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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ano Novo, Estima Nova



Tudo à sua volta pode lhe prejudicar. Ou, tudo à sua volta pode lhe favorecer. A escolha é sua. E esse é um fato, bem como, colocarmos a culpa e a responsabilidade por nossos problemas e dificuldades nos outros.
Não assumir a culpa é um artifício que os humanos têm para tentar manter a estima elevada ou, a consciência tranquila. Não dá certo. Nossa consciência (ou inconsciência) sabe exatamente o que precisamos e a parcela de responsabilidade que nos cabe. O problema é que, com as dificuldades, vertemos sentimentos negativos a nós mesmos e, com isso, maculamos nossa autoestima.
A autoestima é indispensável, afinal precisamos estar sempre em primeiro lugar. Não significa trapacear, nem subestimar o outro, nem ser orgulhoso ou egoísta, significa apenas o que eu disse. Estar em primeiro lugar é se amar, independente de culpa, acusações ou qualquer fatalidade externa. É conhecer-se, a ponto de evitar o que lhe faz mal e quem lhe faz mal, se esta for uma variável. Estar em primeiro lugar é colocar-se do seu lado, destacar seus pontos fortes, trabalhar os fracos, entender sua coragem em seguir, ou parar, quando há um motivo muito forte para isso. Respeitar-se. E tudo isso compõe a autoestima, o amor próprio, autoconfiança e nossa motivação para prosseguir.
Quem acha que pode ter autoestima e seus derivados atropelando a felicidade alheia está muito enganado. Porque ela vem, sobretudo, de um indizível bem estar consigo mesmo. E é esse bem estar que o coloca automaticamente de bem com os outros, com o universo, com tudo à sua volta.
Quando se está deprimido, a tendência é ver tudo em tons cinzentos, negros, escuros. Nada parece mais ter brilho, porque a nossa própria alma se esqueceu do brilho que ela tem. Ao contrário, você já notou como uma coisa boa vai puxando outra coisa boa e, assim, numa espiral sem fim? O mesmo se dá com as coisas ruins. Vêm todas juntas numa onda que vai se tornando cada vez maior e consumindo nossas forças. Será mesmo maré de sorte (ou azar)? Ou simplesmente nossa sintonia, que vendo nossa (in)satisfação pessoal, trata de transformar logo tudo em coisas semelhantes, atraindo mais e mais a mesma energia e transformando nossos dias em dias tão prósperos ou tão infelizes?
A autoestima faz milagres por nós mesmos. Não dá para explicar como, por vezes, fatos como colocar uma roupa confortável após o banho e jogar uma água de cheiro podem causar prodígios. Mudar o corte de cabelo, comprar uma coisa que queria há tempos, emagrecer, arrumar os dentes, ou mesmo coisas que passem distante da ilusão material, como reconhecer-se no espelho como alguém admirável, perdoar-se, livrar-se de uma mágoa de tempos – coisas tão comuns, cotidianas, mas que ocupam um espaço imenso na gente!
Cada vez que o espelho lhe diz que está gordo e seu valor é a magreza ou que alguma atitude lhe atinge naquilo que procura preservar, são como gumes a arrancar nacos da sua autoestima, revirando fundo e causando feridas que podem demorar a cicatrizar se você não souber como acalmá-las. Fatores superficiais, que só lhe atingem se permitir, não aceitando a si mesmo como é nem respeitando seus limites, não se autoconhecendo nem ouvindo a própria voz; ao contrário, buscando alcançar padrões inalcançáveis e distantes, iludindo-se com causas tão externas e comezinhas, afastando-se do seu eu verdadeiro.
No entanto, há um segredinho básico: quando fazemos somente o melhor, recebemos somente o melhor. Mesmo com abalos e traumas imprevistos, nada poderá desmanchar nossa autoestima, se a estamos protegendo no máximo de nossa busca. Seja cuidando de si, do emocional, libertando-se do lixo mental e sentimental, acreditando em sonhos, não se deixando contaminar pelas maldades do mundo. Estar com a estima em alta nada mais é do que ter fé em si mesmo; fé de que tudo vai melhorar e que nunca nada esteve tão certo. E o melhor de tudo é que dá pra começar a qualquer tempo, regando a sementinha do amor próprio e podando as ervas daninhas do medo, do ciúme, do individualismo, tudo aquilo que nos deixa feios. Porque feiura não diz respeito somente a um padrão externo. Tem gente que é tão feia por dentro que chega a exalar “cheirinho”. Os mais sensíveis podem ver além de olhos verdes, silhuetas esbeltas e traços dinamarqueses. E, que dizer dos olhos inescrutáveis de Deus, por Quem nada passa?
Ter autoestima é necessário, faz bem, é simples, faz diferença. Quem tem autoestima carrega um sol dentro de si a iluminar a própria vida e a dos outros, sempre com a aura de positividade. Luz que leva a bom termo tudo que em sua vida conduz. Portanto, se há algo em você que não está gostando agora, mude, não perca mais tempo com lamentações estéreis. A nova e melhor pessoa que você pode vir a ser vale sempre qualquer esforço, e não importa quando a transformação comece – somos atemporais!
E isso vale desde um regime até aquela raiva desmedida que sente da colega que parece ter nascido virada pra lua e tem sorte em tudo. Quem sabe o segredo dela não é justamente uma autoestima confiante, cheia do sol interior, mesmo que os outros lá fora digam que está fora de forma?
Quando nos amamos, transparecemos isso no rosto, nos olhos, na jovialidade do semblante, que transborda. Há uma beleza indescritível, sutil e poderosa em quem está sempre de bem, como a adocicada energia das pessoas apaixonadas, só que ainda mais pura e calma, pois carrega uma certeza no olhar e leveza no coração.
Fazer parte desse rol só cabe a cada um. Aproveite as energias de esperança com as quais imantamos nosso final de ano e se vista de luz para o ano que se aproxima. Cada novo dia é uma oportunidade rica e insaciável de amarmos cada pedacinho nosso e transformar todos os nossos desejos em realidade. Não se esqueça disso a próxima vez que olhar no espelho; basta querer para começar a sua mudança.

Feliz estima nova!

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