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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

10 razões para não arrumar um emprego – Parte II



Tradução: Fábio Centenaro)

Leia a parte I AQUI

6. Ter um demoníaco mestre bovino
Quando você recorre a um idiota no mundo empreendedor, você pode dar meia volta e ir para o outro lado. Quando você recorre a um idiota no mundo corporativo, você deve dar a volta e dizer: “Desculpe, chefe”.
Sabia que a palavra chefe vem da palavra holandesa baas, que historicamente quer dizer mestre? Outro significado da palavra chefe é “uma vaca ou bovino”. E em muitos jogos de vídeo game, o chefe é um cara mau que você tem que matar no final da fase.
Então, se o seu chefe é realmente um demoníaco mestre bovino, então o que você é?
Então, quem é o maior?

7. Implorando por dinheiro
Quando você quer aumentar sua receita, você tem que sentar e implorar ao seu mestre por mais dinheiro? É bom receber mais alguns Biscoitos Scooby de vez em quando?
Ou você é livre para decidir quanto recebe sem precisar da permissão de mais ninguém além da sua própria?
Se você tem um negócio e um cliente diz “não”, você simplesmente diz “próximo”.

8. Uma vida social inata
Muitas pessoas tratam seus empregos como a saída social primária. Eles saem com as mesmas pessoas do campo de trabalho. Tais relações incestuosas são becos sem saída sociais. Um dia empolgante inclui conversas sobre mudanças na empresa, o atraso do último sistema operacional da Micro$oft, e a inesperada entrega das canetas Bic. Considere como seria sair e conversar com estranhos. Aahhh… Assustador! Melhor ficar onde é seguro.
Se um dos seus co-escravos for vendido a outro mestre, você perde um amigo? Se você trabalha em um ambiente masculino, significa que você nunca vai poder falar com uma mulher acima do nível de recepcionista? Por que não decidir por si mesmo com quem socializar ao invés de deixar o seu mestre decidir por você? Acredite se quiser, há lugares nesse planeta onde pessoas livres congregam. E ainda por cima – são muitos!

9. Perda da liberdade
É necessário muito esforço para domesticar um ser humano para ser um empregado. A primeira coisa a fazer é quebrar a vontade independente humana. Uma boa maneira de fazer isso é dar-lhes um pesado manual de conduta cheia de regras e regulamentos absurdos. Isso leva o novo empregado a se tornar mais obediente, temendo que seja disciplinado a qualquer minuto por alguma coisa incompreensível. Assim, o empregado vai concluir que é mais seguro simplesmente obedecer aos comandos do mestre sem questionar.
Como parte do treinamento de obediência, os empregados devem ser ensinados a se vestir, andar, e assim por diante. Não podemos ter empregados pensando por si mesmos, podemos? Isso levaria tudo à ruína.
Imagine colocar uma planta na sua mesa quando as regras da empresa não permitem. Ah, não, é o fim do mundo! Cíntia tem uma planta na mesa! Chame os carcereiros! Mande-a de volta a outro turno de estéril treinamento!
Seres humanos livres pensam que tais regras e regulamentos são bobos, é claro. A única regra que precisam é: “Seja esperto. Seja bom. Faça o que ama. Divirta-se!”

10. Tornando-se um covarde
Você já notou que os empregados têm uma capacidade infinita de reclamar sobre os problemas nas suas empresas? Mas eles não querem soluções – eles querem apenas descarregar e arrumar desculpas dizendo que é culpa de alguém. É como se arrumar um emprego drenasse todo o livre arbítrio das pessoas e as transformasse em covardes fracos. Se não pode chamar o seu chefe de idiota de vez em quando sem medo de ser despedido, você não é mais livre. Tornou-se propriedade do seu mestre.
Quando se trabalha junto de covardes todos os dias, não acha que isso vai passar pra você? Claro que vai. É apenas questão de tempo até que você sacrifique as partes mais nobres da sua humanidade no altar do medo: primeiro, coragem… depois, honestidade… depois, honra e integridade… e, finalmente, sua independência. Você vendeu sua humanidade por nada, a não ser uma ilusão. E agora o seu maior medo é descobrir a verdade do que você se transformou.
Não me importa o quanto você foi desencorajado. Nunca é tarde demais para recobrar a sua coragem. Nunca!


Ainda quer um emprego?
Se você atualmente é bem condicionado, um empregado bem comportado, sua reação mais provável ao que foi dito acima é ficar na defensiva. É tudo parte do condicionamento. Mas, considere: se o que está acima não tivesse um pingo de verdade, você não teria nenhuma reação emocional. Esse é apenas um lembrete do que você já sabe. Você pode negar a jaula enquanto quiser, mas a jaula ainda está lá. Talvez tudo aconteceu tão gradualmente que você nem tinha notado até agora… como uma lagosta aproveitando um bom banho quente.
Se alguma coisa do que foi dito lhe deixa irritado, isso é um passo na direção certa. Raiva é um nível mais alto de consciência do que apatia, então é melhor do que estar adormecido o tempo inteiro. Qualquer emoção – mesmo confusão – é melhor do que apatia. Se você trabalhar através dos seus sentimentos ao invés de represá-los, você logo aparecerá na porta da coragem. E, quando isso acontecer, você terá a vontade de fazer alguma coisa sobre sua situação e começar a viver como o poderoso ser humano que você deveria ser, ao invés de ser o animal domesticado que você foi treinado para ser.

Feliz “sem emprego”
O que é possível fazer ao invés de arrumar um emprego? A alternativa é permanecer feliz, sem emprego, a vida inteira, e gerar dinheiro por outros meios. Note que você ganha dinheiro oferecendo algo de valor – não tempo – então encontre uma maneira de fazer isso aos outros, e cobre um preço justo. Uma das mais simples e acessíveis maneiras é começar seu próprio negócio. Qualquer coisa que você faria no seu emprego, faça-o diretamente a quem mais se beneficia disso. Demora um pouco mais para começar a andar, mas sua liberdade vale o investimento inicial de tempo e energia. Então, você poderá comprar seus próprios Biscoitos Scooby de vez em quando.
E, claro que tudo o que você aprender no meio do caminho, você pode compartilhar com os outros e gerar mais valor. Ou seja, até os seus erros podem ser monetizados.
Um dos maiores medos que você vai se deparar é não ter o que oferecer aos outros. Talvez como empregado e sendo pago por hora é o melhor que você consegue fazer. Talvez você não valha tanto. Esse tipo de pensamento é totalmente parte do condicionamento. É absolutamente sem sentido. Assim que você começar a deixar a lavagem cerebral de lado, você logo vai notar que possui a habilidade de oferecer enorme valor aos outros e que as pessoas vão pagá-lo de bom grado por isso. Só há uma coisa que impede que você veja isso – medo.
Tudo o que você precisa é coragem para ser você mesmo. O seu real valor está enraizado em quem você é, não no que você faz. A única coisa que você precisa fazer é expressar o seu EU para o mundo. Você já ouviu todo o tipo de mentiras do porquê você não pode fazer isso. Mas nunca irá conhecer a verdadeira felicidade e realização até que consiga coragem para fazer isso.
Na próxima vez que alguém lhe disser “arrume um emprego”, eu sugiro que responda assim como Curly: “Não, por favor … isso não! Tudo menos isso!”. Depois, lhe dê um soco bem no meio do nariz.
Você já sabe lá no fundo que arrumar um emprego não é o que você quer. Então, não deixe que lhe digam o contrário. Aprenda a confiar na sua intuição e sabedoria, mesmo que o mundo inteiro diga que está errado e que está sendo burro. Daqui a muitos anos, você vai olhar pra trás e ver que essa foi uma das melhores decisões que já tomou. 

Copyright © 2006 by Steve Pavlina

SEÇÃO EXCEPCIONALMENTE

Na seção “Excepcionalmente” apresento textos de outra autoria, mas que calam fundo em meus valores.

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