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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

F5 nas amizades


Esse movimento deveria ser mais frequente, mas nem sempre estamos maduros para reconhecer quem não é verdadeiramente nosso amigo. Ou, quem não é mais há algum tempo. Não se trata de atender expectativas, mas de elementos básicos em uma amizade que, naturalmente se perdem ou se fortalecem ao longo dos anos, denunciando quem também pensa nos nossos interesses ou quem, como o Coronel Jesuíno, só quer nos usar.
No final do ano, começam os destralhamentos (ou deveriam): separamos no armário as roupas que não queremos mais ou as que não servem. Nos desfazemos de calçados, brinquedos, papeis. Muitas vezes, são descartados móveis, alimentos e até hábitos... Procura-se tornar a casa um lugar mais aprazível e limpo à chegada do fim do ano, como se um ambiente organizado também ajudasse a destralhar nossa mente (e ajuda!). Então, por que não jogar fora conhecidos e pseudo-amigos? Tirá-los do armário e nos desfazer deles, doá-los, eliminá-los? Aliás, como distingui-los?
Nesse fim de 2013, resolvi dar F5 nas “amizades”. É uma medida para que 2014 me traga novas pessoas, com um brilho novo no olhar. E não se trata de usar ou ver pessoas como descartáveis. É preciso reconhecer que existem ciclos e que eles se fecham, precisando partir pra outra. Então, F5 para:
·      *  Aquelas amigas que, desde que namoram, é preciso marcar hora com a secretária delas para encontrá-las. Que não fazem nada sem o namorado e nunca estão dispostas a passar algumas horas divertidas com as amigas (e que depois são as mesmas que vem te procurar choramingando ao terminar o namoro). F5.
·         * Aqueles amigos que têm medo da namorada e ficam diferentes com a gente por causa delas. F5.
·         * Aqueles amigos com quem me desentendi, pedi desculpas, mas nunca mais fui procurada (e perdoada). O orgulho dessas pessoas é maior que o interesse na minha amizade, logo... F5.
·         * Aqueles amigos de uma estação.
·         * Aqueles amigos que só procuram por interesse. Interesses estes os mais distintos: “Revisa meu trabalho”; “Vai lá comigo”; “Estou mal... morreeendo. Preciso desabafar”. Mas, quando todas essas frases são minhas, se sai sem vergonha nenhuma com algo do tipo “Que pena, eu não posso...”. F5.
·           *  Aqueles amigos para quem sou acessório. F5.
·         * Aqueles com quem não consigo ter uma conversa inteligente. Não somam, não têm conteúdo, sequer parecem ter vontade de ser um pouco melhores. F5.
·         * Aqueles que subiram um pouquinho na vida e, desde então, se acham a última bolacha do pacote: são os que granjearam cargos na firma; compraram um corsa branco; um apartamento pelo minha casa, minha vida; arrumaram um macho e juntaram; viajaram para Minas Gerais com a passagem parcelada pro ano todo ou trocaram o corsa branco por um camaro amarelo. E desde que fizeram tais coisas, esqueceram dos amigos, só vivendo de ostentação. F5.
·         * Aqueles distantes, com quem mantive contato, mas nunca senti afinidade real. F5.
·         * E outros tipos que a percepção aguda vai mostrando. F5.
F5 F5   ops! Travou.

A amizade é maravilhosa quando podemos nos encontrar depois de dois anos e ver que nada mudou. Ou quando as pessoas sabem igualmente falar e ouvir, quando ligam para saber como a gente está ou simplesmente não “mudam” de repente. Pois, quem muda com os amigos, por qual motivo for, não é amigo de verdade. Quem não esclarece mal entendidos, quem não vibra com suas conquistas, quem compete intimamente ou não conta como emagreceu não é seu amigo. E pra quê arrastar essas pessoas vida afora, quando há tanta gente incrível por aí esperando a nossa amizade? F5.

Porque a vida é feita de momentos e os momentos são feitos com pessoas. Mas, momentos e pessoas têm de valer a pena... Caso contrário, sucesso aí e... F5. 

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