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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A fragilidade da vida



Ah, a fragilidade da vida... Por que posso senti-la agora, e ele não? Por que o vento balouça suavemente meus cabelos enquanto choro, e a ele relegou aquela terra fria? Ah, a morte... Ela vem quando queira. Ela ignora se hoje de manhã não lhe fiz carinhos ou não conversei com ele... Ignora que ele olhou para mim, como a indagar por que seu sangue quente escapava-lhe pela garganta ao mesmo tempo em que se lhe esvaía a vida.
Nada me diz nada, nada faz sentido. O céu nublado e o barulho do chafariz mentem uma paz que estou longe de sentir. Tudo continua igual: ninguém se importa. Mas, dentro de mim algo mudou: a saudade ou a culpa que ele deixou.
Por quê, por quê, por quê? Meu olhar pergunta.
Mas a vida me é indiferente, assim como a morte o foi. Por que morreu em minhas mãos? Que tremem agora que escrevem. Nada pude fazer para reter-lhe a vida e meu coração sangra mais do que ele ao despedir-se dela.
A vida segue, indiferente. Pessoas com seus tormentos fúteis, universidades com seus conhecimentos vazios. Vazios como meus olhos que ainda podem indagar por que aquele gatinho perdeu o brilho dos seus?
O meu mundo para, ele quer uma explicação. Mas, não há explicação e nem nada que justifique o resto do mundo parar. Resta doer com frieza. Resta sangrar como gelo. Nunca mais o verei outra vez a brincar com os irmãozinhos e eu nem pude explicar para ele que nós não queríamos... Que faria tudo, que tudo daria... Para que não morresse em meus braços. 

5 comentários :

Anônimo disse...

Quanto mais eu leio seu blog mais amor e sentimento saem do meu coração.

parabéns =)))

Kelly Phoenix disse...

:)

Obrigada. O amor é tão nobre que até nos consola quando estamos tristes... Volta sempre ;)

Daracelli disse...

Ao ler este post, peguei-me com os pensamentos nela, na minha querida Nane que hj e há alguns anos não está mais presente em minha vida. Quando ela partiu, seus últimos suspiros foram em minhas mãos, ela sofria, mas não sofria sozinha, erámos eu e ela, na mesma dor, eu já não aguentava vê-la sofrer tanto. A idade já avançada para uma felina, para mim não justificava sua partida, mas tive que aprender a não te-la mais em minha vida. Saudades é o que ficou e permanecerá até que um dia eu não precise mais sentir saudades.

Kelly Phoenix disse...

:'(
Dói mesmo, a saudade, a incompreensão... O meu se foi ainda filhote, mas mais que a dor de perdê-lo, doeu-me sua morte violenta; minha impotência e limitação em não poder fazer nada para salvá-lo. Daracelli, sei como é sentir falta de um bichinho, também já tive um que ficou ao meu lado por 8 anos e depois partiu, sem que, ao menos, eu pudesse me despedir... Mas, sei também que amá-los e ser amados por eles nos fez pessoas muito melhores... Porque eu não posso compreender como alguém pode judiar um bicho por puro prazer. E apenas isso já nos torna mais nobres. Graças a eles, que amamos e nos amaram um dia :)

Lia Nossan disse...

Amiga querida...Não tive como não me emocionar ao ler esse desabafo. Lembrei do meu Samuel, e de tantos pela rua que gostaria de ter salvo. As vezes não temos respostas, o que nos resta é tentarmos compreender ou aceitar aquilo que não podemos mudar na vida. Espero que estejas melhor. Um forte abraço de quem te ama aqui no Rio.

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