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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

domingo, 31 de maio de 2015

Palpite Publicitário


Às vezes, ser publicitário é uma catástrofe! Pois, não sei se existe bicho mais curioso e observador (ainda que, com jornalistas, filósofos e escritores a disputa seja meio no tapa). Publicitário repara os merchans nos filmes. Olha as propagandas novas e critica mentalmente ou acha a sacada genial. Experimenta gêneros e diretores de filmes. Só publicitário acha certas coisas fantásticas! E é, com certeza, um publicitário que vai colecionar bonecos de gamers, comprar um produto porque a embalagem é legal e escolher uma mala pelo design ou porque ela é Samsonite (Hã? Sensodyne?).
Falando em Sensodyne (não, eu não estou recebendo pra isso), publicitários também gostam de experimentar coisas novas. E isso é especialmente verdade quando se trata de marcas e lançamentos dos gêneros de higiene, ou alimentícios. Massa Barilla, Sopas Campbell, geleia Queensberry. Óleo de oliva português, chileno, grego. Tomates pelados, aceto balsâmico, maionese alemã, manteiga francesa, doce de leite argentino, pão árabe. E café: café em cápsulas, café em grãos, café gourmet, café italiano, café trufado, café Kopi Luwac, aquele do “gatinho”. E é por esse espírito inovador que eu lembrei da Sensodyne.
Pastas de dentes são produtos que sempre desafiaram meu humor publicitário. Sugestivas com seu poder branqueador, antiodor, anti “ites”, anticáries; e seus modelos de arcadas perfeitas, já provei várias marcas (inclusive do mesmo conglomerado), mas nunca fiquei rindo abobada dentro da piscina nem saíram fadas do meu hálito. Da última vez que fui ao mercado, resolvi pegar a mais baratinha que encontrei (na verdade em gel, porque não gosto de cremes). Lembrei da recomendação da dentista: “Qualquer uma serve, o trabalho é da escova, a pasta só ajuda na limpeza” (Claro que meu senso publicitário afiado sempre desconfiou um pouco dessa recomendação, mas no momento da decisão de compra eu realmente quis pegar a marca considerada inferior para testar). E, ah... a porcaria tem textura de gelatina! Que publicitário mais pessimista poderia imaginar isso: escovar os dentes com gelatina?!

Então, não adiantou nada tentar, ao menos uma vez, fugir aos apelos mercadológicos... Sensodyne pode até ter valor agregado, mas o caminho do meio é melhor do que gelatina na higiene bucal. Porém, vá... tudo bem... Ainda quero experimentar os chás (estou virando uma apreciadora); chocolates de diferentes nacionalidades, comidas para solteiros... várias coisas, menos shampoos, porque nada mente mais que propaganda de shampoo! E, se eu pudesse dar só um conselho, seria: Use filtro solar (né, Bial) e... pastas de dentes conhecidas. Nem dentadura merece ser higienizada com gelatina... 

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