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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 14 de março de 2015

Às vezes, eu queria ser bem velhinha


Já ter visto tudo o que tinha para ver na vida.
Já saber das respostas pelas quais anseio.
Simplesmente sentar em minha varanda e fitar o nada, a esperar, com o respeito que minhas, então, cãs brancas, imporiam.
Às vezes, queria ter o olhar de um ancião.
Já ter experimentado coisas que ainda nem sei.
Já ter passado por o que ainda vou passar.
Às vezes, eu queria ser bem velhinha – volta e meia penso assim... Nessas horas, ignoro as dores no corpo, as perturbações, nostalgias – tudo a que pode estar, de certa forma, vinculado a ser mais velho. Quando queria ser bem velhinha é quando, geralmente, sinto como se já tivesse visto o suficiente. Mas, meu olhar ainda é verde e impossível de ser amadurecido à força. Por isso, só me resta esperar, para, no dia em que eu for bem velhinha, sentir-me conformada com isso. Ou, ironicamente, desejar ser jovem de novo. 

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