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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sem face, Sem nome


Sem face.
Ele podia ter o seu rosto.
Ele podia ter o meu rosto.
Ele podia ser qualquer pessoa.
Menos mais um na multidão.
E ele podia passar dias em crise, tocar seu violino, escrever poesias.
Ele podia odiar o seu mundo e voltar a amá-lo ainda em um dia.
Se perder, se achar era mesmo com ele, tinha a ambiguidade de um camaleão.
Perdia-se em trabalhos, cigarros, garagens...
Achava-se em cartazes, causas, molecagens...
E quando com sua força ainda estava brigando
Queria dar um tempo, um pause, um restart.
E quanto de si estava desrespeitando? Ferido, mutilado, encarniçado...
Com a vida, com os astros, com os vermes do chão...
Quanto mais ainda podia suportar...?
Queria ter mais voz, mais tom, mais pulso...
Mas as vozes exteriores sempre o faziam voltar.
Achava que o limite já havia chegado e queria poder desfrutar mais as delícias da solidão. Mas, sozinho, era tudo e era nada; agarrava-se às horas com a melancolia fazendo morada...
Ele podia pensar como eu, como tu.
Vivia semanas previsíveis, ultrajado com sua pequenez.
Podia acreditar nas propagandas, nas boas intenções e no horário eleitoral. Proteínas, teorias, no bem e no mal.
Podia ser mais um, mas não escolhera ser.
Sem nome.

Sem nome.
Podia ser mais um, mas não escolhera ser.
Podia acreditar nas propagandas, nas boas intenções e no horário eleitoral. Proteínas, teorias, no bem e no mal.
Vivia semanas previsíveis, ultrajado com sua pequenez.
Ele podia pensar como eu, como tu.
Achava que o limite já havia chegado e queria poder desfrutar mais as delícias da solidão. Mas, sozinho, era tudo e era nada; agarrava-se às horas com a melancolia fazendo morada...
Mas as vozes exteriores sempre o faziam voltar.
Queria ter mais voz, mais tom, mais pulso...
Quanto mais ainda podia suportar...?
Com a vida, com os astros, com os vermes do chão...
E quanto de si estava desrespeitando? Ferido, mutilado, encarniçado...
Queria dar um tempo, um pause, um restart.
E quando com sua força ainda estava brigando
Achava-se em cartazes, causas, molecagens...
Perdia-se em trabalhos, cigarros, garagens...
Se perder, se achar era mesmo com ele, tinha a ambiguidade de um camaleão.
Ele podia odiar o seu mundo e voltar a amá-lo ainda em um dia.
E ele podia passar dias em crise, tocar seu violino, escrever poesias.
Menos mais um na multidão.
Ele podia ser qualquer pessoa.
Ele podia ter o meu rosto.
Ele podia ter o seu rosto.

Sem face.

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