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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lugar de trabalho...



Me diga uma coisa, você leva sua família pro trabalho? Bem, a não ser que você mantenha um negócio familiar tradicional e pequeno, a tendência é que sua resposta seja não, né? Pois é... Então, qual é a parte de “a recíproca é verdadeira” que você não entende? Trabalho é para ser feito no local de trabalho. E os consequentes problemas do dia-a-dia, que também são inevitáveis, têm de ficar, é, adivinha onde?
Levar trabalho pra casa não compensa. A não ser que você seja professor (a) e precise programar aulas e corrigir provas, tudo o mais pode ser relegado ao local em que desempenha a sua atividade. Assim como não leva a mãe, o filho, o cachorro e o papagaio pra firma, também não vai levar o pepino da empresa pra cama. Nem pro chuveiro nem pra lugar nenhum. Sim, somos seres humanos indissolúveis. Eu posso estar na faculdade sem esquecer o problema com o meu namorado. Eu posso estar na lanchonete com amigos sem esquecer que perdi meu emprego. A gente não separa as coisas mesmo, não é tudo bonitinho como querem nos fazer crer que pode ser. Mas, também, há um limite para tudo. Ficar mal, se estressar, perder o sono e a paz nos momentos em que deveria estar curtindo a família, os amigos ou a si mesmo é pedir pra sofrer. Não é justo com você nem com eles! Já passamos a maior parte do tempo no trabalho! Ser workholic, se matar e dar o sangue nunca foi sinônimo de competência e só lhe acrescenta um aumento de estafa. É preciso ter tempo para si mesmo, deixar tudo e todos de vez em quando e cuidar apenas de você. Sem essa de que precisa quebrar a cabeça durante o final de semana para solucionar um desafio. Respostas vêm. A mais dura verdade é que somos todos substituíveis. No seu local de trabalho, não vão esperar uma semana para colocar alguém no seu posto quando você sair. A produção não para. Mas, para seu filho, sua esposa, seu melhor amigo, para eles, ninguém pode substituir você. Um dia, pode até ser que esses títulos – cônjuge, amigo, namorado – sejam substituídos, mas nunca a sua pessoa. Só para quem nos ama somos insubstituíveis. No mundo corporativo, não.
Não levar trabalho pra casa não vai te fazer um funcionário pior. Nem incompetente, nem desinteressado ou inferior aos outros. Por vezes, pode até ser o contrário. Tranquilo, calmo, relaxado, talvez produza muito mais ideias e serviço que aquele outro que chega e vai embora de cabeça cheia. Veja bem, essa reflexão não é um convite à incapacidade ou falta de dedicação. Apenas um apelo ao momento próprio, à intimidade, que muitas vezes se deixa de desfrutar por estar com a cabeça repleta de problemas de expediente. Fora dele.  

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