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Reflexões, citações, crônicas e extrações sobre filosofia, literatura, espiritualidade, emoções, percepções e sentimentos, e um plus para tudo o que vier na mente.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Uma ponte entre nós

         
         Uma ponte de silêncios, de palavras não ditas, que foram se acumulando, até, por fim, atingir o objetivo de deixar cada um de um lado. Eu não sabia o que passava em teu espírito, mas reagia inconscientemente a isso, de modo que essa pode ser a razão por eu ter perdido a minha espontaneidade... Aos poucos, fomos nos tornando quase estranhos. Cheios de afetividade contida, de boas memórias. Mas, já, sem a afinidade que outrora nos reunia mais satisfatoriamente. As palavras não ditas nos engasgaram. E nós fomos nos distanciando sem nem sentir, cada um absorto em sua própria complexidade, em seu próprio mundo paralelo... sem mais poder sentir o bater adorado do coração do outro.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Ei, me mande flores


No meu aniversário e no início do mês.
Na primavera, no outono, na terça à noite, na segunda pela manhã.
Me mande amarílis, orquídeas, azaleias. Mande gérberas, lírios, kalanchoes, celósias.
Não importa se não estou mãe ou namorada.
Não importa se és minha amiga, meu confidente ou meu irmão. Se tiver oportunidade, mande flores. Porque eu quero sentir o cheiro delas. E a maior parte das pessoas só manda e recebe flores tarde demais...
Eu nunca gostei de flores de plástico. Mas, aprendi a amar belos jardins. E nem é preciso ter nas mãos uma rosa para apreciar o seu perfume. Mas, é bom saber quem deseja o perfume das rosas na vida da gente.    

domingo, 5 de abril de 2015

Tempo, tempo...

Por Adrian Alves

Hoje eu acordei cedinho. Fiquei na cama por bastante tempo, só curtindo o momento. Depois de alguns instantes ficou tudo em silêncio, a atmosfera do meu quarto totalmente nostálgica e a sensação do tempo se tornou quase palpável. Percebi que apesar de, já antes, eu estar acordado, eu estava dormindo; que apesar de, já antes, existir o silêncio, estava barulhento. Como das outras vezes, não consegui distinguir se aquela voz mental tagarelando era só imaginação e pensamentos, ou se era mesmo uma voz real na minha cabeça... Mas, inquestionavelmente, viajei de um extremo a outro. O tempo parecia ser corrosivo, e pelas frestas das janelas antigas do meu quarto, entrava modestamente a luz da manhã. Essa luz parecia dizer que a realidade é um sonho lúcido; a luminosidade do meu quarto, sem clarear muito, mas muito menos deixar tudo na escuridão, parecia dizer que o tempo é parecido: é difícil saber onde estão as fronteiras que separam o passado, presente e o futuro. Muito provavelmente essas fronteiras existam apenas em nossos pensamentos, mas a sensação de ter 20 anos, e ser penoso acreditar que não tenho mais 10 anos, ao mesmo tempo que pareço saber e sinto ser bem mais velho do que 20, é real e deixa um vazio existencial.
Por instantes, o silêncio e a nostalgia me lembrou uma viagem de ônibus bem longa, em que todos os seus passageiros dormem tranquilamente, mas não eu (que acabo de acordar misteriosamente), onde o barulho do motor e os movimentos do ônibus pelas curvas só embalam o vazio e a estupefação de sentir o tempo.
...

Talvez seja a forma como a gente passa a ver.

SEÇÃO EXCEPCIONALMENTE

Na seção “Excepcionalmente” apresento textos de outra autoria, mas que calam fundo em meus valores.