tão difícil constatar que se ele está com ela e tá olhando pra você, ele vai fazer exatamente igual quando for você no lugar dela?
Agora, na real, acho que são poucas que pensam como eu. É o legítimo vale-tudo: as pessoas estão pouco se lixando para uma terceira quando estão lá cismadas com seus desejos de fornicações inconsequentes. E o cúmulo mesmo são aquelas “amigas” (as recentes ou as antigas) que já chegam cheias de intimidades, abraçando, grudando no pescoço, se rindo, se jogando, tudo a título de amizade com seu ficante, namorado, marido ou corno...
- É o meu jeito, sou assim, espontânea...
Ah, vamos falar sério, se isso é jeito de ser, por que não se é assim com todos? Questão de afinidade? Que engraçado... Quão raro é terem afinidade com os feios... Já repararam? Pra que abraçar, agarrar, ficar de perigueteio (desculpe, charme pra mim é outra coisa) e vir com o papinho de que não está a fim, só amizade... I’m sorry, amizade se firma com o tempo, construída sobre bases bem sólidas como carinho e confiança. Amiga que chama de apelidinho típico de namorados, vive dizendo que o cara é lindo, se rindo, se esfregando e empata seus relacionamentos sem que o trouxa perceba, não se trata de uma amiga, de fato. E cito as amigas, neste caso, porque quando é o inverso, o amigo sabe ser bem mais discreto e dosado em suas pretensões, não gritando pra todos em volta “Que porra de amizade coisa nenhuma, eu quero é você...”. Eu acredito em amizade entre homem e mulher, mas são as intenções de um e de outro que vão definir isso. E antes ainda do carinho e da confiança, tem de existir o respeito. E quanto a este, sou taxativa: conquiste-o de prima ou morra tentando.
Quem você conheceu essa semana não é seu amigo. É um conhecido. E se você quer esse conhecido para amigo, vocês vão buscar se avaliar, conversar, ver no que pensam de parecido e de divergente. Se está se portando como um frango de padaria com seus novos “amigos” é que quer que ele desembrulhe e coma. O interesse não é, de fato, a amizade. E aí volta toda a questão do respeito próprio, que embora tenha parecido fugir, não saiu nem um momento da pauta.

É que no fundo, no fundo, o respeito próprio vem do amor próprio e este último, por sua vez, nada tem a ver com vaidade.

As garotas gastam horrores em salões fazendo a escova da moda, desenhando a sobrancelha, comprando maquiagens caríssimas e acham que se amam. Elas não veem o quanto tudo isso grita falso nelas. O amor próprio vem de longe, vem de dentro e ninguém pode te ensinar isso. Você pode estar de pijamão e chinelas arrastadas, o cabelo de quem acabou de acordar, mas se amando profundamente, e é isso que te torna linda. Não são as roupas da hora nem as caretas ensaiadas nas fotos, não são os garotos mais lindos da festa nem “seu poder de sedução” que vão dar isso pra você, nem reforçar. Eles venderão apenas uma ilusão – talvez você até acredite nisso por muito tempo – mas um dia essa sua certeza vai cair por terra.
E, por fim, não, o respeito próprio não vai te impedir de “curtir a vida”. Você apenas consegue perceber que “curtir a vida” não está em badalações, sexo e beijo na boca. As coisas têm de fazer sentido! Consegue perceber que fazer essas coisas com qualquer um é bem pior que não fazer e provavelmente deixe um vazio enorme depois. Que ninguém irá respeitá-lo se não exercer o respeito por si próprio e, intuitivamente, mesmo quem não se respeita sempre sabe quem se respeita ou não. Que não se respeitando, fará coisas das quais possa se arrepender e algumas delas não terão volta e, principalmente, que o amor próprio é melhor que o amor de qualquer pessoa. Ele o eleva perante si mesmo sem diminuir ninguém ao redor e faz com que sinta prazer em desfrutar de ser quem é, simplesmente por existir... Sem a falsa necessidade de complementos ou anexos.

5 comentários :

Chico de Sá disse...

[Torcendo para que o comentário seja postado..] SIMPLESMENTE PERFEITO...não há palavras complementares diante de tantas idéias ótimas se encaixando. Lamentavelmente a grande maioria das mulheres perdeu o respeito por si mesma, logo ela que soube manter o respeito por muito mais tempo que o homem, que já perdeu o seu respeito há muito tempo e que é vangloriado por isso.

A bem da verdade, se me permitir eu gostaria de escrever uma nova versão desse texto, mas com um olhar masculino sobre os homens...ou então,você mesma pode escrever, tô dando uma de invejoso...hehehehe

Belo post, parabéns.

Kelly Phoenix disse...

Escreva a versão com olhar masculino... Eu gostaria mesmo de ler e não saberia reproduzir... Fico no aguardo, hem! Tá me devendo ;D

Karoline S. Dias disse...

Preciso comentar ou falar mais alguma coisa? Ãhhn, acho que não! Vi nossas conversas nesse texto! Perfeito Kell! ;)

Kelly Phoenix disse...

É um fato... Mas, que bom que temos o bom senso de não pertencer a esse grupo e poder olhar com olhos críticos para tudo isso. Obrigada pelo comentário, apareça :D

Anônimo disse...

meu, to impressionado. eu penso a mesma coisa.

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