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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Desaprender



É necessário, muitas vezes na vida, desaprender.
Desaprender padrões, lições enganosas, equívocos, traumas; e isso é mais difícil do que aprender.
Desaprender o apego rígido ao que nos parece certo.
Desaprender o que fomos ensinados, mas nos frustra, por não encontrar eco em nossos espíritos.
Desaprender a querer vencer a todo custo e avaliar vitória como pódio.
Desaprender a competir.
Desaprender a julgar, aferir e ser juiz dos outros ou de si mesmo.
Desaprender o elevado e inútil conceito sem conhecimento de si, com ego e sem verdadeira autoestima.
Desaprender os papeis de homem ou mulher sociais e incorporar o papel de ser humano.
E, como é raro desaprender... Mesmo reconhecendo erros e situações inoportunas, seguimos naquilo que já somos, não fazendo esforço para aprender coisas novas, adotar novos hábitos, deixar um pouco de lado nossa razão orgulhosa e procurar ver com os olhos do coração. Não desaprendemos o orgulho, não desaprendemos o medo, não desaprendemos o negativismo, e continuamos cheios de amarras que não nos permitem ser felizes. Não desaprendemos o mau exemplo recebido, não desaprendemos o vício encetado na adolescência, não desaprendemos a manta de superioridade herdada do pai nem a maledicência legada pela mãe.
Desaprender é um dos processos mais constantes, meritórios e extenuantes da vida. Afinal, se não desaprendêssemos a nos desligar do todo, jamais chegaríamos a ser um. Esse “um”, o qual, orgulhosamente nos reconhecemos e podemos viver novas experiências, aprendendo e desaprendendo sempre.

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