About my Blog

Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Por um mundo onde não ceifem sonhos



Uma vez, ainda na infância, li uma frase em rodapé de agenda a qual nunca me esqueci: O homem mais pobre não é o homem sem dinheiro. É o homem sem sonhos.
E hoje, acabou o sonho de um menino defender a camisa de seu país dentro dele e levantar uma taça. Não importa quanto dinheiro, prestígio e vantagens Neymar tenha: acabou para ele. Virão outras Copas, mas não aqui, não com 22 anos; além disso, o futuro é incerto.
Estou escrevendo esse texto porque, como quase todo brasileiro, me comovi com o acontecido. Mas, parte dessa tristeza, é pelo sonho do Neymar. Só quem tem sonhos, devaneia, luta, busca, sabe a delícia que é conquistá-los. Só quem arregaça as mangas, sonha, brilha o olho, sonha, vai com tudo, sonha, pode entender o que é isso: UM SONHO. Sonhos não são desejos. Não tem a ver com poder pagar. Vão além da necessidade, da vontade. São da alma. E, nesse nosso mundo mecânico, parece cada vez mais normal abandoná-los, deixá-los pelo caminho. Isso quando se os tem, pois em um mundo volátil, onde é possível atender vontades abundantemente, parece meio limitada, cada vez mais, a capacidade de sonhar. A maioria das vontades vêm e se realiza sem que chegue a se cristalizar na alma.
O sonho de Neymar era o mesmo do menino James, mas houve uma diferença: o sonho de Neymar foi ceifado. São a inveja, o despeito, a raiva, e outros sentimentos desse naipe, que podem motivar um ceifador de sonhos (e aqui não falo só do Zuñiga). Entretanto, há sobre eles pelo menos um triunfo: o próprio sonho. Pois, só pode destruir o sonho dos outros quem nunca teve um.

#ForçaNeymar. Outros sonhos virão. “Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino”.

0 comentários :

Postar um comentário