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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Amigos invejosos – Como reconhecer



Já li várias coisas a respeito da inveja: como a atraímos, como não ser alvo e quais os aspectos dela. Porém, sempre sou muito ingênua com relação a pessoas, o que garante que continuamente eu tope com algum invejoso e nem me aperceba disso. Mesmo que seus elogios sejam dissimulados ou que mês após mês a pessoa que chamo de amiga me copie e realize todos os meus sonhos compartilhados antes de mim – mesmo quando a pessoa não tem nem vergonha na cara, ainda assim eu passava por cima e fechava os olhos. Em todos os casos, hesitei muito tempo em acreditar que se tratasse de inveja.
As pessoas costumam torcer o nariz para essa palavra: inveja. É um sentimento repugnante, logo, ninguém o quer associado a si – as pessoas não o admitem de forma alguma. Assumir a inveja é como um atestado de inferioridade, onde o outro se sagra vencedor de uma competição que só existe na cabeça do invejoso.
Minha primeira experiência com a inveja aconteceu bem cedo, aos oito anos. Na verdade, teve outras antes desta (quando fui rainha da classe por dois anos seguidos), mas essa com a idade de oito, certamente foi a mais marcante. Havia uma colega de classe chamada Dadiane, uma menina bonitinha, porém nariguda. Ela fazia balé, tinha vídeo game e o pai a levava à escola de carro, em uma escola onde a maioria das crianças não tinha nem uniforme. Sempre muito inocente, a única coisa que eu fazia era fitá-la com meus grandes olhos cor de mel e observá-la, mas alguma coisa em mim fazia com que Dadiane me detestasse. Ela implicava comigo gratuitamente, falava mal de mim às outras crianças, disputava a atenção com a professora, procurava se gabar daquelas coisas que tinha. E tudo que eu fazia era admirá-la. Fui colega de Dadiane desde a terceira até a sétima série e, ano após ano, o despeito dela parecia crescer. Por vezes, eu até tentava cativá-la, sendo simpática, mas ela sempre me esnobava e tentava formas de fazer com que eu me sentisse mal. Nunca me senti. Demorei muitos anos para constatar que o que Dadiane sentia por mim era inveja, e inveja de algo que até hoje eu não saberia dizer – talvez o simples fato de não ser eu a invejá-la.
Já conheci invejosos que se sentiam culpados. A culpa fazia com que tentassem se redimir de alguma forma, tentando compensar o invejado. Tentavam lutar com o sentimento, mas mesmo assim não deixavam de tentar superar o alvo em alguma coisa, evitando deixar transparecer. E há ainda os invejosos que procuram diminuir o invejado através de indiretas e declarações, talvez para se sentirem melhor consigo mesmos.


A forma mais primitiva da inveja é o ciúme. Ciúme não é amor coisíssima nenhuma! O ciúme é a inveja do outro por reconhecer que ele pode ser feliz sem a sua presença. E é muito custoso reconhecer isso. Mas, quando se ama de verdade, se quer o ser amado feliz, perto ou longe da gente. Ciúme está mais perto da inveja que do amor, embora muitos não possam acreditar nisso.
Embora tenha a sua raiz na comparação, assim como a paixão a inveja também deriva da admiração , mas com esta vem o despeito em reconhecer que o outro possa ser melhor em alguma coisa. Ela pode ser usada para aperfeiçoamento pessoal, mas são muitos os invejosos que preferem destruir a pessoa invejada a tentar vencer esse pecado capital. QUERER O QUE O OUTRO TEM NÃO É INVEJA, É COBIÇA. A inveja se caracteriza por não querer que o outro tenha. O que por si só, já diz muito. É a existência dele que ameaça, sua felicidade incomoda. Por isso, muitas vezes não importará se o invejoso superar o invejado em alguma coisa, ele vai tentar ofuscá-lo em todas as outras.
Engana-se quem pensa que a inveja está longe dos recintos familiares e dos círculos de amigos, estando restrita aos ambientes de trabalho. Muitas vezes, são eles os cenários mais frequentes. Criam-se rivalidades silenciosas, a possibilidade de conquista do outro tira o sono. Apenas a existência daquele ser e sua alegria se tornam uma ameaça, que passa a tomar conta da vida do invejoso. Invejam coisas materiais, situação profissional, aparência física, mas também e com mais força, talento, carisma e virtudes, pois no íntimo sabem ser mais difícil de superar.
E, como reconhecer um parente ou amigo invejoso?
- É mais comum que a inveja aconteça entre pessoas do mesmo sexo, idade parecida e relativamente próximas;
- Quando o (a) invejoso (a) é seu amigo (a) ou conhecido (a), procura sempre saber da sua vida, sempre bisbilhotando os passos que deu para conseguir algo e fazendo perguntas indiscretas;
- Quando você compra algo, ele procura comprar igual ou parecido. Quando você viaja, depois ele vai para o mesmo destino. Quando você prospera, ele fica infeliz e se você diz que vai fazer determinada atividade, adivinha: é esta que ele vai fazer!
- Tem o tipo de invejoso que elogia de mais, chega a vampirizar;
- Tem o tipo de invejoso que critica sempre, rebaixando você e suas conquistas e lhes atribuindo sorte ou facilidade;
- Tem o tipo de invejoso que amarga o seu sucesso em silêncio;
- Até mesmo os objetos são suscetíveis à energia da inveja: seu notebook quebrou, seu celular caiu no chão após o invejoso ter visto ou tocado;
- Se você diz que pretende fazer algo, a pessoa sempre faz antes que você;
- Quando você conta uma conquista, a pessoa não o olha nos olhos e o silêncio que se segue após o anúncio do sucesso;
- O invejoso não consegue partilhar da sua alegria. Às vezes, é penoso até lhe dar parabéns, mas quando o faz, é possível perceber a falsidade;
- Dissimulação, sutileza, gestos, olhares, linguagem corporal, tom e modulação da voz;
- A energia: se você é sensível, sentirá a energia da inveja em sua direção, em seus objetivos, em sua vida.
Esses são alguns sinais que permitem reconhecer um (a) amigo (a) invejoso (a). Para se proteger, mais que amuletos, é preciso confiar que a vida faz tudo certo e seus projetos não serão prejudicados pelos maus votos de outra pessoa. É muito importante não dar força a essa crença, pois quando acreditamos que a inveja pode nos prejudicar, é exatamente isso que começa acontecer. É muito mais mental que real. É preciso abençoar cada conquista e enviar bons fluídos ao invejoso.
Já se quem inveja é você, em primeiro lugar, perdoe-se por isso. Procure alimentar sua estima, não se comparar e perceber que nesta vida cada um tem um caminho. Procure desejar o bem ao invejado e lembrar que nem tudo é como acredita ser. A pessoa que passou em um concurso virou noites e noites estudando; a gordinha que emagreceu, abriu mão de muita coisa; o carro novo pode estar financiado por mais de 60 meses. O bebê lindo também pode ser seu daqui um tempo; o casamento perfeito pode ser de fachada; tanta beleza física pode ter um preço alto.
Dizem que é dado a cada um segundo suas obras. Dizem que nada acontece a alguém se não lhe merece. A luta nos conduz a qualquer vitória e a vida é muito curta para viver a vida de outra pessoa. Isso é o que eu gostaria de dizer aos meus amigos invejosos: comecem a ter seus próprios sonhos. Há mais lugares com neve que Bariloche, há coisas melhores que ter cabelo liso, tem muita atividade no mundo além daquelas que eu faço ou pretendo fazer. Ame a si mesmo, seja sempre você, siga lutando em seu caminho único. A plenitude da vida está justamente em descobrir permanentemente quem somos, em quem estamos nos transformando. E mudar. Afinal, ninguém se compara com a gente.

7 comentários :

Anônimo disse...

Amei o post. Vi essa foto da torre Eiffel e lembrei de um filme que vi hoje; lembrei muito de você, chama-se Sob o sol da Toscana. Não tem nada a ver com a França mas é isso hauuhahuauha.

Te adoro =**

Kelly Phoenix disse...

=]
Queria saber quem.

Anônimo disse...

Um desconhecido legal, eu acho =))

Iracema disse...

Amei! Puxa, tem horas que parece que você está conversando comigo,lendo os meus pensamentos.Longe de lhe vampirizar,rsrs,mas texto massa! Curto leitura que me enriquece! Manda ver mais!

Kelly Phoenix disse...

Obrigada, Iracema, é muito bom ler comentários como os seus! Volte sempre!

Borbolinda disse...

Adorei! Passei por uma situação assim por muitos anos. Tive consequências terríveis, como depressão, sentimento de impotência, pesadelos terríveis... A garota era minha sombra, mas para mim era a minha best friend, rs. Quando ela aprontou a última e maior covardia (sim, ela fazia de tudo para me prejudicar e eu nunca percebia) eu passei por maus bocados, pois só tinha ela de amiga, já que as outras amizades que eu tentava fazer ela sabotava. E adivinha como estamos? Eu estudei, passei em 2 concursos, me formei e casei. Ainda sem filhos, mas pretendo, na hora certa. Ela: mãe solteira de 2 crianças, emprego ruim e vive na lama. É nítido a consequência deste sentimento, e com certeza ela procurou mais alguém para infernizar ao invés de tentar estruturar a própria vida, por isso não tem nada. Amei a forma como descreveu este ser desprezível. Bjs e sucesso!

Igor Singeleza disse...

Muito bom mano é o importante de tudo é que você é um pensador em pontênçia continue assim bote Deus na frente e nada irar te abalar

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