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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Já é dezembro outra vez



                                 
Casas cheias de luzes pisca-pisca me contam que o ano passou depressa e se aproxima o Natal. Já é dezembro outra vez e eu nem senti o tempo passar: onde meus sonhos do ano passado, onde meus pequenos eternos conflitos de fevereiro, onde eu mesma nesse ano que acaba? Ele traz a delícia de novas metas, novos planos, mas a dor de ver os anos passarem, todos, sempre, muito iguais. Ou, quem sabe, sejam os desejos que sempre foram muito parecidos?
Já é dezembro outra vez e a promessa do mar faz sorrir; o Natal próximo traz a sensação boa de família unida com a árvore aparecendo da janela da sala. No entanto, não posso evitar uma tristeza de fundo. É uma tristeza pelas coisas do mundo, por tudo que foi quebrado, pelos planos que não deram certo, por aqueles que ficaram pelo caminho. É uma tristeza humana, plausível; por ver “o fim do mundo” em cada tragédia distante, em cada ato de violência, e não em uma simples profecia maia. Já é dezembro outra vez e, pelo menos agora, tenho a delícia de suas manhãs. Manhãs quentes, exigindo areia nos pés e sol no coração; levando o cansaço e trazendo de volta a esperança, lavando nossa alma e dourando-a com gostinho de água do mar. Dezembro é meu mês preferido do ano. Promove férias, mais tempo, menos pudor para admitir que algumas coisas não deram certo mesmo. Promove aquele espírito de esperança, aquela vontade de recomeçar, confraternizações e viagens e a aguardada espera pela véspera de Natal. E, como já é dezembro outra vez, vou lá fora, que a vida me espera. Lavar a alma, sujar os pés na areia, marcar pegadas, sentir o vento no cabelo, sonhar de novo, sorrir pra ela. Porque é assim que encontro a graça de viver.   

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