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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

sábado, 27 de junho de 2015

Suficiência?

Foto própria

Entre livros de filósofos, lápis sendo mordido distraidamente e brigando com o sono, o bloco de anotações se abre sozinho sobre a cama, em um de meus movimentos. Lá largado, esquecido e abandonado; é quando levanto os olhos de minha leitura um instante e deparo com a frase, escrita não sei quando, citada não sei por quem:

Você nunca saberá o que é suficiente se não se permitir saber o que é mais que suficiente.
– William Blake –

Permitir saber. Poderia desmembrar a oração inteira e não encontraria mais que perguntas para as minhas respostas. Tão bem propostas e elaboradas.
Enquanto isso, no livro ao lado, era Hannah Arendt quem me aconselhava:

As percepções sensoriais são ilusões, diz o espírito; elas mudam segundo as condições de nosso corpo; doce, amargo, cor, e assim por diante, existem somente nomo, por convenção dentre os homens, e não physei, segundo a verdadeira natureza das aparências. Ao que os sentidos respondem: “Espírito Infeliz! Tu nos derrotas enquanto de nós obténs a tua evidência [pisteis, tudo em que se pode confiar]? Nossa derrota será a tua ruína.

[...] Nesses termos, nada mais parece fazer muito sentido [...]


*(ARENDT, H. A Vida do Espírito. O Pensar, O Querer, O Julgar. p.11).

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