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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 20 de setembro de 2014

Quem se presta ao silêncio?


Busco o silêncio fora, por que ele nunca se faz dentro. E eu gosto de ouvir o barulho de dentro. Não suporto pessoas que não toleram o silêncio: precisam ligar o rádio, a TV, puxar assunto. Jamais se recolher para dentro de si mesmas, preferem preencher o silêncio com qualquer lixo. Silêncio, hoje em dia, é artigo raro. Incomoda, como entender verdades complicadas, se autoconhecer ou passar um tempo só. Quem se presta ao silêncio? Quem quer realmente silenciar para ouvir? É difícil, quando respeito também se tornou artefato de luxo.

É preciso ler esse texto com os fones de ouvido. É preciso reunir a turma com o rádio ligado. É preciso dirigir com o volume alto, almoçar com a tevê ligada, chegar em casa e ligar alguma coisa. Quietude oprime, pressiona, obriga a buscar algo em si mesmo. E é aí que se vê quão vazio, sem sentido e sem significado se tem vivido. É aí que se vê como se vive no tédio, na ilusão e no... barulho. É aí que se nota quais relações são superficiais, porque o silêncio constrange. É aí que se vê como somos surdos àquilo que realmente importa.

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