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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tô tão carente...


Mas não posso confundir isso com entregar meu coração a qualquer um... Tem horas que parece que qualquer pessoa serve, mas no fundo de minha alma, espero alguém em especial, mesmo sem saber ainda quem é essa pessoa.
Tô tão carente e sinto falta de todas aquelas pequenas coisas, como abraçar alguém e não meu travesseiro, e ter alguém para pensar logo ao amanhecer. Mas, a minha carência não é a minha cegueira e eu vou resistir até a pessoa certa aparecer...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



A pior insegura é aquela que beija o namorado na sua frente... 

porque ele está olhando pra você.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quero me apaixonar


Quero voltar a andar nas nuvens, sonhando com você.
Quero alumiar meu rosto com um sorriso bobo nas horas mais impróprias do dia.
Quero vibrar de felicidade a cada encontro, cada vez que você pegar na minha mão. Dormir e acordar sorrindo por você.
Quero aquele frio na barriga e a ansiedade da primeira vez em cada beijo que você me der. Quero o resgate da primeira vez que me senti assim... apaixonada...
Quero cantar The Only Exception pra você, para que entenda pura e simplesmente que VOCÊ é minha única exceção...
E deitar ao seu lado na grama para ficar olhando a imensidão do céu azul ou estrelado...
E descobrir a cada dia uma razão para viver em seus olhos, seu sorriso e entre seus dedos...
Quero passar uma noite ao relento, nós dois deitados na areia, apenas para apreciar o orvalho da madrugada ao som da maresia...
Quero me apaixonar como adolescente, sentir as borboletas no estômago e acreditar que nosso amor é pra sempre enquanto estou com você. Não importa se não for...
Quero a segurança de um ombro confiável, de um melhor-amigo-namorado, de uma lágrima calada com um beijo e também de brigas, para ter o entusiasmo da reconciliação...
Não quero alguém ideal... Não quero alguém perfeito... Não quero uma criação mental... Eu só quero você... Você, que não sei quem é, mas sei que existe. Você, que também espera por mim... Pois também sou sua única exceção...
Quero me apaixonar... E voltar a acreditar que exceções existem... Que as coisas boas acontecem e que amores sempre são pra sempre. Mesmo sendo exceções...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gênero: expressão biológica


O passar dos séculos instituiu comportamentos, modos de pensar e agir divididos por gênero. Classificaram-se socialmente os atributos ideais para homens ou mulheres, sendo que aqueles seres humanos que não se enquadram em tais estereótipos, são considerados diferentes, estranhos e então, reclassificados.
Antes de o bebê nascer, já se converge seu gênero em preparativos: roupas e acessórios azuis ou rosas. As coisinhas para as meninas são mais delicadas e para os meninos, mais agressivas, como se quisessem expressar atitude.
- Ele bate como uma garota!
- Ela age feito um menino...!
Nunca soube me encontrar nesse complicado universo dos gêneros. E isso vem de longe, desde criança. Não gostava de vestidos, demorei a descobrir a maquiagem, só andava com garotos, as meninas pareciam não me entender, nem eu a elas.
- Você é um menino gay num corpo de menina – disse um amigo certa vez, com a propriedade de quem conhecia muitos meninos e meninas “trocados”.
O tempo passou, já sei me equilibrar num salto, tenho vestidos lindos e aprendi a fazer maquiagens perfeitas. E tudo por gosto mesmo, não me forço a ser aquilo que não sou. Mas, eu ainda não consigo condenar um carinha que se depila (conheço vários, principalmente por causa da natação e do futebol) ou tira a sobrancelha. Creio que o homem deva realmente se abrir para o cuidado pessoal, sem se preocupar com o que vão achar dele. Pois a sociedade suscitou durante anos que o homem pode ser feio, barbudo e mal acabado, enquanto a mulher precisa estar sempre impecável. E, infelizmente, as pessoas ainda estão ensinando isso a seus filhos e filhas.
Do mesmo modo, uso bermudão e tênis, falo palavrão quando necessário e me dedico volta e meia a coisas que já foram consideradas estritamente masculinas. Continuo ficando linda de baby doll ou maquiagem e nada que eu faça afeta a minha feminilidade.
Defendo a expressão do que cada um é, desde que não prejudique o vizinho. Entretanto, não apoio as expressões falsas de si mesmo, que muitos fazem convictos de que estão arrasando. Muita gente incorpora no jeito de ser e vestir um tão alto grau de ridículo que é quase difícil acreditar em tanta falta de senso. E há ainda aqueles que se forçam, experimentando gostar de coisas, esportes, atividades as quais não se sentem identificados verdadeiramente, com o intuito de arraigar tais características em seu ser para mostrar aos outros, porém sem sentirem isso em sua essência. Mentem para si mesmas ou se iludem.
Não é difícil notar que para um homem ser bonito, ele, na maioria das vezes, carregará um ar feminino no semblante, enquanto uma mulher com feições de homem, geralmente é uma mulher feia. Os papeis de um e outro já estão definidos e são consideradas exceções os pais dedicados, as mães que sustentam a casa enquanto o marido cuida das crianças e os garotos que querem guardar sua virgindade para alguém especial. As diferenças entre homens e mulheres se estendem a todos os liames sociais. Sempre foram associadas a um traço cultural e difundidas de geração em geração, como se fossem realmente expressivas as discrepâncias de um e outro. E, cerebralmente falando, não há nada essencialmente relevante separando homens e mulheres. O gênero é apenas uma expressão biológica. Porém, uma expressão biológica que pauta comportamentos e reações esperadas, devido a uma construção cultural.
Não há nada fisicamente incapacitante que proíba o homem de realizar serviços domésticos e, embora de compleição mais frágil, a mulher também pode fazer serviços braçais. Ambos possuem as mesmas capacidades, limites e desejos; são seres humanos em evolução e com inteligência para receberem valores, conceitos e preconceitos. O que difere os homens e as mulheres de verdade está na mente de ambos.
De alguns anos para cá, há uma nova geração andrógina, que distorce a visão tradicional que temos e confunde os mais conservadores. Esse movimento de androgenia serviu para quebrar um pouco aquele outro modelo usual, ainda que com base no choque. As novas gerações parecem não ligar tanto para o gênero, abrindo-se para conhecer homens e mulheres com a mesma propriedade. Isso os rebaixa à medida que o fazem movidos exclusivamente pelo instinto sexual. Mas, isso enaltece aqueles que simplesmente se permitem amar, sem ficar olhando tanto para o quem. Amam a essência, a pessoa, e não a figura que possam estar a representar, com comportamentos já estudados, acentuando características que dizem que homem ou mulher deve ter. Alguns homens são meigos, algumas mulheres são brutas, há rapazes delicados e nem sempre eles são gays.
Observando o comportamento humano, não é difícil perceber que não há características específicas de homens ou mulheres, e sim tendências, e que o que faz cada ser humano único é justamente isso. O machismo fez acrescentar uma dose extra de meiguice às mulheres e praticidade aos homens, contudo não são todos que os têm. Isso varia de pessoa para pessoa, independente do sexo. E alguns podem se sentir fora de enquadro por conta dessa ideia pré-concebida.
Não sou grande apreciadora de Pitty, mas aqui preciso encerrar com um trecho de uma música dela:
Seja você
Mesmo que seja estranho
Seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro...

Ser você mesmo é a única forma de ficar em paz consigo mesmo e tentar ser feliz como é.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Neste ano te desejo... IMPESSOALIDADE


Você se deixa levar pelos outros. Se a pessoa está irritada, você fica irritada. Se a pessoa lhe diz algo de que não gosta, você se fecha e se machuca. Ora, não podemos ficar à mercê das influências das pessoas! Nós somos o comandante do nosso corpo, de nossa mente, de nosso espírito. A nós mesmos, temos de impor a nossa vontade acima de tudo! Se alguém pensa diferente de você, precisa aprender a entender que cada um tem o direito de ser e falar o que quiser. Você não pode se deixar influenciar pelos outros. Precisa aprender a ser firme, a ser dono de seus pensamentos e não permitir que a energia dos outros invada você de maneira tão fácil. Precisamos criar nossas barreiras energéticas para combater a negatividade do mundo. Está na hora de criar um campo magnético positivo ao seu redor, a fim de ter consciência do seu poder de reger a própria vida. Pelo fato de gostar de alguém é que precisa ser impessoal. Muitas pessoas confundem impessoalidade com frieza de sentimentos. Não é nada disso. Impessoalidade é não se misturar à energia do outro. Se o outro não está bem, eu preciso estar bem para ajudá-lo. De que adianta eu também ficar mal? Vai ajudar em quê? A coragem de se ver e de se bancar é o segredo da evolução.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Raiva


Quem disse que é errado sentir raiva? Quem disse que temos que condená-la, escondê-la e reprimi-la?
Para que nos expressemos, não é necessário agredir ninguém. Basta que sejamos sinceros com aquele que nos ofendeu, devolvendo o ato em forma de esclarecimento para que nosso irmão tenha a oportunidade de revê-lo. Se você me ofende e eu sinto raiva, não devo me calar, pois que, calando, transfiro para o meu corpo o que poderia ser devolvido ao universo em forma de expressão.
Não devemos guardar a raiva. Devemos sempre expressá-la de uma forma saudável, de preferência falando, colocando-nos diante de nosso ofensor e expondo a ele a nossa insatisfação. E isso, aliás, deve ser feito com qualquer sentimento, não apenas com a raiva. Se resolvemos as mágoas, as tristezas, os medos; se assumimos o que sentimos, em vez de tentarmos nos enganar, mentindo para nós mesmos que não nos deixamos dominar por nenhum sentimento que costumamos denominar de ruim ou feio; se compreendemos porque sentimos, então estaremos prontos para nos modificar para melhor. Só assim poderemos manter nosso organismo em perfeito equilíbrio.
Não se domina um sentimento fingindo que ele não existe. Quem assim age apenas mascara o sentimento, mas ele permanece ali, escondido, latente, sendo reprimido, quando deveria ser compreendido e externado. E todo mundo já sentiu raiva e outros sentimentos considerados menos dignos. Porém, recalcá-los não é a maneira mais sábia de lidar com eles. Aprender a se expressar sem ferir ninguém é um desafio constante, que devemos exercitar a fim de aprender a fazê-lo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O garoto que eu quis conhecer



O garoto que eu quis conhecer teve um nobre coração. Era filho amoroso, irmão dedicado, preocupado com a vida e o planeta em que vivemos.
O garoto que eu quis conhecer pensava nos outros antes dele mesmo. Uma alma generosa, um espírito abnegado.
O garoto que eu quis conhecer não se sentia parte desse mundo. Não compreendia o capitalismo, o sistema, a inveja descabida, a louca luta por dinheiro...
O garoto que eu quis conhecer era lindo por dentro e por fora. Possuía aquele brilho inexplicável em seus olhos muito verdes, como se neles houvesse uma verdade que só ele sabia.
O garoto que eu quis conhecer com freqüência entristecia-se com as coisas do mundo. E quando percebia que tanta gente não ligava , ele ouvia Hey, Jude e então se consolava...

“E sempre que você sentir angústia
Ei, Jude, cante o refrão
Não carregue o mundo em seus ombros

E você bem sabe que é um idiota
Quem se faz de indiferente
Deixando este mundo um pouquinho mais frio...”

O garoto que eu quis conhecer não sei descrever. Porque é tão difícil escrever sobre o que sentimos, quem amamos e aquelas coisas guardadas em nossos corações. Para mim parece tão fácil escrever sobre tanta coisa, mas todas de ficção ou hipotéticas. Nas reais, eu patino, e não há muitas linhas com a intensidade, profundidade e forma que elas merecem... Por isso, não posso escrever sobre o garoto que eu quis conhecer, River Jude Phoenix.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Nada mais que a verdade...


Li isso em algum lugar, e é real. Se falássemos a verdade, somente a verdade, em todas as situações, todas as relações cairiam. É necessário algum tato, polidez, discrição ou o nome que for... Não se trata de mentir. Não se trata de ser falso ou hipócrita. Não se trata de ser omisso. Trata-se de transparência.
Experimentei por um dia ser absolutamente franca, dizer as coisas na cara, sincera, e não grosseiramente, e o resultado foi péssimo. Ninguém está preparado pra sinceridade. Por mais suave que você seja, confundem isso com antipatia; ofendem-se, se afetam. Não ouvem com os ouvidos, mas com o orgulho, com o ego, com os brios, e qualquer palavra que ultrapasse essa barreira é tomada como ataque pessoal, como inimizade em potencial. Tenho a teoria de que estamos muito seguros de quem somos e onde estamos e quando algo ameaça isso, de que forma for, o medo nos faz reagir, tais quais feras indefesas. E a sinceridade é uma grande ameaça. Ela ameaça essa falsa crença de si mesmo, a estabilidade que tardou a ser conquistada; ameaça a verdade de que estabilidade não existe. Ameaça a verdade de que, sim, também erramos, e de que possuímos muitos defeitos não vistos ou que não queremos ou podemos corrigir.

E a verdade, a sinceridade, quando absolutamente clara, franca, desinteressada, construtiva, vem como um bisturi, que é capaz de cortar, porém para produzir alguma cura por dentro, em um nível que não podemos ver...

As pessoas não estão preparadas para a verdade porque estão acostumadas a fingir. Fingir para si mesmas, para a vida, para as outras; serem polidas e educadas; contarem mentiras brandas e aceitarem outras de volta. Algumas pequenas inverdades são mesmo necessárias para tocar a vida em frente, sem grandes altercações. Porém, é de bom tom começar a dizer verdades a si mesmo. Quantas vezes vejo as pessoas pecando na ilusão da auto-afirmação, querendo convencer mais a si mesmas que a qualquer outro de qualidades que gostariam de ter... Dizer verdades a si mesmo não dói; é admitir-se incipiente em algumas coisas, bom em outras; ainda que sejam temporárias, pois que nada é permanente. A auto-crítica, auto-desprendimento; o coração e não o ego, são as grandes bússolas e que possuem sempre as mais sinceras respostas. Eles podem nos levar às mais inimagináveis verdades se apenas dermos uma chance de ouvi-los.
Agora, quanto a ser franca com as pessoas... Qualquer pessoa inteligente sabe que há, no mínimo, duas formas de dizer qualquer coisa... E que só é curto e grosso quem é egoísta, incapaz de se colocar na pele do outro. Nada justifica um cliente descontar seu dia frustrado em um atendente; ainda que o atendimento seja desprezível, você se nivela ao outro quando passa a agir como ele. E, acima de tudo, a verdade está em si mesmo... Mesmo nas dúvidas, a verdade emerge como uma estranha certeza em nosso íntimo. Mesmo nas sombras, a verdade sempre se faz luz. E se agirmos com ela, nunca nos faltará, pois só recebemos uma mentira quando não queremos ouvir a verdade. E, fatalmente, todas as ilusões caem com o tempo, pois a verdade é o estado natural de todas as coisas...