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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nossa marca nas pessoas



Nunca podemos saber exatamente a dimensão da marca que deixamos nas pessoas. Sabemos que as que permanecem em nossas vidas com certeza são aquelas que ocupam papéis insubstituíveis desde o momento que nascemos: pai, mãe, irmãos, avós. As demais, são impermanentes. Chegam, saem, se vão, voltam, morrem, partem para sempre, não sabemos. Mas, como diz aquela velha frase “Cada pessoa que passa por nós, chega só, mas não vai a sós: deixa um pouquinho de si com a gente, leva um pouquinho de nós”. Creio que essa frase seja muito verdadeira. Porque, parei pra pensar, eu realmente não sei a marca que deixei nas pessoas que passaram pela minha vida. Todas elas seguem com suas vidas e eu com a minha, mas volta e meia eu me lembro de palavras, códigos, brincadeiras, momentos... Me lembro de algo que foi muito incrível enquanto aconteceu, de lágrimas, de tanta coisa boa ou ruim... E nessas horas eu lembro da pessoa com uma respeitosa saudade, com aquele desejo terno e triste de voltar a ter aquele momento... E muitas delas nem sabem dessa minha lembrança, dessa minha vontade, dessa saudade que ficou... Então, eu reflito ao mesmo tempo se elas se lembrarão de mim... De alguma coisa que fiz ou que disse, de algo que marcou para elas, de uma imagem, um gesto, uma careta, uma carta. Porque, ao analisar aquilo que me marcou em cada pessoa, vejo que são coisas que elas nem devem imaginar... Coisas pequenas, como o sapo de dobradura que um paquerinha me deu anos atrás ou a print que ele tirou de um porco espinho com o meu nome (porque uma vez estávamos conversando e apareceu um porco espinho). O que me marcou no menino que mais fui apaixonada no tempo de escola foi o abraço que recebi dele após alguns meses sem vê-lo. O que me marcou em alguém que muito amei foi o toque no meu telefone residencial (em uma época que não tinha identificador de chamadas) uma noite após passar Titanic na TV. Era o nosso filme. O que me marcou no garoto que eu nunca esqueci foi ele ter me dito “Te amo, garota” em um momento que eu estava em lágrimas. O que me marcou no meu último namorado foi um dia que ele teve que sair correndo pra aula e estávamos no restaurante, então ele me olhou, assenti com o olhar e ele me estalou um beijão na bochecha, diante de todos. Sabe, são pequenas coisas. Não é a declaração que uma rua inteira parou pra ver, nem passagens pra Paris nem um presente caro. É aquele bolo que sua amiga fez pra te esperar. É aquele cartãozinho rabiscado que seu sobrinho te deu de Natal. É aquele olhar em que o silêncio falou. Essas coisas...
Não sei que marcas eu deixei nas pessoas... Não sei se deixei marcas... Mas, às vezes, eu fico curiosa e nesse momento, em que as lágrimas falam por mim, eu só desejo que cada um esteja bem. No seu caminho.


2 comentários :

Lia disse...

Amiga querida, que lindo o que escreveu!!!
Vc marcou minha vida, tá! Queria que soubesse disso!
Você é uma pessoa tão pura de sentimentos, uma escolhida de nosso Deus!
Siga tbm feliz no seu caminho!
Abraços bem apertados.

Kelly Phoenix disse...

Amei o comentário :)
Saudade de vc e do Rio, linda!!
Abração

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