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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Deus guardou o melhor pra você




Ei, psiu! Tá sofrendo? Tenho um recado pra te entregar: Deus guardou o melhor pra você. Não são os outros que nos dirão do que somos ou não capazes. Só cada um sabe por o que já passou. O negócio é ter paciência e fé, pois quando chega a hora, vem. Como a barba, os dentes. Não é preciso esforço. Deus coloca na nossa mão.
Há alguns meses atrás, estava vivendo um dia deprimente, daqueles em que nem vemos nada à nossa volta, por estar com os olhos cheios de lágrimas. Lembro que, em dado momento, estava passando por uma calçada onde haviam alguns compensados, devido a um prédio em construção no local. No compensado, estava colado um cartaz gigante que tive de me afastar um pouco para ler, com o slogan da construtora: Deus guardou o melhor pra você. Desde então, esta frase se tornou uma ode de fé e confiança. Eu sei que tudo está certo, sempre. Pouco a pouco, os fatos se revelam e vão nos mostrando o seu porquê.
Quando olhamos para trás, a tendência é se perguntar como as coisas chegaram a dado ponto, mas elas caminharam, não pularam etapas. Portanto, centre sua atenção em como vai reagir. O acontecimento não é o mais importante, e sim, como você reage a ele. Lembre-se que a pessoa mais importante é você mesmo. Não é egoísmo. Você só tem obrigação com você, tem que ser bom com você. Precisa estar bem para poder amar e ajudar aos outros.
Se o problema está muito grande, lembre que sempre nos resta algo. Agora, restam a fé, a esperança e o amor, estes três. E você sabe qual é o maior deles. E resta DEUS também. Ele nunca nos desampara. Tire essa noite pra conversar com Ele. No travesseiro ou durante o banho. Chore, desabafe. Vai acordar reconfortado (a), eu te garanto. Comigo sempre dá certo!
Nunca estamos sós. E Deus não coloca fardos pesados em ombros frágeis. Todos sabem dessa máxima e a ignoram quando sofrem. Lembre-se do peso da cruz de Jesus. Da coroa de espinhos. De quão superior ele era. De como amou e perdoou. Sei que estamos muito longe disso. Mas, então, imagine esses nossos irmãos que nos fazem sofrer com seu egoísmo, sua ganância, suas ilusões. Mais distantes ainda estão. E é nosso dever não julgá-los e nem nos abandonarmos. Tudo que fazemos, a nós fazemos. Para os outros, isso também vale. Fazem o que fazem a eles mesmos. Serão vítimas de si. 
É preciso ter PACIÊNCIA, deixar as coisas acontecerem do jeito de Deus e não do nosso...
Pois aquilo que queremos nem sempre é o mais apropriado para nós ou para o nosso momento.
Confie. E, psiu... Não esqueça do recado que eu te entreguei: Deus guardou o melhor pra você.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Simplesmente... AGRADEÇA!



Caiu? Levanta.
Deus tirou? Não era bom pra você.
Tá ruim? Lute que melhora.
Perdeu o emprego? Há um melhor te esperando.
Acabou o namoro? Não era a pessoa certa. Se for, vai voltar.
Foi assaltado? Que bom que foi só isso.
Bateu o carro? Ninguém se feriu.
Alguém morreu? Ore. Deus não erra jamais.
Está doente? Valorize a atenção que recebe, os remédios que pode comprar e agradeça a possibilidade de cumprir o tratamento médico. Outros não têm a mesma sorte.

Pode ser difícil, mas às vezes só vemos o lado ruim das coisas... Mas Deus nunca erra e a vida só nos dá o melhor. Agradeça!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre mulheres de verdade e meninos



Ultimamente tenho analisado de forma quase triste a facilidade que uma mulher tem para manipular um homem. Infelizmente, não é preciso nenhuma aula ou inteligência superior para fazer um homem comer na palma da mão feminina. Comecei analisando que conheço muitas mulheres que namoram, mas não amam seus namorados e maridos. Estando entre mulheres, a gente ouve desde elas chamarem os caras de trouxas, até contarem traições e falarem das investidas que recebem de terceiros. Muitas consideram o relacionamento como um negócio: se aparece uma proposta “melhor”, não hesitam em recomeçar. Aliás, percebo que o amor vem sendo tratado com esse ar de business em toda parte, mas isso já é assunto para um outro post.
Os homens, apesar de ainda carregarem tradicionalmente (a palavra que eu queria era outra, mas ela não me veio de jeito nenhum!) aquele senso selvagem e machista em muitos pontos, também se modernizaram em muitos outros e hoje em dia podem até fazer as unhas. Eu, particularmente, aprovo e penso positivamente sobre essas mudanças, porque acredito que ter cuidados que valorizam a estética também seja se cuidar e, porque, no meu caso, odeio homens peludos. Mas, a questão é que, apesar dessa metrossexualidade e cuidados gerais recém-conquistados, muitos ainda pensam que cozinhar, por exemplo, seja coisa de mulher. Sendo que os maiores cozinheiros do mundo são homens, assim como os maiores bruxos (e esoterismo também é considerado coisa de mulherzinha), sem contar nos inúmeros talentos masculinos com as crianças. E quando digo que as mulheres têm facilidade em manipular um homem, qualquer mulher que leia esse texto e que não leia vai concordar comigo...
Sou mulher, mas não defendo a raça. A mulher possui uma rivalidade instintiva e uma competitividade natural. A mulher possui intuição aguçada e sabe quando outra está a fim do cara que ela está, mesmo que o trouxa [sic!] não perceba. Infelizmente, as mulheres também são egoístas em muitas coisas, e uma delas é no sentido de relacionamentos. São mais passionais e quando se apaixonam, o fazem intensamente, acoplando ao afeto um sentimento de posse. Além de tudo, são muito mais sagazes, audaciosas e rápidas de raciocínio. Se você observar o comportamento das mães, verá que elas seguem orientando os filhos homens mesmo depois de adultos, porque a mulher é mais sábia, responde mais rapidamente a estímulos e essa diferença é perceptível desde que o homem é bebê. Ele amadurece depois e precisa de mais preparo pra vida. Dadas todas essas informações, não é preciso dizer muito para a defesa da manipulação feminina. O homem, por instinto, defende a mulher. Deseja protegê-la. Pela sua vulnerabilidade física, ele a enxerga – talvez inconscientemente – como frágil também em todo o mais e não acredita que ela o possa estar usando, ou servindo-se dele para seus próprios interesses. O homem acredita que manda em uma relação e está no controle da situação, e ela o deixa acreditar nisso, quando na verdade, está com o tolo nas mãos! Ele precisa acreditar nisso para que ela chegue aonde quer chegar.
Vejo muitos – e são muitos mesmo! – casos de relacionamentos assim. Além de manipulações em namoros, casamentos e até na conquista, também vejo mães que manipulam filhos, ex-esposas que manipulam ex-maridos, amigas que manipulam amigos. Não se trata, então, de uma questão exclusivamente sexual-afetiva. Homens que possuem natureza generosa e boa, na maioria das vezes, não percebem que estão comendo na mão das mulheres que traz na vida, e aqueles nem tão bons assim, geralmente são vaidosos e arrogantes e deixam-se render por beleza e sexo. Nesse caso, é a presunção que os faz sentirem-se bonzões e não ver que a mulher só está com ele por dinheiro ou outros interesses.
Esse texto é ilustrativo e, por isso, também gostaria de elencar o que considero uma mulher de verdade. Não afirmo que todas as mulheres são manipuladoras, competitivas e o mais listado acima, pois acredito antes de tudo que seres humanos não podem ser categorizados, portanto, aquela é apenas uma generalização elucidativa. Acredito na existência de mulheres “evoluídas” – elas não são melhores que as outras, e nem se consideram assim, mas possuem a confiança e a inteligência necessárias para atingir suas metas e sonhos sem passar por cima de ninguém. Lutam pelo que querem e acreditam, e almejam a própria felicidade, mas sabem que para isso não é imperativo passar por sobre a felicidade dos demais, pois só o que é verdadeiramente nosso permanece em nossas mãos. Não acho pretensão dizer que me incluo nessa categoria, que não ambiciono nada além do que considero meu de direito e que jamais atropelaria quem quer que seja para o alcance dos meus objetivos – coisa que não vejo em muitas mulheres, inclusive, em matéria de união afetiva.
Antes de tudo, essas mulheres que vou chamar de mulheres de verdade possuem pureza de coração, uma fé límpida e confiança transparente, em si mesmas, em Deus e na Vida. E, com tudo isso, creio também que poucos homens são capazes de dar essa definição – mulher de verdade – a uma mulher, e vou dizer os motivos. Em primeiro lugar, poucos podem. E os que o podem, precisam se valer de maturidade e experiência, coisas que só o tempo traz. Sair para a balada e ficar com meia dúzia de menininhas, me desculpe, não é experiência. Um homem não precisa ter namorado uma dezena de mulheres para saber qual(is) pode(m) ser considerada(s) mulher(es) de verdade, mas tem de, no mínimo, não estar apaixonado para emitir a percepção – sim! Não se trata de um julgamento.
Uma mulher de verdade é compreensiva e doce, mas sabe ser firme e decidida quando tem de ser. Uma mulher de verdade possui a segurança necessária para deixar alguém partir de sua vida quando percebe que essa, mesmo não sendo a dela, é a escolha daquela pessoa. Uma mulher de verdade vai primar pela VERDADE de qualquer situação, momento ou fato que se lhe acometer. Ela não vai esconder seus reais sentimentos, intenções e pensamentos acerca de uma pessoa ou situação, mas vai respeitar os demais envolvidos e vai saber a exata hora de bater em retirada. Ou seja, uma mulher de verdade não vai ser falsa – nem com amigos (a) nem namorados e muito menos com ela mesma. Uma mulher de verdade sabe a hora de chegar e de partir. Uma mulher de verdade não é Amélia, sem a menor vaidade, ela tem vaidade, sim! Ela só não faz disso seu norte para seus objetivos de vida. Uma mulher de verdade é amiga, amante, mãe, cada uma a seu momento, e sabe calar e sabe dizer. Uma mulher de verdade guarda segredos em seu coração, mais profundos que o oceano, e seus olhos possuem um brilho terno – não importa a idade que tenha. É o brilho de uma vida bem vivida, em que fez o bem, em que ela simplesmente sabe – apesar das derrotas – que fez todo o seu melhor. Uma mulher de verdade não possui, necessariamente, a bunda mais grande, o sexo mais gostoso ou o caminhar mais elegante, mas seus passos são calcados na suavidade de quem caiu muitas vezes e, mesmo machucada, em todas elas, precisou levantar. Uma mulher de verdade nem sempre tem flores no cabelo, perfume nas mãos e batom nos lábios, mas sua feição serena transmite a paz de quem soube cuidar de cada ferida do seu coração e, muitas vezes, dos corações dos outros. Uma mulher de verdade pode ter tido muitos ficantes, parceiros ou namorados, mas a pureza de seu coração fez de cada um deles não um título, mas uma experiência única. Uma mulher de verdade não precisa de um homem de verdade ao lado, até porque homens de verdade são raros, mas inevitavelmente ela o tem, mais cedo ou mais tarde, pois é ela que o transforma em um quando o cara percebe que precisa ser mais que qualquer um para poder mantê-la ao lado. E, acima de tudo, uma mulher de verdade conhece poucos meninos. Isso é um fato, porque, após conhecê-la, eles fatalmente se transformarão em homens.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lugar de trabalho...



Me diga uma coisa, você leva sua família pro trabalho? Bem, a não ser que você mantenha um negócio familiar tradicional e pequeno, a tendência é que sua resposta seja não, né? Pois é... Então, qual é a parte de “a recíproca é verdadeira” que você não entende? Trabalho é para ser feito no local de trabalho. E os consequentes problemas do dia-a-dia, que também são inevitáveis, têm de ficar, é, adivinha onde?
Levar trabalho pra casa não compensa. A não ser que você seja professor (a) e precise programar aulas e corrigir provas, tudo o mais pode ser relegado ao local em que desempenha a sua atividade. Assim como não leva a mãe, o filho, o cachorro e o papagaio pra firma, também não vai levar o pepino da empresa pra cama. Nem pro chuveiro nem pra lugar nenhum. Sim, somos seres humanos indissolúveis. Eu posso estar na faculdade sem esquecer o problema com o meu namorado. Eu posso estar na lanchonete com amigos sem esquecer que perdi meu emprego. A gente não separa as coisas mesmo, não é tudo bonitinho como querem nos fazer crer que pode ser. Mas, também, há um limite para tudo. Ficar mal, se estressar, perder o sono e a paz nos momentos em que deveria estar curtindo a família, os amigos ou a si mesmo é pedir pra sofrer. Não é justo com você nem com eles! Já passamos a maior parte do tempo no trabalho! Ser workholic, se matar e dar o sangue nunca foi sinônimo de competência e só lhe acrescenta um aumento de estafa. É preciso ter tempo para si mesmo, deixar tudo e todos de vez em quando e cuidar apenas de você. Sem essa de que precisa quebrar a cabeça durante o final de semana para solucionar um desafio. Respostas vêm. A mais dura verdade é que somos todos substituíveis. No seu local de trabalho, não vão esperar uma semana para colocar alguém no seu posto quando você sair. A produção não para. Mas, para seu filho, sua esposa, seu melhor amigo, para eles, ninguém pode substituir você. Um dia, pode até ser que esses títulos – cônjuge, amigo, namorado – sejam substituídos, mas nunca a sua pessoa. Só para quem nos ama somos insubstituíveis. No mundo corporativo, não.
Não levar trabalho pra casa não vai te fazer um funcionário pior. Nem incompetente, nem desinteressado ou inferior aos outros. Por vezes, pode até ser o contrário. Tranquilo, calmo, relaxado, talvez produza muito mais ideias e serviço que aquele outro que chega e vai embora de cabeça cheia. Veja bem, essa reflexão não é um convite à incapacidade ou falta de dedicação. Apenas um apelo ao momento próprio, à intimidade, que muitas vezes se deixa de desfrutar por estar com a cabeça repleta de problemas de expediente. Fora dele.  

terça-feira, 24 de julho de 2012

Por que envolver outra pessoa?



Esse texto breve é uma percepção, mas poderia também ser um apelo a todos aqueles que estão “mal-resolvidos” com alguém por uma razão ou outra. Se há alguma chance de volta, se há alguma esperança, por favor, não se relacione com uma terceira pessoa. Ela vai acreditar em você, sentir carinho por você, querer o seu bem, e quando estiver dedicando e lhe entregando toda a sua alma, sua/seu ex vai reaparecer e destruir a vida dessa terceira pessoa. No seu egoísmo apaixonado, cego pelas ilusões mundanas, você não vai pensar mais nessa pessoa, vai deixá-la, machucá-la e não se importar com os sentimentos que alimentou nela. Isso mesmo, alimentou. Ninguém ama se o sentimento não é alimentado. Cedo ou tarde um sentimento desprezado vai embora e percebe-se falso, ou, ao contrário, sublima-se, mas sempre houve alimentação, ao menos, no começo. E quando seu amor do passado voltar e você passar por cima do que “sente” pela terceira pessoa, não vai lembrar de todos os motivos pelos quais não deu certo antes e provavelmente não vai dar certo agora. Você vai apenas correr de encontro a seus anseios sofregáveis, trôpegos, armando-se de sorrisos apaixonados e achando que agora o amor merece que você volte a acreditar nele. Seu último (a) namorado (a) – a terceira pessoa – não passará de uma mera lembrança de uma projeção que você pensou iludir-se, enquanto lembrava a sua paixão antiga e ansiava por seus braços. E ser a terceira pessoa é muito triste, ainda mais quando você confiou em quem estava conhecendo, quando se entregou devagar, sondando. Portanto, lembre-se disso quando for se relacionar com alguém, destacando que esse não é um texto que tem a intenção de fazê-lo pensar que tem de “parar sua vida”. Apenas, sim, ter consideração pelo coração e pelo espírito alheios, que poderão estar em busca de algo verdadeiro e duradouro, enquanto os seus estão em busca de uma “distração” enquanto aquele/ aquela que considera seu amor “não volta”. Fica a dica.

Pessoas como você se vão




Eu vejo tanta maldade no mundo. Não é que eu veja, é que elas estão lá, em toda parte. As pessoas matam, ferem, magoam, roubam, extorquem, oprimem. As pessoas destroem, separam, mentem, fingem, não se importam. E elas atiram. Atiram pra matar.
Você se foi tão cedo. Levou de nós sua alma generosa, seu sorriso divertido, seu jeito brincalhão de ser. Levou seu abraço fagueiro, suas piadas incríveis e sua companhia sempre alegre. Não se despediu, não nos deu chances, apenas partiu, de uma forma que jamais poderíamos imaginar... E sempre que olho pro céu, em tímidas conversações com Deus eu pergunto: Por quê? Por que ele? Por que a vida leva de nós partes preciosas demais, que jamais poderemos substituir? Por que não aquele outro ali que faz mal, aquela outra que mente e engana, aquele que só sabe pensar em si e jamais vai amar alguém? Mas, aí, numa nesga de lucidez, me apercebo da sabedoria da vida, colhendo do pé as frutas já maduras e deixando cá as verdes para amadurecer. Penso que – sempre quis crer – não há erros, nós é que somos limitados o bastante para entender. Nós não entendemos por que Deus nos tira alguém tão caro em detrimento daqueles que nós não gostamos, ou ainda, que sequer conhecemos, mas julgamos, quando somente a Deus é dado conhecer as criaturas. O coração dói cingido de dor e desespero; tristeza e revolta; não entendemos porque as coisas acontecem; queremos, buscamos essa compreensão, mas nenhuma resposta vem, mergulhados que estamos nas provações mundanas. E se já soubéssemos que seria assim? E se sempre foi, apenas se confirmou? E se pedimos isso? Não sei... Nada é como parece...
Nada é como parece, pois tudo o que vemos são os fatos. Os fatos são como a ponta de um iceberg – é o que desponta e é visto, é aquilo que nossa compreensão alcança. Mas, que há por baixo de um iceberg? Não há uma base enorme, com raízes profundas? Penso que assim também deve ser com as coisas na vida. Ante a dor, nos desesperamos, doemos, nos sentimos injustiçados, amordaçados e questionamos onde está a justiça, a misericórdia, onde está esse Deus que nunca nos acode... Mas, esquecemos que somos humanos, pequeninos, e que talvez o fato mesmo tenha sido uma prova da misericórdia divina, nos poupando de dores e sofrimentos ainda maiores. Somos tão imperfeitos e limitados que só diante da morte podemos perceber a insignificância de tudo aquilo que tanto valorizamos na vida e o que importa realmente... Porque tudo é ilusão. A carne, a hora, a face, o agora. Porque há muito além do pouco que podemos ver. Porque há muito além do que costumamos acreditar. Porque o caminho a percorrer é bem maior do que a infantil imaginação humana sequer pode sonhar. Porque nada é realmente.
Nesse dia, em que uma fatia de tempo se completa desde a sua partida e a saudade vem para tingir as memórias e despedidas, espero que você receba meu abraço afetuoso, sincero, cheio de saudades, onde você estiver. Queria aprender com tudo isso a dar valor àquilo que importa de verdade, viver e realizar mais, pois cada momento concorre em infinita oportunidade de aprimoramento que pode demorar a se repetir. Mas, sou criatura falha, talvez um pouco menos que umas, um pouco mais que outras, e tudo que posso dizer é que ainda choro de saudades... Que ainda pergunto “Por quê?” e “Por que pessoas como ele se vão?” e não sei se um dia obterei resposta... E que eu lembro com carinho do legado que você deixou. Nada é seguro.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Me despi



Me despi da ideia de publicar atos e fatos no facebook. Da triste ilusão de que a felicidade é o que é exibido em rede, para quem quiser ver e invejar. De mostrar, de fingir, parecer. Me despi dos medos sociais gerais – não da violência, da crise econômica, do desemprego (esses também!); - mas, da idade, do peso, da aparência, do status quo, do que os outros pensam. Me despi dos objetivos fixos, das felicidades de senso-comum, do desmesurado consumo, do ter para ser. Me despi dos julgamentos alheios, das mentiras que contam para si mesmos, das publicações infames e egos inflados. Eu me despi aos poucos, mas completamente; não me despi para alguém, mas para um imenso espelho que me refletia em cada ato, gesto e palavra. Fui me despindo das inseguranças, das maldades, das enormes ondas e, pouco a pouco, nada mais sobrava para cobrir a minha nudez tão assaz. Me despi da hipocrisia, da falsidade, dos que com elas estavam vestidos; me despi da ideia de que tenho que agradar e que sou eu quem estou perdendo. E agora, totalmente nua, me dispo pouco a pouco dessa mentalidade tão viva de que precisamos estar vestidos. Que estar vestido é uma proteção. Com tudo isso, tantas máscaras, com artifícios e casualidades. Com mentiras e embaraços, superficialidades e modas, conhecimentos decorados e contas bancárias.
Eu me despi. Estou nua da melhor forma possível. Nua para mim mesma. E é essa a única e verdadeira nudez.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo – Dia da saudade também



Quantos hoje vieram me abraçar que eu conheci apenas ontem... Que não são meus amigos, quiçá colegas, que não sabem a profundidade com a qual eu rego essa palavrinha tão... tão inexplicável...
Quem esteve comigo na hora de recreio assustada do meu primeiro dia de aula? Ele era meu vizinho, se chamava Fernando e devia ter uns nove ou dez anos, enquanto eu tinha apenas seis. A gente brigava direto, se bicava, mas ele gentilmente me pegava pela mãozinha e levava em segurança pra casa quando meu irmão mais velho não podia fazer isso.
Quem estava comigo na minha primeira paixão juvenil? Acompanhando as mais loucas empreitadas, de entregas de cartinhas a malabarismos para arriscar o primeiro beijo sem ser vista pela merendeira; quem estava comigo quando mudei de escola no segundo grau e não conhecia mais ninguém?
Na praia, no campo, nas mais desvairadas bagunças, nas mais doidivanas loucuras; quando virei o salto, quando usei batom vermelho, quando queria sair com um gatinho e estava proibida; quem segurou minha vela e minha barra, quem segurou minha mão e minha alma?
E os amigos de confidência? E aqueles velhos de guerra? E os novos, já tão velhos? E os amigos-namorados? E aqueles engraçados, os piores (melhores!) que me conseguem fazer rir quando minha vontade é chorar? Amigos, amigos, denominações à parte; eu sinto falta de cada um que passou pela minha vida e não mais sei; eu torço que vocês estejam celebrando e abraçando intensamente cada novo amigo de vocês hoje, afinal, é dia do amigo, dia da saudade, dia do abraço...
Àqueles que estão atualmente na minha vida, agradeço poder contar com vocês e deixo o lembrete de que podem também contar sempre comigo;
Àqueles que por alguma razão estão distantes, saibam que os carrego no meu coração, independente se essa distância é física ou temporal;
Àqueles que não mais posso conversar – há 3 em especial deles que me vêm agora à memória – eu guardo com carinho os bons momentos que passamos e digo que, de tudo, o que ficou, foi a saudade da nossa amizade.
Àqueles que a Vida Maior chamou, meu abraço apertado e sincera saudade...
E há, ainda, os que nem chegaram... Que venham, que se aprocheguem, que sejam muitos e verdadeiros... Há um cantinho para eles também.
Enfim, Feliz Dia do Amigo!

“De todos os amores que tive, sinto falta mesmo é dos amigos que eles foram”.
Kelly Phoenix

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ainda menina





Sim, menina. Porque ela sempre teve uma cara de adolescente, o que lhe facilitou omitir o ano do nascimento, negando a idade, preferindo acreditar que sempre foi a mesma. Mas as marcas que lhe (a)tingiram o coração não alcançaram sua face. E seu caminho é tão iluminado quanto ela mesma...

domingo, 8 de julho de 2012



Suprimiria essa minha vacuidade a simples expressão de abraçar-te, sentir-te? Não seremos nós instrumentos de acalento da esperança um de outro – essa esperança que nos faz sentir vivos?

sábado, 7 de julho de 2012

Fins de tarde assim



São nesses fins de tarde assim que a dor tenta me invadir, à minha revelia. Sentada em um banco à tênue luz, diante do barulho do chafariz, memórias vêm me fazer lembrar que aqui, bem aqui, já fui feliz. De outra noite estrelada que, se descuido, faz de meus dias – todos eles – um vale de lágrimas sem fim.
São em fins de tarde assim que eu lembro de como poderia estar e lembro daquela pessoa – aquela que te enganas e tu nem notas – e sinto como se tivesse tirado algo de mim, algo muito valioso – não você, mas meu sonho. Meu sonho com você.
Em fins de tarde assim eu fito o céu, fito a lua; sinto arder o frio nas mãos que te escrevem e o doce ressonar dos meus sonhos que voltaram a dormir. Falando com Deus em prosas bobas de por quês inexplicáveis; por quê os homens mais bons não realizam seus sonhos; de por quê os que mais merecem menos têm, de por quê das minhas lágrimas à noite. Aqui, hoje, nesse instante – muito! Um momento fugidio na eternidade. As mais disparatadas conclusões; nada sou, estou. Nada é, está. Um turbilhão de frases feitas em meu destino inexistente, sonhando com um caminho que ninguém jamais trilhou.
Percebo que a tênue claridade nada mais é que minha própria luz, enquanto busco a mim mesma, em teias de humanidade, cretinismo e desilusão. Em que momento, Supremo Ser, os bons plantaram a dor, a mentira e a ilusão? Porventura, terá todo bom sido mau?
E os transeuntes passam apressados, ignorando a poesia desse instante. E a juventude segue reinando em seus desvarios insanos, desnecessários – aqueles, que são aqueles desde que o mundo é mundo. E as tarefas diárias e as coisas mundanas tão necessárias seguem também, sempre em falsas promessas de amanhãs dadivosos. Uma felicidade que nunca se dará por completo, pois o homem comum não percebe que só há agora para ser feliz. E que de nada adianta o sol brilhar por fora se chove por dentro, e que nenhum será feliz pisando o sangue de seu irmão. O menor sentimento desprezado entoará notas de dor ao seu desprezor.
São em fins de tarde assim que a melodia que em meu peito toca se entristece, mas ao mesmo tempo se enobrece, ressurgindo na esperança de uma canção mais doce entoar.
São em fins de tarde assim que me sinto morrer por dentro, como se a dor me rasgasse ao meio, mas entre tantas trevas reluzo, pois meu destino é a luz sem fim. São em fins de tarde assim...