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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nossa marca nas pessoas



Nunca podemos saber exatamente a dimensão da marca que deixamos nas pessoas. Sabemos que as que permanecem em nossas vidas com certeza são aquelas que ocupam papéis insubstituíveis desde o momento que nascemos: pai, mãe, irmãos, avós. As demais, são impermanentes. Chegam, saem, se vão, voltam, morrem, partem para sempre, não sabemos. Mas, como diz aquela velha frase “Cada pessoa que passa por nós, chega só, mas não vai a sós: deixa um pouquinho de si com a gente, leva um pouquinho de nós”. Creio que essa frase seja muito verdadeira. Porque, parei pra pensar, eu realmente não sei a marca que deixei nas pessoas que passaram pela minha vida. Todas elas seguem com suas vidas e eu com a minha, mas volta e meia eu me lembro de palavras, códigos, brincadeiras, momentos... Me lembro de algo que foi muito incrível enquanto aconteceu, de lágrimas, de tanta coisa boa ou ruim... E nessas horas eu lembro da pessoa com uma respeitosa saudade, com aquele desejo terno e triste de voltar a ter aquele momento... E muitas delas nem sabem dessa minha lembrança, dessa minha vontade, dessa saudade que ficou... Então, eu reflito ao mesmo tempo se elas se lembrarão de mim... De alguma coisa que fiz ou que disse, de algo que marcou para elas, de uma imagem, um gesto, uma careta, uma carta. Porque, ao analisar aquilo que me marcou em cada pessoa, vejo que são coisas que elas nem devem imaginar... Coisas pequenas, como o sapo de dobradura que um paquerinha me deu anos atrás ou a print que ele tirou de um porco espinho com o meu nome (porque uma vez estávamos conversando e apareceu um porco espinho). O que me marcou no menino que mais fui apaixonada no tempo de escola foi o abraço que recebi dele após alguns meses sem vê-lo. O que me marcou em alguém que muito amei foi o toque no meu telefone residencial (em uma época que não tinha identificador de chamadas) uma noite após passar Titanic na TV. Era o nosso filme. O que me marcou no garoto que eu nunca esqueci foi ele ter me dito “Te amo, garota” em um momento que eu estava em lágrimas. O que me marcou no meu último namorado foi um dia que ele teve que sair correndo pra aula e estávamos no restaurante, então ele me olhou, assenti com o olhar e ele me estalou um beijão na bochecha, diante de todos. Sabe, são pequenas coisas. Não é a declaração que uma rua inteira parou pra ver, nem passagens pra Paris nem um presente caro. É aquele bolo que sua amiga fez pra te esperar. É aquele cartãozinho rabiscado que seu sobrinho te deu de Natal. É aquele olhar em que o silêncio falou. Essas coisas...
Não sei que marcas eu deixei nas pessoas... Não sei se deixei marcas... Mas, às vezes, eu fico curiosa e nesse momento, em que as lágrimas falam por mim, eu só desejo que cada um esteja bem. No seu caminho.


domingo, 27 de maio de 2012



Ninguém sofre por amar demais. As pessoas 

sofrem por serem amadas de menos.

sábado, 26 de maio de 2012

Fiz uma música para nós, garoto



Fiz uma música para nós
E o refrão dela é assim:
Quando nossa energia fechar
Seu coração volta pra mim.
Cada nota foi uma prova
Cada verso uma emoção
Em cada acorde eu dedilhei um sonho
Fechei os olhos e entoei o refrão.
Cada bater nas cordas despertou saudade
Cada fechar de olhos me trouxe você
Cada palavra não foi em vão pronunciada
Eu sei que a gente ainda vai ser.

Oh, garoto, só você
Me deu um beijo que me fez pensar
Eu não te amava quando estava contigo
Por que então agora fui me apaixonar?
Oh, garoto, só você
Me fez chorar, me fez sorrir
Me lembro de você me cativando
Depois me lembro de te ver partir...

Fiz uma música para nós
E cada nota um momento me trouxe
Em cada plano uma lágrima amarga
Em cada esperança um sorriso doce.
Porque em meu peito uma graça se renovava
De um novo tempo para eu e você
E depois de tudo, da dor que a ausência cavava
Se repetia aquela frase enigmática
“Eu sei que a gente ainda vai ser”.

Fiz uma música para nós, garoto
E sei que um dia dela vai se lembrar
Pois cada verso tem um abraço meu
E um contido desejo de ao teu lado estar.
Fiz uma música para nós, garoto
Eu sei que você queria estar aqui
Apaixonado, perdido em meus braços
Mergulhado em sentidos, beijos e abraços
E quando seu coração voltar
E nossa energia fechar
Ainda estarei aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Tão perto, tão longe...



Aqueles que não mais verá fisicamente, mas os sente em seu coração.
Aqueles que não sabe por onde andam, mas dentro de você permanecem inalterados, como na última vez que se viram.
Aqueles que simplesmente se afastaram e a saudade traz de vez em quando.
Aqueles que estão sentados ao seu lado e nunca significarão tanto.
Aqueles que você pode tocar o corpo, mas não o coração.
Aqueles que estão pertinho, mas mantém a mente longe.
Aqueles que estão longe, mas os sente bem pertinho.
Tão perto, tão longe... A física pode se enganar, sim.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tão nostálgica...




Mergulhando em poços escuros de saudade daquilo que não pode ser...
Relembrando momentos, palavras, que já não pode trazer...
Vasculhando o significado de fatos que não pode entender...
Procurando o sentido em retratos do que não vai mais acontecer...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Essa vacuidade




Oh, essa vacuidade
O tédio, o vazio
A desilusão da lembrança dos sonhos quebrados
A vacuidade que ora se preenche com atividades
A vacuidade que ora se preenche com multidões
Mas, por dentro, tudo continua vazio
É como se chovesse no interior da alma.
Por vezes, encontramos alguém que pode suprir temporariamente essa nossa vacuidade. Transferimos projeções e carências para a pessoa e a tornamos responsável por nossa felicidade ou insucesso. Só que este alguém também tem sua própria vacuidade não trabalhada e talvez, se a sintonia não fechar, ela não ache sua completude em você. Acontece.
Essa vacuidade nos contempla, como se fôssemos feitos de argila. Tem horas que há um vazio tão grande que nada parece capaz de preenchê-lo; não tem jeito: crise existencial.
Essa vacuidade que nos invade; a ausência de sentidos – o não sentido de viver. A impermanência de tudo, a artificialidade do que deveria importar, a profundidade do que não deveria importar tanto assim; a indiferença de quem se considera; a consideração de quem se ignora.

Oh, vacuidade, preenche minha alma de dor por ter mergulhado nesse mundo de trevas, onde reina a incompreensão, pois eles simplesmente não se importam... Cada um vive a sua própria vacuidade, tentando supri-la de todos os jeitos, usando uns aos outros na vã esperança do alívio de sua própria ausência de sentido.

Se isso te consola, ninguém é feliz pra sempre. Muito poucos os que são felizes ao menos um pouco, também. A vida é uma canção triste com algumas notas doces. Olhar pra trás sempre pode trazer dor, saudades, arrependimento e a sensação de que poderia ter sido diferente. É normal. É normal não lembrarmos que lá atrás também houve a vacuidade, traduzida no medo, na incerteza, na dúvida do futuro. Os dias mais felizes também foram precedidos de choro e ranger de dentes, pois é um círculo sem fim. Essa vacuidade, esse vazio, nada pode preenchê-los completamente, pois se há pessoas afortunadas na Terra, o homem verdadeiramente feliz jamais foi encontrado. Feridas sangram, e nem sempre bandagens lhe estancarão, mas assim como se vão os dias felizes, também se vão os dias de dor.
Oh, vacuidade, pelo menos uma certeza tu me trazes: eu me importo. Eu amo, eu sinto, eu gostaria de poder amparar. A alegria que tu me mostra ausente não seria utilizada só pra mim. Quisera ser bem melhor.

Oh, vacuidade, nas impermanências do mundo, tu és uma coisa certa. As tempestades de verão se acabam; os amores mais lembrados são os não vividos; a dor lateja, mas um dia cessa; os desejos que ficam são os não realizados; a saudade mais doída é do que não volta; a fé menos vacilante é no que passou e o vazio do hoje é sempre maior do que o de ontem...

Vacuidade, tu nunca irá embora totalmente, é em ti que adquirimos consciência, que refletimos no porquê, que meditamos em um motivo e fingimos assimilar para seguir em frente... Oh, vacuidade...

terça-feira, 22 de maio de 2012

As pessoas se vão



Elas precisam ir. Não importa se vocês se amaram, se gostaram, se apaixonaram, riram juntos, foram felizes. Elas precisam ir.
Não importa se vocês não se gostavam, brigavam, discutiam, se odiavam, não se entendiam... Elas precisam ir.
Não importa se são vizinhos, se trabalham juntos, se conviveram por 10 anos ou 20, se é sua mãe, se é seu irmão. Elas precisam ir.
Não importa se fizeram promessas, se trocaram votos, se se casaram, se assinaram papéis, se lançaram juras, se sofreram juntas... Elas se vão.
Talvez tenham ido com você até uma parte do caminho. Mas, o restante é preciso seguir a sós.
As pessoas se vão. É uma coisa muito certa na vida. De uma forma ou de outra, sempre precisamos estar libertando alguém. Nos libertando de alguém...
Essa ida alheia pode não ser em um sentido literal. As relações mudam. As pessoas se mostram. O amigo que você admirava se foi. Há outro em seu lugar. Não o culpe. Ele precisava ir. A pessoa que você se apaixonou nunca existiu. Não a culpe. Ninguém tem culpa da sua projeção.
As pessoas se vão. Elas precisam ir. Nós mesmos já fomos embora muitas vezes. Para alguns, nunca mais voltamos; para outros, voltamos sem perceber. Não há controle, não há o que entender; pessoas vêm, pessoas vão; nós mesmos partimos e chegamos e ainda faremos isso por muitas vezes. Viva e deixe viver. Siga e deixe seguir. Tenha a confiança necessária de que nada vai totalmente, alguma coisa sempre fica. Tenha o desprendimento necessário de saber que o laço mais forte de todos é o da liberdade.

Onde estará? Como estará? Lembrará de mim? Faz 10 anos que não lhe vejo...

Apenas lance seu coração. Porque a pessoa precisava ir e você precisa seguir também. Ninguém está com alguém para sempre o tempo todo. Só você estará consigo em cada um dos seus momentos, do início ao fim.
Deixe ir. Pode ser que um dia volte.
As pessoas se vão, elas precisam ir. As outras pessoas têm outros caminhos...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mais um dia se vai sem a tua resposta



Mais um dia se vai sem a tua resposta
Sem que o telefone toque e eu possa ouvir sua voz
Como é triste passar as horas nessa incerteza
Como dói tentar amar quem não pensa em dispensar amor
Nessas idas e vindas de solidão
Cada minuto que passa é muito sem teu calor
Ah, como eu queria te ter bem aqui do meu lado
Segurar na tua mão, olhar nos teus olhos e mostrar o quanto eu te quero
Reter-te em meus braços e em meu coração
E com meus lábios fazer uma jaula de beijos para tua prisão
Fica comigo
A noite está muito fria para passá-la sozinha.

Alguém que faz meu peito acelerar
Levando de mim o medo da solidão
E quando estou contigo sinto-me viajar
Xeque-mate no meu coração.

2009

domingo, 20 de maio de 2012

Bilhetes trocados em aula



Há uns dois ou três anos atrás...

KELLY: Eu reafirmo que a vida vai providenciar o reencontro e não podemos forçar nada. =]
COLEGA: Pois é...
Eu me sinto inapto a retomar uma relação, seja ela qual for com ele. Ele está “bem”, trabalhando, estudando, levando o que se entende por “vida correta”... E eu aqui, sem grana, foco, emprego, amor...
Também não sei se tenho capacidade de perdoar agora... mas isso me corrói. Ficar longe dele, mas o lembrando...
Ontem iniciei a escrever uma peça de teatro sobre nós.
KELLY: Colega, eu li uma frase nesse livro que vc vai ler que eu guardei pra minha vida: “VC ESTÁ MUITO INSEGURA EM RELAÇÃO À VIDA. O QUE É PARA SER NOSSO, NINGUÉM TASCA. BATALHE PELO QUE QUER E CONFIE.” Tudo isso que você descreveu (grana, emprego, foco) É O MOMENTO. E tens tudo nas mãos para mudar. Pense nisso! ;D

sábado, 19 de maio de 2012



O que me mata de agonia é esse medo que as pessoas têm de viver. Esse mergulho nas coisas do mundo, essa fuga do mundo dos sonhos, esse desejo de vida que não sai do imaginário. O que me mata é ter muito amor para dar e pessoas não disponíveis a recebê-lo, a vivê-lo até o final, a arriscarem. É tentar dizer que gosta de alguém, que quer viver esse sonho e ver a pessoa fugindo das coisas antes de acontecerem. É ver gente pulando fora do que poderia ser incrível por ter “medo de se machucar”. É ver gente existindo fingindo que vive. O que me mata de agonia é sentir falta de gente de verdade. Que arrisca tudo, que vai até o inferno, que se entrega, que cai porque sabe que vai levantar. De gente que mergulha, que se afunda, que tenta, que crê, que ousa. O que me mata de agonia é essa gente se protegendo... De se ferir? Não, de viver...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu podia ter sido muito mais pra você



Eu podia ter sido muito mais pra você.
Podia ter sido melodia, brisa no rosto
Podia ter sido apoio, abraço, carinho
Podia ter sido refúgio, momento, segredo
Eu podia ter sido muito em teu caminho.
Podia ter sido teu hino, teu filho, tua lágrima, tua cor
Podia ter sido teu beijo, desejo, sexo e amor
Eu podia ter sido a canção triste que reflete ao fim do dia
Podia ter sido beijo longo e saudoso ao anoitecer
Podia ter sido afeto, prazer a cada hora
Podia ter sido o sentido para o teu amanhecer.
Eu podia ter sido muito mais na tua vida
Podia ter sido o colo que você sonha e não tem
Podia ter sido o ombro que você procura e não acha
Podia ter sido a resposta que você espera e não vem.
Podia ter sido o silêncio, podia ter sido o desabafo
Podia ter sido teu tudo, teu nada, teu destino
Eu podia ter sido, mas tu não quisestes nada
Eu podia ter transformado em homem esse menino.
Que teus sonhos não tenham te iludido
Que tua escolha não tenha te ludibriado
Que teu sorriso não canse na curva do caminho
Que teu ideal não morra por não ser realizado.
Tu podias ter sido tudo, eu podias ter sido mais
Mas as estradas são muitas no mundo
E a escolha é você quem faz.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dar a mão a um estranho



Todos os dias você pode se reinventar
Pode deixar tudo do jeito que está
Ou pode começar de novo
E ser mais feliz.

Todos os dias você tem duas escolhas:
Fazer tudo igual, da mesma maneira
Com aquela velha crença de que o futuro te espera
Ou se reinventar
E tentar de outra forma
Totalmente nova
Como se estivesse nascendo de novo
Se reinventar exige coragem, ousadia. Exige amor próprio, confiança.
Se reinventar é pensar que tudo pode dar certo, mesmo que o mundo esteja de cabeça pra baixo.
Para se reinventar basta querer. Mudar de atitude, sorrir para a vida, abraçar as causas e as lutas que a vida convida a lutar.
Se reinventar pode ser do dia pra noite, da noite pro dia. Ver o mundo com olhos de criança que acha que tudo pode, sem perder a maturidade do adulto que muito já caiu e sabe que pode levantar.
Se reinventar é amar mais, querer mais, sonhar e realizar mais. É perceber que algo não precisa ser grande, basta ser verdadeiro, pois a verdade é sempre, sempre o caminho.
Se reinventar é erguer a cabeça chorando, é chorar sorrindo, é dar a mão a um estranho, já que cada novo dia é um estranho e damos a mão a ele sem medo do próximo passo.
Se reinventar é o verdadeiro sentido de viver. Lagarta vira borboleta, as estações sempre mudam, a criança adulto se torna e a leveda, ao assar, vira pão. Se reinventar é viver. Quem não se reinventa passa pela vida e, como na natureza nada estaciona, a pessoa acaba sendo reinventada à força.
Todo dia é uma nova oportunidade de recomeçar. Nunca tenha medo de dar a mão àquele estranho...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meu sorriso eu não dispenso



Mesmo que ele esteja triste
Mesmo que ele esteja amargo
Mesmo que ele esteja desbotado
Mesmo que ele esteja cansado
Mesmo que ele esteja desanimado
Mesmo que ele seja incerto
E na face um ricto de dor.
Meu sorriso eu não dispenso
Porque mesmo que o mundo desabe
Alguém precisa sorrir pra mim.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O nosso tempo e o tempo das coisas



Quantas vezes você já brigou, esperneou, se chateou por querer muito algo e este não chegar até você? Quantas vezes se entristeceu com Deus por não ter atendido suas preces, decepcionou-se com pessoas e situações, teve a sensação de ser a criatura mais infeliz do mundo?
Isso acontece quando queremos as coisas no nosso tempo. Nos deixamos dominar por paixões e desejos que nos arrastam, iludindo nossas mentes de que tudo pode ser conforme idealizado e nos frustramos quando não acontece assim. Culpamos a vida, o acaso, a nós mesmos, por não termos conseguido sucesso naquela entrevista do emprego dos nossos sonhos; naquele lance que caminhava para um namoro; naquela seleção para mestrado em uma federal, sem perceber que a sabedoria da vida age silenciosamente e nos vela por entre nossos momentos de desesperança.
Com certeza também, você já viveu um caso assim: de batalhar ardentemente por algo, fazendo tudo ao seu alcance para realizá-lo e ele simplesmente se lhe escapar dos dedos. Anos depois a situação volta, quase “de graça”, sem esforço, pois o empenho despendido lá atrás não foi esquecido.
Obviamente, em um momento de dor ou desespero, não se pode consolar-se apenas com o pensamento de que a falta era o melhor pra você naquele momento. Isso vai contra nossas próprias leis, que baseiam na realização do desejo os alicerces de seu sucesso. Nesse desassossego, quase nunca pensamos que toda e qualquer ação não influi somente em nossa vida, e sim, em todo universo. Sei que esse papo cósmico às vezes cansa, mas a verdade é que absolutamente tudo interfere em tudo, pois não existe causa isolada, nada pode suceder que não influencie em outras diversas reações nos mais variados aspectos, na vida de muitos. Já usei essa frase antes: o mundo só será equilibrado quando cada um entender que cada ação sua interfere no universo inteiro. Uma pequena ação sua muda não só o seu destino, mas o de diversas pessoas, inclusive algumas que você nem sabe que existem.
Ansiamos por realizar nossos desejos e temos esse direito. É o desejo que move a vida. Mas, só podemos ir até onde isso não prejudique ninguém. Além disso, se há algo travando, possivelmente é um sinal de que a realização desse desejo agora não traria todo bem suposto. Tudo o que podemos ver é uma pequena linha se comparado a tudo que cada ato, fato e situação encerra. Só Deus tem a visão do todo. Nós detemos uma pequena parte e somos movidos por ela (o desejo). Porém, se não é a hora das coisas, nada fará com que aconteça. Entretanto, quando é a hora das coisas, o mais leve toque abre a tampa da caixa que antes parecia lacrada. A realização de um desejo seria, ainda, a sintonia entre a nossa hora e a hora das coisas... Por isso, devemos lutar, acreditar, mas nunca ultrapassar as barreiras do bom senso, e reconhecer a hora de abrir mão de algo, quando não é para ser nosso. Ou, ao menos não, naquele momento.
Ainda que haja barreiras, dificuldades, interferências espirituais e obstáculos de todos os tipos, quando há merecimento, as coisas chegam até nós. Só precisamos exercitar a paciência para entender que se Deus demora em atender algo é porque Ele tem um propósito: ou fazer endurecer nossa fibra espiritual através da espera ou então Ele se demora para fazer um milagre maior. Suas demoras são sempre propositadas.

domingo, 13 de maio de 2012

E o que eu faço?



E o que eu faço
O que eu faço com esse desejo de te ter que aumenta a cada dia?
O que eu faço com as lembranças dos beijos, dos abraços, do carinho que a gente tinha?
O que eu faço com seus olhos, olhando tão fundo nos meus enquanto tentava decifrá-los?
O que faço com esses dias imensos
Com o celular que não toca
Com a ausência de respostas
Com a incerteza do amanhã
O que faço com seu nome em minha mente
Seu rosto em meus sonhos
Seu toque em meu corpo
E os planos que a gente não cumpriu?
O que faço com os poemas que te escrevo
Com a vontade de te ver
Com o tolo ciúme
E a batida acelerada do meu coração ao te imaginar em meus braços novamente?
O que faço com o sonho rompido
Com as palavras duras que me disse
Com a vontade de voltar, de te procurar
E a dúvida e o medo de sofrer tudo outra vez, com ainda mais força?
O que faço com o céu azul
Que contemplo pedindo a Deus
Me dar mais uma chance junto a ti...

sábado, 12 de maio de 2012

Não esqueça de viver




Há pessoas que vivem,
Pessoas que pensam que vivem
E pessoas que vegetam.

Aquelas que vivem não ligam preocupação verdadeira para nada. Vivem um dia de cada vez, andam passo a passo, têm fé e confiança e resolvem os problemas conforme eles se apresentam.
As que pensam que vivem estão sempre planejando um futuro imaginário, pois não há nenhuma certeza que ele virá. Elas trabalham arduamente, enchem-se de reservas, só dão os passos que consideram acertados e se desviam de qualquer coisa que possa se mostrar muito empolgante, emocionante demais ou demasiado difícil. Elas precisam de uma vida previsível.
As pessoas que vegetam apenas existem, respiram. Não têm fé ou confiança ou planos; às vezes, têm sonhos, mas não fazem por realizá-los; perdem-se em anseios e vazios, mas estão certas de que vivem e aproveitam mais que todas as outras.
As pessoas que vivem fazem de cada dia o último, mesmo confiando em um amanhã.
As que pensam que vivem fazem de cada dia o primeiro, pois o amanhã para elas é eterno e sempre haverá tempo para procrastinar coisas sem importância, como o amor, a gratidão e a alegria deste momento. Bobagens!
As que vegetam apropriam-se de todos os excessos no agora, pois se não sabe do dia de amanhã, tem que fazer toda e qualquer coisa no hoje, de qualquer jeito e sem importar como, onde e com quem.
Um dia, as pessoas que vivem olham para trás e percebem que fizeram tudo ao seu alcance para viver como queriam. Percebem que de nada se arrependem, pois se arrependeriam se não tivessem feito, mas buscaram coragem e firmaram o olhar no horizonte, acertando mesmo no erro.
Um dia, as pessoas que pensam que vivem olham para trás e percebem que já não são tão jovens, nem tão idealistas, nem tão certas de tudo como outrora e vêem o tempo que perderam fazendo coisas que não gostavam, construindo patrimônios que não as fizeram felizes e realizando sonhos que, pensaram, as fariam sentir-se alguém, mas que nesse embalo, o verdadeiro âmago da vida ficou perdido e já não é mais possível resgatá-lo.
As que vegetam, com o tempo olham para trás e percebem-se colhendo os frutos de todas suas desilusões, de todas suas diversões vazias; percebem-se ausentes de si mesmas e se questionam o que, afinal, nesta vida vale a pena, uma vez que tiveram tudo e sentem-se totalmente sem nada...

O dia é hoje. A hora é agora.
Qual dos três você é?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A caixa de lembranças



Lembro de ter dito a alguém que muito amei alguns anos atrás que a saudade é uma caixinha de lembranças que abrimos em um dia cinza e faz com que nosso coração se dobre por alguns momentos.
Nesse dia cinza, reabri minha caixinha de lembranças, que se trata efetivamente de uma caixa de sapatos cheia de cartas, bilhetes, cartões, convites... Eu a reabri e fui analisando o seu conteúdo, percebendo como muito daquilo já não importava mais e descartando algumas dessas velhas “lembranças”...
Ao mesmo tempo que relia as velhas cartas, meu coração se enternecia ao se perguntar o que a vida teria feito daqueles com quem perdi o contato; reli cartas apaixonadas de pessoas que nunca mais vi e cartas minhas, de dor e saudade, para pessoas que já revi e não senti nada... Juntou-se a esses velhos materiais uma carta minha recente, que foi mais um desabafo, e não senti necessidade de entregá-la ao seu destinatário, que ainda está no meu coração e diz ter guardado uma outra que lhe entreguei diretamente em mãos.
Eu notei que as coisas sempre voltam. Nada fica mal resolvido, inacabado, a vida sempre dá uma resposta. Nem que seja três anos depois você ver a pessoa na rua, ter um diálogo através dos olhos por um minuto e cada um seguir seu caminho, sem pendências. Nem que seja, depois de tempos, em um dia cinza, abrir uma velha caixa de sapatos cheia de cartas e coisas que, por vezes, já não fazem mais sentido.
Como canta o The Verve, a vida é uma canção doce e amarga. Um dia, a gente olha pra trás e reflete, pensa, sente saudade, se arrepende, chora... Mas só por um dia... A vida continua sempre e é rica demais; o passado não volta, mas ensina, e se não tivesse que ter passado por aquilo... não passaria.
Todos têm uma caixinha de lembranças, seja na gaveta ou no coração. O importante é libertar, mesmo com essa dor no peito; o importante é seguir, mesmo nesse caminho incerto; o importante é amar, de perto ou de longe, e ter a certeza que tudo sempre vale a pena.

Preciso te deixar ir



“Difícil dizer adeus quando se quer ficar
Difícil sorrir quando se quer chorar...”

Difícil se despedir quando a vontade é abraçar
Hoje deixei você ir
Acho que preciso chorar
Deve ser a dor da despedida
O fim da ilusão construída
Um sonho que não vai se realizar
Mas são tantos que caem por terra
Tantas as pessoas em nossos caminhos
E o que fica são apenas lembranças
Pois todas tiveram sua importância.
Você foi um pedaço bonito
Poderia ter sido melhor
Agora te deixei ir
E sei que sou muito forte por isso.
É apego, é posse, é saudade
Mas de amor ainda não posso chamar.

Sei que logo vou te encontrar
E nada disso mais sentir
Nem lembrar.
Seja feliz, siga sua estrada
Quando nos reencontrarmos
Ainda vamos rir muito de tudo isso.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Seja folha em branco



     Sem margens, sem pautas. Totalmente nova para o que quer que seja escrito. Mas, mesmo depois de escrito, isso não se torna a folha – a folha continua sendo apenas a folha.
     Seja folha em branco. Maleável, flexível. Com infinitas possibilidades. Cada um pode colocar o que quiser nela, mas nada irá mudar a sua natureza. Ser folha em branco é uma decisão sábia e bem difícil de pôr em prática, mas quando se reconhece que é possível, ser folha em branco é a melhor coisa que podemos fazer.

domingo, 6 de maio de 2012

Que essa prece chegue a você



Que essa prece chegue a você
Ilumine o seu sorriso
Faça em luz os seus problemas
E acalme os seus dias.

Que essa prece chegue a você
Tire dos seus ombros todo o peso
Guie seus passos
Oriente suas decisões
E resplandeça de graça o seu coração.

Que essa prece chegue a você
Que sinta-se confortado (a), amparado (a), abraçado (a), carregado (a) no colo e com um ombro para se aliviar.
Que essa prece chegue a você
Sinta-se conduzido (a), abençoado (a) e com a íntima certeza de que o amor escolherá por você quando a hora chegar...

Que essa prece chegue a você
Que tenha um maravilhoso dia
E uma vida gloriosa
Não com as maiores coisas, talvez não com as melhores
Mas com as certas pra você, com aquelas que são suas e que ninguém poderá tirar, porque o que é verdadeiramente nosso, ninguém tira.
E a única coisa que desejo tirar de você agora é um sorriso sincero, no pleno desejo de que essa prece chegue a você.